boletim

o meio é a massagem

Irã usa a internet para silenciar ativistas

Nas últimas semanas, os cidadãos iranianos têm usado diversas
tecnologias de comunicação para organizar mobilizações e protestos, e
para transmitir ao mundo informações sobre os confrontos que sucederam a “reeleição” de Ahmadinejad. Muitos apontam essa mobilização iraniana como um exemplo de como as modernas tecnologias de comunicação podem ser usadas para dar maior liberdade de expressão aos indivíduos, e para combater regimes opressores.

Há, entretanto, um outro lado nessa história. Comunicações eletrônicas
podem ser monitoradas, rastreadas e censuradas por um regime opressor que disponha de meios para tal. Dessa forma, mobilizações eletrônicas podem ser mais vulneráveis que os métodos de mobilização usados no passado.

Segundo o Wall Street Journal, “O regime iraniano tem desenvolvido, com a ajuda de empresas europeias [Nokia e Siemens], um dos sistemas mais sofisticados no mundo para controle e censura da internet, que permite examinar o conteúdo de comunicações individuais em larga escala.”

Sob esse sistema, todo o tráfego digital é roteado através de um único
ponto, onde cada pacote de dados é inspecionado para monitorar cada
email, tweet, postagem em blog e, possivelmente, até ligações telefônicas, em todo o Irã.

Além disso, o governo iraniano está usando crowdsourcing para postar
fotos e videos de ativistas, e pedindo aos cidadãos para identificá-los.

Isso nos mostra que toda tecnologia é neutra, seu uso é que pode
trazer efeitos positivos ou negativos.

“Se você pensar a respeito, isso não surpreende. Quem disse que
apenas os mocinhos usam a internet em seu favor?” — Farhad Manjoo,
via Slate. A questão vai muito além da eleição do Ahmadinejad, no Irã.
Todos nós estamos usando tecnologias de comunicação sem refletir sobre o preço que se paga, em perda de privacidade, por exemplo.

Ao usar celulares, emails, redes sociais, cartões de crédito, não nos
damos conta de que estamos disponibilizando informações sobre nossa
localização, hábitos de consumo, redes de contatos, etc. Muitos nem
sabem que podem estar sendo rastreados enquanto andamos dentro de
shopping centers.

Por enquanto, o único incômodo que sentimos são as insistentes
ligações de telemarketing, onde a telefonista sabe tudo sobre você, e
você não faz a menor ideia de como ela obteve tais informações.

Nada disso nos preocupa, porque vivemos em paz, em uma democracia,
onde as autoridades “garantem a nossa proteção”. Sentimo-nos mais
livres com o uso dessas tecnologias, e sempre achamos que a
tecnologia, em si, favorece a liberdade.

A realidade, entretanto, pode ser diferente.

http://fprudente.blogspot.com/2009/06/ira-usa-internet-para-silenciar.html

Fábio Prudente

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Lançado no Reino Unido novo selo discográfico anarquista baseado em doações

[A *Free Activist Records *(FAR), é um novo selo de gravação baseado em
doações que acabou de ser lançada no Reino Unido. O selo disponibilizará os
álbuns na internet para serem “baixados” livremente. O primeiro lançamento
será uma compilação de 20 faixas para que as pessoas se conscientizem sobre
a situação do preso anarquista e defensor dos direitos dos animais Sean
Kirtley.]

Nosso amigo Sean Kirtley foi preso no ano passado sob a legislação do Crime
Organizado Grave e Ato Policial (SOCPA) após ter organizado protestos legais
contra o *Sequani Limited* (um laboratório de teste em animais em Ledbury,
no Reino Unido). Após um dos mais longos processos envolvendo ativistas de
direitos animais ocorridos na história, abarcando um total de treze
acusados, ele foi sentenciado a 4 anos e meio de prisão por um juiz que se
auto-confessou “entusiástico caçador, pescador e fazendeiro”. E é por isso
que stamos produzindo nosso primeiro álbum-compilação livre para “baixar”
com 20 faixas musicais de punk, crust, antifolk, anarco e dub para que as
pessoas se conscientizem sobre sua situação e a luta contra o SOCPA.

Somos um pequeno coletivo de amantes de música, artistas, punks,
trabalhadore/as e ativistas.

Somos anarquistas vegano/as, anti-consumistas, antifascistas,
anti-militaristas, pró-união, feministas, pró-escolha, anti-globalização,
anti-autoritário/as e apoiamos a ação direta para destruir a opressão em
todas as suas formas, quer elas vindas do Estado ou das corporações.

A *FAR* foi criada para tentar sensibilizar consciências sobre várias
questões ao redor do mundo, juntar forças com artistas e bandas que se
importam com as lutas e levantar fundos para os grupos de ativistas.

Todas as nossas gravações são livres para “baixar” e vêm acompanhadas com o
trabalho artístico completo do/a canto/ra ou grupo. Elas podem ser
re-distribuída via cdr, torrent, compartilhamento de arquivos ou qualquer
outro meio.

Na maioria dos casos permitimos que os grupos de ativistas copiem os álbuns
e imprimam os encartes para vender e levantar fundos para campanhas,
materiais etc. Por favor, entre em contato conosco antes de começar a
fustigar os materiais!

Contamos com a ajuda de bandas, ilustradore/as, artistas, divulgadores,
grupos ativistas e VOCÊ para manter a *FAR *funcionando. Por favor, entre em
contato conosco para descobrir a ajuda que necessitamos.

Nós já estamos no *Facebollocks* e também no *MySpace*.

http://www.freeactivist.wordpress.com

Dê uma conferida!

Solidariedade e Respeito,

Chris

Tradução > Marcelo Yokoi

*agência de notícias anarquistas-ana*

CREME E CASTIGO

Conheça o terrorista Noël Godin, que espalha medo na Europa com seus ataques de
torta doce.
……………………………………………….

Há infinitas formas de subversão. Mas poucas equiparam-se, em comodidade e eficiência, à torta de creme”. São palavras de Noël Godin, um distinto senhor de 50 anos, nascido na Bélgica. Desde 1969, ele e sua brigada internacional de entarteurs, como são chamados, vêm melecando os rostos de personalidades poderosas com deliciosos bolos de creme e tortas, direto das melhores confeitarias. Se o ataque fracassa ou é cancelado, eles simplesmente comem as tortas, com certa satisfação. Algumas das 22 vítimas foram a romancista Marguerite Duras, o cineasta Jean-Luc Godard, vários políticos europeus e até mesmo o todo-poderoso Bill Gates.

Só o filósofo Bernard-Henri Levy, conhecido por sua prepotência, já foi alvejado vezes. Certo dia, ele andava pelo aeroporto de Nice em companhia de sua terceira
esposa, a atriz Arielle Dombasle, vestido impecavelmente com uma
camisa da Christian
Dior. Estava sendo filmado, e sorria para as câmeras, com doçura.
Enquanto o casal
se enfileirava para o check in, sombras esquivavam-se ao fundo, segurando algo
intrigante feito de creme. No momento em que o casal apanhava os bilhetes de
embarque, três torteadores surgiram do nada, com Noël Godin liderando a turma. O
filósofo gritou: “Oh não. Oh não, de novo não” – e foi coberto de
recheios, glacê e
chantili.

As tortadas sempre são delicadas: entre os praticantes da modalidade,
é proibido o
lançamento à distância. Os torteadores apenas pousam o artefato
suavemente junto ao
rosto da vítima — mas, em geral, não recebem respostas tão sutis. Levy, por
exemplo, reagiu por meio de coléricos murros dirigidos a Noël Godin, no mesmo
instante em que uma torteadora defendia-se com mais um bocado de creme, e uma
segunda entretinha-se em despejar chocolate com cobertura de chantili
na cabeça de
Arielle ” Dombasle. “Levanta!”, ordenou o filósofo a um dos torteadores, “Ou eu
chuto a tua cabeça!”.

Os membros da brigada estão proibidos de reagir fisicamente aos ataques, mesmo
violentos. Na ocasião, a esposa de Bernard-Henri Levy unhou
vigorosamente uma das
torteadoras; já o filósofo preferiu quebrar a câmera de vídeo e socar
o cameraman no
nariz. Os “guerrilheiros” tampouco devem tentar fugir após os ataques: a polícia
retirou Noël Godin do local apenas quando ele já estava sendo sufocado
por Levy e
recebia bolsadas histéricas da atriz.

Os primeiros cinco segundos após um ataque de tortas”, postula Noël, “revelam o
caráter real da vítima”. O cineasta Jean-Luc Godard, vejam só, reagiu
com bom-humor:
retirou o cigarro da boca, lambeu lentamente o creme e ainda declarou
que aquilo era
“uma verdadeira homenagem ao cinema mudo”. Depois disso, não foi mais incomodado
pelos torteadores. “Bem despachada, a torta de creme é um acurado barômetro da
natureza humana”, constata Noël.

:: A Flor-de-Lótus Não Voltará a Crescer Em Sua Ilha ::

“Sempre disse a mim mesmo que era necessário reagir, sustentar a
subversão por meio
do humor”, declara o belga, sobre o poder das tortas de creme como armas de
guerrilha imaginativa (pois suscitam, ao mesmo tempo, comédia e
terror). Antes de
ser torteador profissional, ele já punha em prática suas idéias pela
Europa: quando
jovem, fora expulso da Faculdade de Direito por desrespeitar um
professor. Sabia-se
que o sujeito tinha ajudado a redigir a constituição do ditador
Antonio Salazar, e
mesmo assim todos estavam indiferentes. Noël e os amigos vestiram-se
de operários,
entraram na sala de conferências e, assoviando a Internacional
Comunista, despejaram
um tubo de cola direto na cabeça do mestre.

A expulsão da faculdade não calou Noël, que licenciou-se em história
do cinema na
Universidade de Lieja e logo foi contratado para trabalhar numa
revista católica,
resenhando filmes. “Comecei a publicar mentiras absurdas – primeiro aos poucos,
depois freqüentemente”. Inventava filmes que não existiam e
ilustrava-os com fotos
de parentes. Escrevia dezenas de entrevistas fictícias com cineastas,
sem deixar o
próprio quarto. Consciente de que tinha uma porção de leitores devotos, Noël
anunciava uma conversão a cada três meses, inclusive de penitentes tão
improváveis
quanto Luis Buñuel e Tennessee Williams.

Os leitores da revista “Amigos do Cinema”, em pouco tempo, foram
apresentados à obra
de gênios inteiramente insólitos, como Sergio Rossi, Aristide Beck e
Vivianne Pei, a
única diretora cega da história do cinema, autora do longa-metragem “A
Flor-de-Lótus
Não Voltará a Crescer Em Sua Ilha”. O filme da suposta diretora tailandesa foi
descrito por Noël tão vivamente que um especialista em cinema asiático chegou a
viajar à Tailândia para procurá-la.

Noël pôde continuar publicando matérias desse naipe graças a um editor
crédulo, e
também porque a revista não era distribuída fora da Bélgica. Além disso, seus
leitores não primavam por um senso crítico dos mais aguçados (até aí, nenhuma
novidade). Era quase um convite para prosseguir: o intrépido repórter cobriu o
lançamento do filme “Vegetais de Boa Vontade” (1970, Jean Clabau), no
qual Cláudia
Cardinale fazia o papel de uma endívia gigante. Resenhou também o
desenho animado
maoísta “Germinal II”, com Jean-Louis Barrault fazendo a voz de um formão.

Nas páginas da revista, Marlene Dietrich liderou expedições para
encontrar o monstro
do Lago Ness, Michael Caine pilotou um carro movido a iogurte e Louis Armstrong
confessou ter sido canibal (além de ter financiado, também, o filme
“Vegetais de Boa
Vontade”). Em entrevista exclusiva, o diretor Richard Brooks confessou que seus
filmes eram uma porcaria e ainda arrematou: “Eu sou um cretino”.

:: “Quando encontro um novo tom de cinza, sinto-me extasiado” ::

Noël Godin entrou para o negócio das tortas após escrever uma
excelente reportagem
sobre o dia em que um de seus diretores fictícios, Georges Le Gloupier, atacou
Robert Bresson com uma torta de creme. Na edição seguinte, inventou
que Marguerite
Duras, escritora amiga de Bresson, planejava uma revanche. “Dias depois, fiquei
sabendo que Duras estava mesmo vindo para a Bélgica”; foi então que resolveu
atacá-la com uma torta de verdade, no momento em que ela dissertava
sobre o tema de
seu segundo filme, Destroy, She Says. Redigiu uma matéria em que
creditava o ataque
a Le Gloupier. Em seguida, pegou gosto pelo ofício.

Já são mais de 20 os contemplados com suculentas tortas de creme na
região facial.
São escolhidas como vítimas as pessoas públicas vazias, fúteis ou simplesmente
idiotas, das mais diversas nacionalidades, que compartilhem uma parte
do poder. O
que têm em comum? Todas se levam a sério demais, acham que são importantes e não
possuem o menor senso de humor. “Acredito sinceramente que podemos
acertar o Papa”,
completa.

As tortas são essenciais para lembrar alguns cidadãos de que eles são apenas
humanos. Bill Gates, por exemplo, foi alvejado porque escolheu
trabalhar pelo status
quo, sem realmente usar sua inteligência e imaginação. Quanto a
Bernard-Henri Levy,
uma só frase dele poderia justificar as 5 tortadas: “quando encontro
um novo tom de
cinza, sinto-me extasiado”.

:: Sérios e dogmáticos ::

O ato de lançar tortas na cara é uma espécie de Esperanto visual e tem
uma linhagem
nobre, que pode ser traçada através de Jerry Lewis, Wile E. Coyote, os
irmãos Marx e
yippies como Abbie Hoffman — todos heróis de Noël, que ainda gosta de
Júlio Verne e
se considera anarquista. Para ele, o que diferencia os torteadores de muitos
revolucionários é que os últimos tendem a ser sérios demais e costumam tornar-se
insuportavelmente dogmáticos. Segundo o torteador, é exatamente o que
falta no atual
movimento “antiglobalização”: são sérios além da conta, e bolcheviques demais.
“Muitos deles são escoteiros”, presume.

Desde jovem, Noël Godin disseminou práticas de sabotagem cotidiana,
como obstruir
fechaduras, provocar erros na contabilidade, espalhar ameaças de
bomba, grudar um
naco de piche nas câmeras de vigilância. “Nunca curei-me da febre de
maio de 1968”,
diz. Ele e os colegas entarteurs sempre vestem-se de roupas esdrúxulas
(é o uniforme
oficial do time), com longas barbas falsas, óculos grossos e gravatas-borboleta.
Quando um deles foi preso, após cobrir de creme o ministro da Cultura francês, o
argumento usado no tribunal foi de que lançar tortas na cara era um
velho costume
belga. Ganhou a absolvição.

“Os intelectuais são muito sérios”, lamenta Noël, defendendo a
guerrilha criativa e
manifestando sua simpatia pelos escândalos públicos de Antonin Artaud
— como nas
vezes em que ia a restaurantes caros de Paris e usava as mãos para
comer, assustando
as senhoras respeitáveis. Exemplos assim, finaliza Noël, provam
definitivamente que
“qualquer um pode matar o poderoso através do rídiculo, tendo em mãos
uma torta de
nada”.

p.s.: Fontes fidedignas asseguram que tortas de creme de ovo são mais eficientes
quando o alvo é móvel; já as tortas-merengue de limão resistem melhor durante
ataques bruscos. Os anarquistas da brigada de São Francisco, por sua
vez, preferem
tortas de côco (como as que atiraram no economista Milton Friedman) e
de creme de
tofu (usada no ataque ao diretor da Monsanto).
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LINKS

Grande reportagem no jornal Observer –
http://www.mindspring.com/~jaybab/observer.html

Reportagem na revista espanhola Babab – http://www.babab.com/no09/noel_godin.htm

Alguns links sobre os entarteus e Noël Godin –
http://www.babab.com/no09/noel_godin.htm

Leia também: a biografia de Noël Godin,”Creme e Castigo”, ainda não
disponível em
português.

Manifesto Ciência Livre

“A verdade é mais importante que os fatos.” Frank Lloyd Wright

A Ciência e o Futuro: Conhecimento Livre para uma Sociedade Livre

Ciência Livre é uma questão de liberdade e não de preço. Ciência Livre é uma questão da liberdade de se utilizar, fotocopiar, distribuir, estudar, modificar e melhorar o trabalho [científico] em questão.

Mais precisamente, existem 4 tipos de liberdades:

1. A liberdade de utilizar a Ciência (determinado trabalho científico) para qualquer propósito.
2. A liberdade de estudar como um determinado trabalho científico funciona e adaptá-lo aos seus interesses. Acesso aos originais é pré-condição para isso.
3. A liberdade de redistribuir cópias para que se possa ajudar ao próximo.
4. A liberdade de melhorar o estudo, e lançar suas melhorias ao público, para que toda a comunidade se beneficie. Acesso aos originais é uma pré-condição para isso.

Um determinado trabalho científico é ciência livre se possuir todas as liberdades acima. Dessa forma, é possível se redistribuir cópias, com ou sem modificações, gratuitas ou cobrando-se uma taxa de redistribuição, para qualquer pessoa em qualquer lugar. Ser livre para se fazer essas coisas significa, entre outras cosias, que não é preciso se pedir ou pagar por permissão para tanto.

Deve-se haver também a liberdade de se fazer modificações e usá-las de modo privado no seu trabalho ou diversão, sem mesmo mencionar que elas existem. Se suas modificações forem publicadas, não deve ser necessário que você notifique nenhuma pessoa em particular, ou de qualquer forma em específico.

A liberdade de se utilizar da Ciência significa que qualquer pessoa ou organização pode usá-la para qualquer tipo de trabalho, objetivo ou propósito, sem que exista a necessidade de se comunicar com os pesquisadores ou qualquer outra entidade em específico. Nessa liberdade, são os propósitos do usuário que importam, e não o dos pesquisadores; enquanto usuário, você está livre para fazer qualquer tipo de uso da ciência, e se vc distribuí-la para alguma outra pessoa, aquela é livre para fazer qualquer uso que sirva seus propósitos, mas você não pode impor seus propósitos sobre ela.

A liberdade de redistribuir cópias em qualquer forma de mídia (digital, fotocópia, impressa, etc) das versões modificadas ou não.

Para que a liberdade de modificação e publicação de versões melhoradas faça sentido, é preciso acesso aos originais [do trabalho científico em questão]: dados, metadados, gráficos, hipóteses, teoremas, etc. Portanto, o acesso aos originais é condição necessária para a Ciência Livre.

Uma das formas importantes de se modificar um trabalho científico é através da agregação de dados disponíveis de modo livre. Se a licença de algum dado disser que não é possível incluí-lo num trabalho já existente, em casos em que é preciso se ser o detentor do ‘copyright’, então a licença é muito restritiva e não pode ser classificada como livre.

Para que essas liberdades sejam reais, elas têm que ser irrevogáveis desde que não se faça nada de errado; se o pesquisador [do trabalho científico em questão] tem o poder de revogar a licença, sem que haja uma causa, a pesquisa não é livre.

Entretanto, algumas regras sobre o modo de distribuição da pesquisa científica em questão são aceitáveis desde que não conflitem com as liberdades centrais.

Pode se ter pago dinheiro para se obter os resultados de determinada pesquisa, ou pode se tê-la obtido gratuitamente. De qualquer maneira, sempre se tem a liberdade de se copiar e se alterar o conteúdo dela, até mesmo de se vender cópias.

Ciência Livre não significa não comercial. Uma pesquisa livre pode estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, ou distribuição comercial.

Em geral, se utiliza o “copyleft” para se proteger legalmente essas liberdades. Porém, existe Ciência Livre que não é licenciada via copyleft – apesar de existirem razões pragmáticas para o uso do copyleft.

1. Falar de Leis de Patentes, Copyrights, Propriedade Intelectual e suas
durações. Comparar com a indústria fonográfica que ganha lucros sendo a
“atravessadora” dos artistas para com o público. O “grande tema” é o mesmo:
Trabalho criativo sendo ‘revendido’ através de sua geração de tecnologia –
pela simples razão de que “tecnologia” é facilmente avaliada em termos de
valor e preço, ao passo que “ciência” – ou o “trabalho criativo”, falando
mais genericamente – é algo extremamente abstrato e, portanto, complicado
de se avaliar em termos de valor/preço: É preciso uma NOVA economia!
2. Falar da Revolução Digital e sua influência no método de avaliação de
produção científica (ou “criativa” ou “cultural”): Fatores de Impacto como
ferramentas de Redes Sociais.

Referências

1. Novas estruturas sociais e o cientista hacker;
2. Democracia e Acesso Livre ao Conhecimento;
3. The Future of Science is Open, Part 1: Open Access;
4. The Future of Science is Open, Part 2: Open Science;
5. The Future of Science is Open, Part 3: An Open Science World;
6. Science Commons;
7. Scientific Commons;
8. Focusing on open access to peer-reviewed research articles and their preprints;
9. Philosophy of the GNU Project;
10. Free Cultural Works;
11. Free knowledge;
12. The Open Knowledge Definition;
13. Open Web Initiative.

fonte http://arsphysica.wordpress.com/manifesto/

Partido Pirata sueco conquista cadeira no Parlamento Europeu

O Partido Pirata da Suécia ganhou um assento no Parlamento Europeu, de acordo com os resultados divulgados neste domingo (7). A agremiação teve 7,1% dos votos no país escandinavo –número suficiente para garantir uma vaga em Bruxelas, cidade que sedia o braço legislativo da Europa. O partido tem como plataforma política a desregulamentação dos direitos autorais, a abolição do sistema de patentes e a redução da vigilância na internet.

“Isto é fantástico”, afirmou o candidato principal do partido, Christian
Engstrom. “Mostra que há muitas pessoas que acham a integridade pessoal importante e que também importa lidarmos com a internet e com a nova sociedade da informação de maneira correta.”

O Partido Pirata sueco angariou popularidade após a condenação dos quatro cofundadores do site de downloads The Pirate Bay, um dos maiores sites de troca de arquivos da rede.

O caso foi emblemático ao colocar luz sobre a questão da troca de arquivos na internet, técnica usada para downloads de filmes, músicas e outros conteúdos. A defesa do Pirate Bay está pedindo um novo julgamento, devido à comprovação do envolvimento do juiz responsável pela sentença com entidades de direitos autorais na Suécia.

Engstrom creditou o apelo e a vitória do partido aos jovens eleitores.
“Estamos muito fortes entre aqueles que têm menos de 30 anos. São os que compreendem que o novo mundo é o melhor. E já deram sinais de que não gostam como os grandes partidos tratam esses assuntos.”

O Partido Pirata vai ocupar um dos 18 assentos destinados à Suécia, dentre os 785 assentos parlamentares. “Vamos usar toda a nossa força para defender a integridade pessoal e nossos direitos civis”, afirma Engstrom.

fonte: folha

Futuros Imaginários

“O autor Richard Barbrook, lança seu primeiro trabalho literário no brasil. Futuros Imaginários demonstra como a política influenciou a forma pela qual esta poderosa ferramenta é controlada atualmente e faz um chamado a todos que estão ciber-conectados a usar a Internet para apropriar-se de políticas revolucionárias, e criar um futuro mais positivo.” retirado de http://pub.descentro.org/livro/futuros_imagin%C3%A1rios_das_m%C3%A1quinas_pensantes_%C3%A0_aldeia_global

É com muito orgulho e alegria que lhes envio o link para o download da tradução autorizada da edição em língua inglesa, intitulada Imaginary futures – From thinking machines to the global village, 1a. edição por Richard Barbrook, primeiramente publicada por Pluto Press, Londres, Inglaterra, 2007.

Todos os direitos reservados são exceções ao domínio comum. Qualquer parte deste livro pode e deve ser
reproduzida ou transmitida de toda forma ou por quaisquer meios, eletrônicos ou mecânicos, incluindo
fotocópia especialmente nas universidades, sendo permitida também a gravação por qualquer sistema de
recuperação de informações, sem a permissão expressa dos autores, contanto que estes sejam referidos como autores da mesma e que qualquer obra derivada seja disponibilizada sob as mesmas condições desta licença.

Copyright © 2009 des).(centro

http://www.tecnologiaslivres.org/machado/livros/futuros_imaginarios.pdf

fonte: http://www.trezentos.blog.br/?p=297

Manifesto pelos Direitos Quilombolas

Prezad@s,
Pedimos que entrem no link abaixo e assinem o Manifesto pelos Direitos Quilombolas. Estimamos existir cerca de 5.000 Comunidades Quilombolas no Brasil, dessas aproximadamente 1.500 estão com processo de titulação aberto no INCRA, baseado nodecreto 4887/03.
Hoje, a política para quilombos, sobretudo a de regularização fundiária, está ameaçado por uma série de investida da direita, representada por partidos políticos, pela bancada ruralista, pelo setor do agronegócio e a grande mídia. Precisamos que essa matéria ganhe vulto nacional e internacionalmente, favor assinar o nosso manifesto como pessoa física ou jurídica e encaminhar essa mensagem para
seus contatos. Junte-se a nós nessa luta por justiça social.

http://www.PetitionOnline.com/conaq123/petition.html

Secretaria Executiva da CONAQ
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – conaqsecretaria@yahoo.com.br