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o meio é a massagem

516 anos de opressão, mas o/as Mapuche seguem resistindo ante o capitalismo brutal!

[Chile] Enquanto no Brasil se comemora o dia da criança…

No dia 12 de outubro, por ocasião do 516º aniversário da invasão dos conquistadores/depredadores espanhóis à América, cerca de cinco mil pessoas marcharam pelo centro de Santiago em protesto contra as políticas oficiais relativas à sua etnia. Demandaram a liberdade dos indígenas presos por associação ilícita e incêndios florestais no sul. Também exigiram que 12 de outubro, chamado de Dia da Hispanidade ou Dia da Raça, deixe de ser um dia festivo, pois para os indígenas essa data representa o início da conquista colonial espanhola. Por isso preferem chamá-lo de Dia da Resistência Mapuche.

Contra a usurpação da terra em benefício do capital

Apesar de que fossem cumpridos 516 anos da invasão dos conquistadores/predadores espanhóis, que mais que representar uma simples coroa, foram ferramentas quase históricas do forçoso (para alguns) processo de acumulação e extração das riquezas exigidas para a construção do capital, novamente foi levada a cabo no centro de Santiago a tradicional marcha que recorda esta data aterradora, onde a maioria dos povos originários do continente foi assassinada nas mãos de sujeitos ambiciosos pelas riquezas. A chamada feita por diferentes organizações e comunidades Mapuche, que permanecem resistindo, ontem como hoje, contra a aliança entre Empresários e o Estado Chileno Terrorista, desde às 11 horas teve a adesão de mais de 5 mil manifestantes, que
marcharam pela Alameda desde a praça Itália até o Cerro Huelen. As diversas comunidades, organizações e coletividades que apóiam e lutam pela causa do povo Mapuche, fizeram a caminhada, recordando este 12 de outubro não somente aos lutadores, caídos, torturados e seqüestrados pelo Estado Chileno, mas a longa luta
pela construção de um País nação Mapuche, onde as lógicas mercantis pelo menos sejam expulsas dos territórios ancestrais e o uso dos hectares de terra que hoje as empresas Florestais têm usurpado seja devolvido para despojá-las da pura figura de mercadoria que aqueles capitalistas lhe concederam, questionando ativamente os
princípios mercantis da relação de dominação capitalista, como é a propriedade, a identidade e a cultura de um povo, de um povo que não está disposto a comprometer nem sua cultura, nem muito menos sua terra.
Mais infos e fotos, aqui: http://www.hommodolars.org/web/spip.php?article822
agência de notícias anarquistas-ana / cmi-brasil

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