boletim

o meio é a massagem

Arquivo para março, 2008

PF fecha 30 rádios em Pernambuco

Manhã de segunda-feira. Um grupo de cerca de sessenta policiais federais (de acordo com a assessoria de imprensa da corporação) preparam-se para uma ação da maior importância. Mobilizam-se em 18 equipes (também de acordo com a informação oficial) e espalham-se pelo estado. O objetivo? Fechar 56 rádios que funcionavam sem a autorização formal do Ministério das Comunicações em todo o estado de Pernambuco.
E assim foi feito. Acompanhados por agentes da Anatel (Agência Nacional de Comunicação), os homens da lei, pelo menos naquele dia, não iriam prender bandidos. Mas impedir que cidadãos e cidadãs usufruíssem de seu direito de comunicar-se livremente.

Dos 56 ‘alvos’ da operação “Segurança no Ar”, como foi ironicamente chamada a ação policial, 24 já não estavam mais no ar. Quer dizer, claro que poderiam (legitimamente) ter utilizado alguma estratégia para esquivar-se da PF. A maioria, porrém, possivelmente havia sido ‘lacrada’ talvez pela falta de dinheiro para a conta de energia ou telefone. Talvez até pela falta de articulação e legitimidade dentro de suas comunidades. Enfim, por algum motivo que — embora não pareça — tem relação com as políticas públicas (ou a falta delas) que deveriam ser responsáveis pela garantia do direito à comunicação no Brasil.

Duas das rádios tinham liminares obtidas na justiça para funcionar. Articuladas, acionaram o poder judiciário com o argumento que poderia ser da maioria das comunitárias. Haviam pedido, há anos, a outorga ao MiniCom. O ministério, porém, não havia dado nenhuma resposta. Nem que sim, nem que não. Pela morosidade do processo, a comunidade ganha o
direito (liminarmente) de comunicar-se até que uma decisão seja tomada ‘no andar de cima’.

Trinta rádios foram fechadas. Diversos equipamentos, entre transmissores, microfones, computadores e outros foram apreendidos. Quatro comunicadores apreendidos deram seus depoimentos constrangidos após serem vergonhosamente expostos à mídia como sendo os ‘infratores’, os ‘piratas’, os ‘clandstinos’. Os bandidos. Os foras-da-lei.

O que fizeram os veículos de comunicação corporativos, que ocupam boa parte do espetro radiofônico e televisivo? Que, com seu poder aquisitivo, controlam o mercado de impressos?

Deitar e rolar

A cada apreensão, um agente da polícia entrava no ar e dava seu depoimento nas (poucas e robustas) rádios comerciais com programas locais. Nos noticiários, apontaram-se dedos, louvou-se o ‘papel da polícia’. Imagens de alguns comunicadores eram divulgadas e
utilizou-se até velho (e ultrapassado) argumento de que as rádios não autorizadas podem derrubar aviões.

Nos jornais, ninguém ousou indicar um acidente aeroviário que tenha sido causado por rádios comunitárias. Por que nunca houve um que seja. Mas abusou-se de insinuações, meias-verdades e os velhos termos ‘pirata’, ‘clandestino’, etc. Dois diários (Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco), ambos pertencentes a empresas que também
controlam rádios comerciais (embora a outorga da Rádio Folha seja a de emissora educativa), trouxeram o assunto para a capa. As manchetes, iguais: “PF fecha 30 rádios piratas”. Letras garrafais.  Para não dizer que esqueceu o ‘outro lado’, o JC saiu com uma matéria vinculada colocando algumas falas de representantes do movimento de rádios. Mas faltou muito. Faltou dizer quanto tempo as rádios costumam esperar por uma autorização para funcionar. Faltou falar que esse ano  a lei que regulamenta as radcom faz 10 anos e que nesse tempo todo o número de apreensões supera — em muito — o de concessão de outorgas. Faltou falar que a legislação praticamente não prevê fontes de financiamento para as rádios. Faltou falar um pouco do trabalho feito por algumas dessas rádios, que promovem suas comunidades, que dão vozes a seus moradores e suas moradoras. Que mostram o que boa parte da mídia comercial esconde.

Faltou – porque será? – uma análise completa do uso do nosso espectro, ocupado em sua quase totalidade por rádios afiliadas a grandes redes, em que a maior parte da programação vem via satélite, com outro sotaque, outra cultura. Com uma linha editorial que não contempla nossas cidades e em que o número de funcionários muitas vezes pode
ser contado em apenas uma das mãos.

Se é para se discutir legislação, faltou principalmente um relato sério sobre a falta de regulamentação do artigo 221 da Constituição Federal:

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e
televisão atenderão aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais
e informativas;
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à
produção independente que objetive sua divulgação;
III – regionalização da produção cultural, artística e
jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Será que é isso que as empresas fazem ao ocupar nossos canais?

* O OmbudsPE é uma iniciativa do Centro de Cultura Luiz Freire.

http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/noticias.php?id=2921

Lado obscuro da Monsanto é revelado em livro

Uma jornalista francesa acabou de lançar um livro e um documentário sobre a
história obscura da Monsanto e sua ligação íntima com governos, cientistas e
imprensa pelo mundo.

Vejam o comentário de André Trigueiro na Rádio CBN e reportagem da Carta
Capital abaixo.


CBN, 23/03/2008 – André Trigueiro
Livro sobre Monsanto revela lado obscuro da multinacional ligada a
transgênicos
<http://www.cbn.com.br/wma/wma.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fmundo_080323.wma>

Sementes do poder
CARTA CAPITAL, 20/03/2008
Christina Palmeira, de Paris
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=475

A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no
mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no
centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos
geneticamente modificados. Para os defensores da manipulação dos genes, a
Monsanto representa o futuro promissor da “revolução verde”. Para
ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa
é a encarnação do mal.

Esse último grupo acaba de ganhar um reforço a seus argumentos. Resultados
de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa
Marie-Monique Robin, o *livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a
Monsanto) e o documentário homônimo* são um libelo contra os produtos e o
lobby da multinacional.

O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos
duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por
muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa
com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo
produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que
permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em
2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes
geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes
como a Argentina, a China e o Brasil.

Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de
experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados.
A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo
democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier
britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug
Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e
medicamentos nos EUA.

A repórter, filha de agricultores, viajou à Grã-Bretanha, Índia, México,
Paraguai, Vietnã, Noruega e Itália para fazer as entrevistas. Antes, fez um
profundo levantamento na internet e baseou sua investigação em documentos
on-line para evitar possíveis processos movidos pela Monsanto. A empresa não
deu entrevista à jornalista, mas, há poucas semanas, durante uma
apresentação em Paris de outro documentário de Robin, uma funcionária da
multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe:
a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quilômetros da capital
francesa

Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusações no
livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associação Francesa de
Informação Científica, onde há artigos de cientistas com críticas ao livro
de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na página
11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do
Centro Nacional de Pesquisa Científica de Grenoble.

Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas
ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por
moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona
de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a
substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na
composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi
proibida em 1981.

A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde
1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após
sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700
milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram
registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de
dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a
própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes
morreram em três minutos cuspindo sangue.

Robin alerta que os tentáculos da Monsanto atingem até a Casa Branca. A
influência remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao período da
chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo
Bush júnior, dirigiu a divisão farmacêutica da companhia. A multinacional
manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles
Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na
produção da bomba atômica. O executivo encerrou a carreira na presidência da
Monsanto (1951-1960).

Na Guerra do Vietnã (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos
efeitos duram até hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da
Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do
produto sobre fetos e recém-nascidos.

Alan Gibson, vice-presidente da associação dos veteranos norte-americanos da
Guerra do Vietnã, falou à autora dos efeitos do agente laranja: “Um dia,
estava lavando os pés e um pedaço de osso ficou na minha mão”.

Boa parte do trabalho de Robin é dedicada a narrar as pressões sofridas por
pesquisadores e funcionários de órgãos públicos que decidiram denunciar os
efeitos dos produtos da empresa. É o exemplo de Cate Jenkis, química da EPA,
a agência ambiental dos Estados Unidos.

Em 1990, Jenkis fez um relatório sobre os efeitos da dioxina, o que lhe
valeu a transferência para um posto burocrático. Graças à denúncia da
pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder auxílio a
ex-combatentes do Vietnã. Após longa batalha judicial, Jenkis foi
reintegrada ao antigo posto.

Há também o relato de Richard Burroughs, funcionário da FDA encarregado de
avaliar o hormônio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter
comprovado os efeitos nocivos do hormônio para a saúde de homens e animais e
constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de
antibióticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a
jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de câncer
no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre
1994, ano do lançamento do hormônio nos Estados Unidos, e 2002.

Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi
resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o
governo Clinton. Uma das “coincidências”: quem elaborou, na FDA, a
regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que
nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto..

A repórter se detém sobre o “princípio da equivalência em substância”,
conceito fundamental para regulamentação dos transgênicos em todo o mundo. A
fórmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta
transgênica serão os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos
“convencionais”.

Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secretário de Estado da
Agricultura do governo Clinton, responsável pela autorização dos
transgênicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posição e
admitiu ter sido pressionado após sugerir que as companhias realizassem
testes suplementares sobre os transgênicos. As críticas vieram dos colegas
da área de comércio exterior.

Houve pressões, segundo o livro, também no Reino Unido. O cientista Arpad
Pusztai, funcionário do Instituto Rowett, um dos mais renomados da
Grã-Bretanha, teria sido punido após divulgar resultados controversos sobre
alimentos transgênicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista à rede de tevê
BBC. Perguntado se comeria batatas transgênicas, disparou: “Não. Como um
cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que não é justo
tomar os cidadãos britânicos por cobaias”. Após a entrevista, o contrato de
Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores
confiscados. Pusztai também foi proibido de falar com a imprensa. No artigo
reproduzido à página 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por
não apresentar resultados consistentes que embasassem as declarações à
imprensa.

Pusztai afirma que só compreendeu a situação, em 1999, ao saber que
assessores do governo britânico haviam ligado para a direção do instituto no
dia da sua demissão. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto
Rowett, teria confirmado que a “Monsanto tinha ligado para Bill Clinton,
que, em seguida, ligou para Tony Blair”. E assim o cientista perdeu o
emprego.

Nas viagens por países emergentes, Robin colheu histórias de falta de
controle no plantio de transgênicos e prejuízos a pequenos agricultores. No
México, na Argentina e no Brasil, plantações de soja e milho convencionais
acabaram contaminadas por transgênicos, o que forçou, como no caso
brasileiro, a liberação do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os
royalties).

De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito
utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho à Monsanto, ao
provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pré-RR, a Argentina
consumia 1 milhão de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milhões
em 2005. De lá para cá, a empresa suprimiu os descontos na comercialização
do pesticida, aumentando seus lucros.

Um dos ícones do drama social dos transgênicos, diz o livro, é a Índia.
Entre junho de 2005 (data da introdução do algodão transgênico Bt no estado
indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram.
Um suicídio a cada oito horas. A maioria por não conseguir bancar os custos
com o plantio de grãos geneticamente modificados.

Robin relata a tragédia desses agricultores, que, durante séculos, semearam
seus campos e agora se vêm às voltas com a compra de sementes, adubos e
pesticidas, num círculo vicioso que termina em muitos casos na ingestão de
um frasco de Roundup.

A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia
internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos
Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em
1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da
democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.

Os cientistas, conta o livro, são frequentemente “cooptados” pela gigante
norte-americana. Entre os “vendidos” está o renomado cancerologista Richard
Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do
tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The
Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a
Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de
redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na
progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do “mundo mágico” da
Monsanto.

Solidaridad con indymedia Colombia

Una ola de asesinatos y amenazas se cierne sobre las organizaciones sociales en Colombia. Loa asesinados y amenazados son promotores y promotoras de la Marcha en homenaje a las víctimas de crímenes de estado, que congregó a cientos de miles de personas en todo el país y también a personas solidarias en varias ciudades del mundo. Etre los  asesinados están los sindicalistas Leonidas Gómez, dirigente de los trabajadores del Citibank, Carlos Burbano, trabajador de la salud, la maestra carmen Cecilia Carvajal y el también educador Gildardo Gómez; además de otros tres líderes sociales.

Entre los amenazados por los paramilitares denominados “Aguilas Negras”, hay por lo menos 27 dirigentes y activistas , así como organizaciones de derechos humanos, la organización indígena ONIC, la central sindical CUT, la Red de las Mujeres por la Paz, organizaciones campesinas y organizaciones de víctimas y desplazados por la violencia. Además han sido amenazados medios de comunicación, entre ellos indymedia. Una de las amenazas enviadas, la que fue posteada en indymedia y enviada a varias organizaciones dice: “todas aquellas  entidades, instituciones, representaciones diplomáticas y personas del común que reciban este comunicado virtual, están declaradas OBJETIVOS MILITARES”.

Dada la gravedad que asumen este tipo de amenazas en Colombia y al hecho de que varias organizaciones amenazadas ha sufrido allanamientos ilegales para despojarlas de sus computadores e información y otras han sufrido el ataque y destrucción de la información de sus páginas web, es necesario y urgente manifestar la solidaridad con indymedia Colombia y las organizaciones sociales colombianas amenazadas y víctimas de asesinatos.

Yako
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Defesa da mastigação de coca

“Van a tener que matarnos para que dejemos de plantar coca”, dijo a IPS el
cocalero boliviano Luis Mamani en respuesta al llamado de la Junta
Internacional de Fiscalización de Estupefacientes (JIFE) de prohibir los
usos tradicionales de la coca, como la masticación, “pijcheo” o “acullico”.

En la población de Arapata, a 120 kilómetros de la ciudad de La Paz, la
familia Mamani tiene una respuesta propia a la reavivada polémica en torno a
la coca (materia prima de la cocaína), que representa la de miles de
bolivianos ante semejante exhortación.

Mientras escoge hojitas de una pequeña bolsa plástica que sostiene en una de
sus manos, y las introduce luego en la boca, pijchando (masticando), Mamani
concluye que se trata de una “venganza” contra el presidente Evo Morales,
quien surgió a la vida política como dirigente de los campesinos cocaleros
del Chapare, en el central departamento de Cochabamba.

“Los gringos no lo respetan porque antes era cocalero, y ahora nos quieren
hacer pagar a nosotros”, opina su esposa Alicia, madre de cuatro arapateños
de entre nueve y 16 años de edad, todos integrados al cultivo del arbusto en
los Yungas paceños, una zona montañosa y subtropical donde la coca se planta
desde época precolombinas.

La JIFE, un organismo internacional independiente dedicado a fiscalizar el
cumplimiento de los tratados de las Naciones Unidas sobre drogas, sostuvo en
su informe 2007, el 5 de este mes, que “continúa la práctica de masticar
hoja de coca en Bolivia y el Perú”.

Por tanto, la “Junta exhorta a los gobiernos de Bolivia y el Perú a que
adopten medidas sin demora con miras a abolir los usos de la hoja de coca
que sean contrarios a la Convención (Única) de 1961 (sobre Estupefacientes),
incluida la práctica de masticarla”.

Este lunes, productores de Arapata y de Sud Yungas (provincia vecina donde
también se cultiva la planta) se reunieron en la Jornada Nacional del
Acullico, medida de protesta cuya manifestación principal será en la sede
del gobierno, en La Paz.

También este lunes, una delegación boliviana integrada por los viceministros
Hugo Fernández, de Relaciones Exteriores, y Felipe Cáceres, de Defensa
Social, además de representantes de los productores de coca, acudió a la
reunión anual de la Comisión de Estupefacientes de las Naciones Unidas para
rechazar el informe de la JIFE.

Morales dirigió una carta al secretario general de la Organización de las
Naciones Unidas (ONU), Ban Ki-moon, señalando que “Bolivia no acepta
certificaciones unilaterales, ni imposiciones de gobiernos extranjeros”. En
la carta, el gobierno reivindica los convenios internacionales que respaldan
el libre accionar de los pueblos indígenas y el respeto a sus tradiciones.
También recuerda la Declaración de los Derechos Humanos y la resolución de
la ONU de 1988 que reconoció el consumo tradicional de la coca.

“Es un error histórico querer prohibir la coca. No vamos a permitirlo”, dice
un vehemente Mamani.

Como la mayoría de los campesinos de los Yungas, Mamani casi ha terminado la
siembra de plantines de coca. Los andenes o “wachus” (surcos horizontales
para la plantación del arbusto) forman por estos días mosaicos limpios que
se intercalan con la vegetación exuberante de la montañosa topografía de la
zona. En poco tiempo estos geométricos espacios de tierra se pintarán del
inconfundible verde de los cocales.

Estas plantaciones han sido parte del paisaje de los Yungas desde tiempos
ancestrales.

Según la antropóloga británica Alison Spedding, ya en 1793 la coca
representaba 27,6 por ciento del valor total de los productos locales
comercializados en la sudoccidental ciudad de Potosí, la más poblada en
tiempos de la colonización española Más de 90 por ciento de esa coca
procedía de los pueblos yungueños Chulumani e Irupana, entre otros.

El cultivo de coca (Erythroxylon coca) se practicaba en los Andes mucho
antes de la llegada de los españoles, sostiene Spedding en su investigación
“Kausachun coca: Economía campesina cocalera en los Yungas y el Chapare”,
publicado en 2004.

Se han hallado rastros de “una sustancia alcalina” en calabazas encontradas
en depósitos de la costa peruana, que danta de más de mil años antes de
Cristo.

“El principal centro mercantil del sur andino, desde la época de la colonia,
fue la ciudad de Potosí, y las zonas productoras que la abastecían de coca
eran los Yungas”, dice Spedding.

Otros investigadores, como William E. Carter y Mauricio Mamani, confirman
que el arbusto fue parte de éstos y otros contextos andinos, como el sureño
Cauca en Colombia, antes de la conquista española.

Los valles subtropicales de Pocona, en Cochabamba, fueron otra zona
productora en el siglo XVI, cuyo mercado principal era la ciudad de La
Plata.

Hoy el circuito legal empieza en el productor y avanza por los mercados
mayoristas de Villa Fátima, en La Paz, y los Mercados Primarios (galpones)
de los principales pueblos del Chapare.

De allí sale rumbo a los mercados legales del interior de Bolivia y hacia
algunos países fronterizos, como Argentina y Perú.

Según Margarita Terán, dirigente de los cocaleros del Chapare, el puntal del
mercado interno está en las tierras bajas de Santa Cruz y Tarija, donde el
flujo migratorio de occidente es importante.

Los precios varían entre los seis y los nueve bolivianos por libra (0,78 y
1,18 dólares). Los intermediarios venden los taques, tambores o gangochos de
22,7 kilogramos de coca a 700 u 800 bolivianos (92 y 105 dólares), según la
época, las condiciones del clima y la calidad de la hoja.

Alberto Sosa es taxista y compra cada tres días una bolsita en los
alrededores del mercado de Villa Fátima. “Me ayuda a mantenerme alerta
mientras trabajo de noche”, dice a IPS, sacando una bolsa de coca de la
guantera.

El consumo de coca es habitual entre campesinos, mineros, obreros y
trabajadores nocturnos. Adivinadores y sacerdotes indígenas la utilizan en
rituales heredados de sus antepasados. En muchos hoteles de La Paz, los
huéspedes extranjeros son recibidos con un té de coca, que ayuda a combatir
el mal de altura.

La creencia ancestral, confirmada por investigaciones científicas, es que el
masticado y retención de la hoja en la boca ayuda a distraer el hambre, el
cansancio y el sueño.

Según el estudio “Capacidad física con el uso de la coca”, la masticación
aumenta el rendimiento físico, debido a componentes que hacen que el
consumidor baje su producción de adrenalina y consuma menos oxígeno.

Así lo explicó a IPS la autora de esta investigación, Hilde Spielvogel,
profesora de la Universidad Mayor de San Andrés y científica del Instituto
Boliviano de la Altura.

“Este es el único estudio de estas características hecho en Bolivia y, de
alguna manera, prueba la teoría de que el acullico, además de tener un
significado cultural, también beneficia físicamente a los consumidores”,
sostuvo.

La investigación se realizó con 12 habitantes hombres, originarios de
Tacachi y Ventilla, altiplano sur de La Paz, que tenían peso, masa corporal
y estatura casi similares, divididos en dos grupos: uno en que sus
participantes masticaron 31,5 gramos de coca y otro a los que se dio goma de
mascar dietética.

Tras ser sometidos a pruebas físicas por una hora, los que consumieron la
goma de mascar terminaron agotados, en tanto los otros seis tenían energía
para continuar en buenas condiciones con el ejercicio físico.

La Ley de Régimen de la Coca y Sustancias Controladas reconoce el “consumo y
uso lícito (…) bajo formas tradicionales, como el ‘acullico’ y masticación,
usos medicinales y usos rituales”.

En consecuencia, establece que se puede producir coca para satisfacer la
demanda generada por estos consumos en la “zona de producción tradicional”,
que se concentra sobre todo en los Yungas.

Informes de la ONU y de Estados Unidos indican que en Bolivia se cultivan
más de 27.000 hectáreas de coca, incluyendo la producción legal e ilícita.

En 2007 los productores de la milenaria planta comercializaron alrededor de
81,5 millones de kilogramos de hoja de coca en los mercados legales de Villa
Fátima en La Paz y Sacaba en Cochabamba, equivalentes a 29,2 millones de
dólares. **
*Bernarda Claure / IPS, Bolivia, La Paz, 10-3-08*
*http://www.ipsnoticias.net/* <http://www.ipsnoticias.net/>

Ocupação da Monsanto em SP

As mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológica da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (07/03). Veja outras fotos da ação

A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).

A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.

A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina (veja outras ações no Especial 8 de Março), que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.

A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.

Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.

Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.

A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial.

A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.

A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.

URL:: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5045

Dia Internacional da Mulher

procure uma atividade na sua área!

http://interfaceg2g.org

Ecuador acaba de romper relaciones diplomáticas con Colombia

Ciudad Alfaro, marzo 3 de 2008 Carta Pública ante los graves acontecimientos en la frontera norte

ASAMBLEÍSTA JAIME EDUARDO ALCÍVAR:
“¡TODAS Y TODOS POR LA PAZ
Y LA SOBERANÍA…
QUE LA PATRIA ES LO PRIMERO!”

Compañero Economista
Rafael Correa Delgado
*PRESIDENTE DE LA REPÚBLICA*
Compañero Economista
Alberto Acosta
*PRESIDENTE DE LA ASAMBLEA CONSTITUYENTE*

Como Asambleísta Nacional por Movimiento País y las organizaciones sociales
y de trabajadores, me permito apoyar íntegramente las dignas decisiones y
expresiones públicas de los compañeros Rafael Correa, Presidente de la
República, y Alberto Acosta, Presidente de la Asamblea Constituyente, ante
la flagrante violación de la soberanía y del espacio aéreo y territorial del
Ecuador por parte del Gobierno y de las Fuerzas Armadas de Colombia.

Expreso mi condena a la ilegal acción cometida en detrimento de la soberanía
nacional y los más elementales principios del Derecho Internacional,
demostrada por el Presidente de Colombia, su ejército y cancillería, al
pretender legitimar regional e internacionalmente el soberbio y belicista
concepto de la “*Guerra Preventiva*” y la supuesta “*legítima defensa*”,
contra el territorio de un estado vecino e independiente, cuyo suelo fuera
invadido y bombardeado y en donde se realizaran operaciones militares sin
aviso previo ni consentimiento del país, formulando falsas aseveraciones
contra nuestras autoridades y, ahora, esgrimiendo argumentos poco serios
para pretender aislar al Ecuador como “refugio de terroristas”.

Apoyo las medidas tomadas por el Presidente de la República, compañero
Rafael Correa y nuestro gobierno, pues el territorio ecuatoriano ha sido
ultrajado y bombardeado por un ataque aéreo y la posterior incursión de
tropas de Colombia, con plena conciencia que estaban violando la soberanía
nacional. Y adhiero a la exigencia de nuestro Gobierno a Bogotá, de que
respete mediante un compromiso firme y formal ante la comunidad
internacional que garantice que no repetirán los hechos inaceptables del 1
de marzo, que se suman a la serie de atropellos sistemáticos sufridos por el
Ecuador durante los últimos ocho años, durante el tiempo de aplicación del
Plan Colombia.

Me sumo a la postura digna del Presidente de la Asamblea Constituyente quien
ha manifestado la necesidad urgente de que el pleno de la Asamblea ratifique
la vocación de paz de nuestro país, más aún ahora que la Mesa 9, de
Soberanía, Relaciones Internacionales e Integración Latinoamericana de la
Constituyente, resolviera aprobar un texto propuesto para la nueva
Constitución del Ecuador, en el que se declara a nuestro país como
*Territorio
de Paz*, marcando un hito político del nuevo momento que vive la nación.