boletim
o meio é a massagemArquivo para Junho, 2008
Justiça para os Terena
REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS
Vamos exercer nossa cidadania! Assine a petição: Justiça para os Terena
Aos dias dezessete do mês de junho do ano de dois mil e oito, às 05:30
horas da manhã, chegaram os policiais da Policia Estadual e da ROTAI em um
ônibus lotado desses policiais.
Haviam: crianças, mulheres, gestantes, idosos que ali estavam dormindo. Os
policiais chegaram e quando estavam conversando com todas as pessoas ali
presentes na retomada, um policial bruto puxou uma taquara na mão da anciã
Julia Meira Faustino de 54 anos de idade derrubando-a imediatamente no
chão. Nós fomos proteger nossa anciã e começamos a apanhar de todos os
policiais ali presentes.
Os policiais começaram arrebentando todas as barracas, colocando fogo em
tudo que ali estava.
Empurraram mulheres, crianças e idosos, puxaram cabelos de mulheres e
pisaram e chutaram as roupas dos indígenas.
Clique seguramente no link, veja mais sobre este absurdo e assine essa
petição:
http://www.petitiononline.com:80/grumin12/petition.html
Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas
Eliane Potiguara
Escritora Indígena - Ativista
Membro Acadêmico do Projeto Cultural ABRALI
Os abraçadores de árvores
Com tanto desmatamento, destruição dos vários biomas terrestres brasileiros, como a Floresta Amazônica, o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga… no geral, não há efetivamente um movimento no Brasil como os “abraçadores de árvores”? Será que está em extinção por essas bandas os ecologistas de ação direta? O ecologismo politicamente correto, oficialista, dos tribunais “públicos”, domesticou a radicalidade? Talvez eu esteja dando voltas sobre o mesmo assunto. É que as coisas não mudam… Mas…
Um pouco de história para inspirar…
Os abraçadores de árvores é um dos mais notáveis e originais exemplos de ação direta. Já nos anos 20, na Califórnia, nos EUA, surgiu um grupo de mulheres, as ladies conservationists (senhoras conservacionistas), que se acorrentava nas árvores para impedir a ação dos madeireiros.
Mas foi a partir do movimento Chipko nos anos 70, quando as mulheres das aldeias himalaias do norte da Índia decidiram abraçar-se às árvores para impedir a ação das madeireiras que o movimento ganhou força. Estimulados por vários grupos ambientalistas internacionais, o movimento conseguiu um certo sucesso e bastante impacto junto à mídia.
O acontecimento deu origem a outros movimentos de “abraçadores de árvores” (tree-huggers) ao redor do mundo. No fim
da década de 80, na Austrália, um grupo, de pessoas subiu nas árvores para defender a última floresta de eucaliptos nativos do mundo, ali ficando por vários dias. Com a ajuda do efeito de suas ações na imprensa, os abraçadores conseguiram rescindir o contrato do governo australiano com as madeireiras japonesas.
Nos anos 90, na Inglaterra, surgiram os tree-sitters, ou dongas, com outra estratégia: se algemar nas árvores, se acorrentar nas pedras ou acampar na região a ser atingida, para impedir a construção de anéis rodoviários que atravessariam áreas de proteção especial.
Os acampamentos dos sitters (numa tradução livre, “os pregados no chão”) duraram vários anos, provocando uma reação violenta das autoridades inglesas, que acabaram expulsando-os na força. Em 1997, um caso que repercutiu muito na imprensa internacional foi o da estadunidense Julia Borboleta Hill, que passou dois anos vivendo em cima de uma árvore à qual deu o nome de Luna, numa tentativa de frustrar os planos da madeireira Pacific Lumber de destruir uma floresta de sequóias da Califórnia.
Outro fato recente que ganhou espaço na mídia, em 2006, envolveu a cantora Joan Baez, que juntamente com Julia, subiram no topo de uma árvore em uma tentativa de evitar a demolição de um horto comunitário de 14 acres com frutas e vegetais no
sul de Los Angeles.
Hoje, este tipo de ação direta continua à mil em várias partes do mundo. Entre no site da Earth First! (www.earthfirst.org)
que terás muitas notícias atualizadas.
Moésio Rebouças // Fonte: Terra (para a lista CMI-Brasil)
Via Campesina e urbanos realizam mobilização no Walmart e Carrefour no ES
Cerca de 300 integrantes da Via Campesina e de movimentos urbanos, como a
Intersindical, Coordenação dos Movimentos Sociais, Passe Livre e movimento
estudantil realizaram uma mobilização, na tarde de hoje (10/06), em frente
às redes estrangeiras de supermercado, Walmart e Carrefour. A atividade
ocorreu na capital do estado, Vitória, e faz parte da Jornada de Lutas da
Via Campesina.
A atividade iniciou-se com uma caminhada pela cidade, acompanhada de um
panelaço, e foi marcada por um protesto em frente a essas duas redes de
supermercado, que detêm o controle do comércio mundial de alimentos, desde o
preço até os fornecedores. Em frente ao Walmart, foi montada uma mesa com
alimentos da agricultura camponesa, a fim de demonstrar que essa é a
alternativa para conter a grande alta no preço dos alimentos.
O ato questionava justamente a alta no preço dos alimentos e o controle das
empresas estrangeiras no território brasileiro.
Na parte da manhã, uma mobilização no município de Montanha, norte do ES,
marcou o protesto da Via Campesina em relação à expansão da cana-de-açúcar
no estado.
*Por que estamos mobilizados *
*Queremos produzir alimentos*
***Contra o agronegócio e em defesa da agricultura camponesa*
O atual modelo econômico, baseado no agronegócio e no capital financeiro,
quer transformar os alimentos, as sementes e todos os recursos naturais em
mercadoria para atender os interesses, o lucro e a ganância das grandes
empresas transnacionais.
Para isso, esses grupos econômicos se apropriam de terra, águas, minerais e
biodiversidade, privatizando o que é de todos. Além disso, desmatam as
florestas e deterioram os solos com a monocultura. Também aumentam a
exploração dos trabalhadores, precarizam, retiram e desrespeitam os direitos
trabalhistas, causam desemprego, pobreza e violência.
Dessa forma, o agronegócio promove a concentração da riqueza nas mãos dos
mais ricos, especialmente banqueiros e empresas transnacionais, enquanto
aumenta a desigualdade e a pobreza da população. É necessário e urgente
combater essa lógica opressora e destrutiva, que apresentamos nos seguintes
pontos:
*I - Denunciamos*
Denunciamos o atual modelo agrícola por que:
1. Favorece os interesses das empresas transnacionais, que compõem aliança
com os latifundiários para controlar a nossa agricultura e obter grandes
lucros na produção e comercializaçã o dos alimentos e na venda das sementes
e insumos agrícolas.
2. Prioriza o monocultivo em grandes extensões de terras, que afeta o meio
ambiente, deteriora os solos e exigem o uso grandes quantidades venenos.
3. Estimula a monocultura de eucalipto e pínus, que destroem a
biodiversidade, causam poluição ambiental, geram desemprego e promovem a
desagregação social das comunidades camponesas, indígenas e quilombolas.
4. Incentiva a produção de etanol para exportação, promovendo a ampliação do
plantio da monocultura da cana-de-açúcar e, conseqüentemente, causando a
elevação dos preços dos alimentos e a concentração da propriedade da terra
por empresas estrangeiras.
5. Difunde o uso das sementes transgênicas, que destroem a biodiversidade,
eliminam as nossas sementes nativas, podem causar danos à saúde dos
camponeses e consumidores de alimentos e transfere para as transnacionais o
controle político e econômico das sementes.
6. Promove o desmatamento dos nossos biomas, de modo especial da floresta
amazônica e do cerrado, e a destruição dos babaçuais, através da expansão da
pecuária, soja, eucalipto e cana, juntamente como a exportação de madeiras e
minérios.
*II- Somos contra*
As transnacionais, os latifundiários e um grupo de políticos, partidos e
parlamentares que defendem interesses econômicos e querem aprovar projetos
que vão piorar ainda mais esse quadro e, por isso:
1. Somos contra a lei de concessão das florestas públicas, que significa a
privatização da biodiversidade, e o projeto de lei nº 6.424/05, que reduz a
área da reserva legal da Amazônia de 80% para 50%, de autoria do senador
Flexa Ribeiro (PSDB-PA).
2. Somos contra a Medida Provisória nº 422/08, que legaliza áreas de até
1500 hectares, invadidas por latifundiários na Amazônia, quando a
Constituição determina apenas até 50 hectares.
3. Somos contra a Medida Provisória que desobriga o registro em carteira até
três meses de trabalho. Condenamos a existência impunemente do trabalho
escravo, da exploração do trabalho infantil e da falta de garantia aos
direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores rurais.
4. Somos contra o Projeto de Emenda Constitucional nº 49/06, que propõe
diminuir a extensão da faixa de fronteiras para beneficiar empresas
transnacionais e grupos econômicos internacionais, de autoria do senador
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) .
5. Somos contra o projeto de transposição do Rio São Francisco, que visa
apenas beneficiar o hidronegócio e a produção para exportação e não atende
as necessidades das populações que vivem na região do semi-árido nordestino.
6. Somos contra a privatização das águas, que passam a se monopolizadas por
empresas transnacionais como Nestlé, Coca-Cola e Suez.
7. Somos contra o atual modelo energético, baseado na construção de grandes
hidrelétricas - principalmente na Amazônia -, que entrega o controle da
energia às grandes corporações multinacionais e favorece as grandes empresas
que mais consomem energia.
*III - Defendemos
*
Estamos mobilizados e vamos lutar para mudar essa realidade. Por isso,
queremos:
1. Construir um novo modelo agrícola, baseado na agricultura camponesa, na
Reforma Agrária, na distribuição de renda e fixação das pessoas no meio
rural.
2. Combater a concentração da propriedade da terra e de recursos naturais,
fazendo uma ampla distribuição dos latifúndios, com a definição de um
tamanho máximo para a propriedade da terra.
3. Garantir que a agricultura nacional seja controlada pelo povo brasileiro,
assegurando a produção de alimentos, como uma questão de soberania popular e
nacional, incentivando as agroindústrias cooperativadas e o cultivo de
alimentos sadios.
4. Diversificar a produção agrícola, na forma de policulturas, respeitando o
meio ambiente e usando técnicas de produção da agroecologia.
5. Preservar o meio ambiente, a biodiversidade e todas as fontes de água,
com atenção especial ao Aqüífero Guarani, combatendo as causas do
aquecimento global.
6. Desmatamento zero na Amazônia e nos demais biomas brasileiros,
preservando a riquezas naturais e usando os recursos naturais de forma
adequada e sustentável, em favor do povo. Defendemos o direito coletivo da
exploração dos babaçuais.
7. Preservar, difundir, multiplicar e melhorar as sementes nativas, dos
diferentes biomas, para garantir o seu acesso a todos os agricultores.
8. Lutar pela aprovação imediata da lei que determina expropriação de todas
as propriedades com trabalho escravo e a instituição de pesadas multas aos
latifundiários que não cumprem as leis trabalhistas e previdenciárias.
9. Exigir a implementação da política proposta pela Agência Nacional de
Águas, que prevê obras e investimentos em cada município do semi-árido,
necessárias para resolver o problema de água da população da região.
10. Impedir que a água se transforme em mercadoria e garantir seu
gerenciamento como um bem público, acessível a toda a população.
11. Assegurar um novo modelo energético que garanta a soberania energética,
que priorize o desenvolvimento de todos, utilizando o uso racional da
energia hidráulica em pequenas usinas, com a produção de agrodiesel e álcool
pelos pequenos agricultores e suas cooperativas.
12. O governo federal deve autorizar o Incra (Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária) a retomar a regularização, com maior
celeridade, de todas as áreas pertencentes aos quilombolas.
13. Promover a demarcação imediata de todas as áreas indígenas e expulsão de
todos os fazendeiros invasores, em especial da Raposa Serra do Sol e das
áreas dos guarani no Mato Grosso do Sul.
O governo Lula precisa honrar os compromissos assumidos para a realização da
Reforma Agrária, cumprindo seu programa político, assinado em julho de 2002,
assentando imediatamente todas as famílias acampadas e construindo no mínimo
100 mil casas por ano no campo para evitar o êxodo rural. A nossa luta é
pela construção de uma sociedade justa, com igualdade e democracia, onde a
riqueza é repartida com todos e todas.
*VIA CAMPESINA**
ASSEMBLÉIA POPULAR*
—————————- Original Message —————————-
Subject: Via Campesina e urbanos realizam mobilização no Walmart e
Carrefour no ES
To:CMI-Brasil
Dorkbot-RJ Zero - Desconstruindo 68′
Primeira edição do Dorkbot - pessoas fazendo coisas estranhas com tecnologia - no Rio de Janeiro, Brasil. A Performance foi feita por Bruno Tarin, Djahjah, Frado e Kruno, no Circo Voador em 25/05/08. O áudio foi gerado a partir de microfones de contato conectados ao carro e depois processado. As projeções foram feitas com o software PureData, são representações gráficas do áudio gerado durante a performance.
Veja o vídeo aqui:
>> http://betamultimidia.com/dorkbot-rj-zero-desconstruindo-68/
>> http://www.vimeo.com/1100663
Mais sobre o dorkbot http://dorkbot.org