boletim

o meio é a massagem

Arquivo para novembro, 2008

Noruega se pasa el software libre

El gobierno de Noruega prometió una inversión para promover el uso en el
sector público udel paquete gratuito de programas para oficina OpenOffice, a
fin de reducir su dependencia de los programas que venden otras empresas
La ministra de Administración y Reforma Pública, Heidi Grande Roeys, dijo
que concedería el equivalente a u$s285 mil al centro nacional de programas
libres, a fin de adaptar y promover OpenOffice para su uso en la elaboración
de informes públicos, contabilidad y archivos.

“Deseo un aumento en la competencia en el mercado de los programas para
oficinas. OpenOffice es una buena alternativa para los programas
propietarios en esta área”, afirmó.

“El problema es que los programas especializados y OpenOffice no suelen
tener el mejor desempeño de manera conjunta. La aportación tiene como fin
resolver eso”, agregó.

OpenOffice se basa en el paquete StarOffice de la empresa Sun Microsystems.
La firma, con sede en Santa Clara, California, cedió el código de sus
programas en el 2000, con la finalidad de presentarle un reto al dominante
paquete Microsoft Office, mediante una alternativa libre, abierta y de gran
calidad.

En abril de 2006, el gobierno de Noruega anunció un programa a largo plazo
para incrementar el uso de programas de código abierto y reducir su
dependencia respecto a gigantes de las computadoras como Microsoft.

fonte: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=76197&titular=noruega-se-pasa-el-software-libre-

Irlandês desafia o capitalismo vivendo um ano sem dinheiro

Numa manobra arrojada, economista demonstrará empiricamente que “os princípios que regem o capitalismo estão errados e que não é necessário gastar nenhuma libra para se viver com dignidade”. Se o exemplo for imitado, o capitalismo acaba sem revolução, acaba por inanição.

Mark Boyle é um economista irlandês de 29 anos que quer mostrar que os princípios que regem o capitalismo estão errados e que não é necessário gastar nenhuma libra para se viver com dignidade.

Boyle tentará, a partir de hoje e durante pelo menos um ano, viver em um trailer em Bristol, no oeste da Inglaterra, com um fogão a lenha, um chuveiro com painel solar, uma bicicleta e um buraco no chão como banheiro.

Em entrevista à Agência Efe antes de iniciar o desafio, o irlandês também disse que comer não será um problema, já “que a sociedade joga tanta comida no lixo que basta se aproximar de caçambas de supermercados para se alimentar”.

“E se me cansar de fuçar as caçambas, há lançamentos de livros e inaugurações de exposições de arte suficientes para poder encher a barriga com canapés e bebida de graça”, declarou o empresário, que faz parte da ONG
Freeconomy, que promove a troca e a eliminação do dinheiro como estilo de vida.

O desafio do economista começa coincidindo com o “Buy Nothing Day” (“Dia de Não Comprar Nada”, em tradução livre), celebrado no mundo todo para chamar a atenção para os excessos da sociedade de consumo em um mundo no qual milhares de pessoas morrem de fome todos os dias.

Boyle também vai plantar alimentos para “apreciar o valor real do que come”: “Principalmente batatas, como um bom irlandês”.

“As sociedades ocidentais jogam fora um terço da comida que consomem. Se as pessoas produzissem seu próprio alimento, teriam muito mais cuidado. O mesmo acontece com a água, se nós é que tivéssemos que mantê-la limpa,
não a sujaríamos”, disse.

O problema verdadeiro “é que esta sociedade nos deixou completamente insensíveis sobre o que representa
consumir”: “Não respeitamos em absoluto a energia gasta nas coisas que compramos, portanto não temos nenhum problema em desprezá-las”.

O único medo de Boyle em seu objetivo de passar 365 dias sem tocar em uma moeda são os imprevistos: uma doença, uma lesão ou algum problema com sua família, que vive em Donegal, no norte da Irlanda.

O empresário ficará em contato com os parentes, já que não abrirá mão de seu telefone celular nem de seu computador portátil, embora só vá utilizá-los quando suas baterias, alimentadas por energia solar,
permitirem.

Como meio de transporte, o irlandês vai usar uma velha bicicleta com um carrinho preso, com a qual não descarta “passar as férias de Natal com a família”. “Só o mar fica no meu caminho”, brincou.

Neste sábado, cerca de 400 pessoas foram apoiar Boyle no início do desafio, que o empresário disse que enfrentará “como uma questão de sobrevivência”, já que viverá “sem saber” o que terá para
“comer no dia seguinte”.

Desta vez, o irlandês espera ter mais sucesso que em sua aventura anterior, quando tentou ir a pé e sem
dinheiro até a Índia, sem, no entanto, passar de Calais (França), onde as dificuldades para se comunicar com os franceses o fizeram voltar para casa.

fonte: http://midiaindependente.org/pt/blue/2008/11/434673.shtml

Campanha feminista de 21 dias – Retome a Tecnologia!

o retome a tecnologia é uma campanha brasileira de ativismo, conscientização e apropriação das tecnologias de informacão e comunicação (tics) para o fim da violência contra as mulheres. a campanha acontece todos os anos durante os 16 dias de ativismo para o fim da violência contra as mulheres, do 25 de novembro ao 10 de dezembro, e é feita a base de trabalho colaborativo e coletivo, inspirado por idéias criativas!

no brasil a gente também destaca o dia da consciência negra, 20 de novembro, por ser uma data importante na luta das mulheres negras e de todas as pessoas que lutam por um mundo, enfim, sem racismo.

na definição da convenção de belém do pará (convenção interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher, adotada pela OEA em 1994), a violência contra as mulheres é “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada” (fonte: portal da violência contra a mulher). alguns exemplos da violência contra as mulheres são violência doméstica, estupro e assédio sexual.

nós enfrentamos também as violências simbólicas. são olhares, falas, gestos que atravessam e criam condições de possibilidade para nossos corpos e desejos. direcionam trânsitos e decidem, antes de nos darmos conta, o que devemos ou não aprender, experimentar, sonhar. escolhem por nós – como nada inocentes filtros em buscadores – quais serão nossas habilidades, preferências e curiosidades.

o nosso acesso às tecnologias de informação e comunicação têm sido assim controlado, vigiado, diminuido, sufocado. acreditamos que retomar esse espaço é uma das formas de luta pelo fim da violência contra as mulheres. queremos retomar para transformar, a inclusão não basta! queremos existir por inteiro e re-inventar o uso das tics. subverter os culturalmente estabelecidos critérios de ordenação que insidiosamente perpassam nossas buscas cotidianas.

o retome, como é carinhosamente apelidado por aqui, foi inspirado pela campanha “take back the tech“, uma iniciativa colaborativa e internacional iniciada e coordenada pelo programa de apoio a redes de mulheres da associação para o progresso das comunicações (APC). o take back the tech começou em 2006 e já teve participação de individuos, grupos, redes e organizações em mais de 15 países da áfrica, ásia, américa latina, américa do norte e europa.

no brasil, participa(ra)m mulheres conectadas com diferentes grupos feministas como corpus crisis *(que acabou ou está em crise), g2g e wendo-sp. as nossas ações de campanha já incluíram discussões por email e sala de bate-papo; publicação de textos, fotos, capturas de tela e mais nos nossos blogs e sites; tradução das ações diárias do take back the tech para o português; oficinas tech, como na primeira edição brasileira do carnaval ecléctico tech (/etc-br); coleta de links sobre violência, tecnologias e mulheres; colagem de cartazes na rua; pesquisas, e mais…

uma das características específicas da campanha no brasil é o foco na apropriação e uso de tecnologias livres por mulheres.

em 2008 estamos planejando, entre outras coisas>

… desenvolvimento de um logotipo para o retome no brasil
… ações locais em salvador [retomandoatecnologia.wikispaces.com]
… estudos e preparação de tutoriais sobre encoding e fontes de linguas indígenas [anexo.birosca.org]
… destaque para músicas feitas por mulheres contra a violência contra as mulheres
… mutirão de trabalho técnico nos nossos sites e blogs
… grupo de apoio tech e oficinas no nosso canal de IRC (chat)
… experimentações com microblog
… produção colaborativa de video
… escrever um texto em solidariedade com a luta de hermanas nossas
… e muito mais… sinta-se à vontade para propor e fazer outras ações!

para mais informações sobre a campanha, mande um email para retomeatecnera ARROUBA lists PONTO riseup PONTO net ou deixe um comentário no nosso blog http://retomeatecnologia.info

Ilegalidade: cinco deputados são donos de rádios e TVs

Em desrespeito a Constituição Federal (artigo 54), que proíbe os deputados de
participar de “empresa concessionária de serviço público”, cinco deputados estaduais
de São Paulo aparecem em lista como sócios proprietários de emissoras de rádios e
TVS, conforme pesquisa do site http://www.donosdamidia.com.br . São eles:

1. André Soares (DEM) – Rádio Metropolitana de Vespesiano Ltda. (Belo Horizonte – MG)
2. Antonio Salim Curiati (PP) – Global FM (Avaré – SP)
3. Edmir Abi Chedid (DEM) – Emissoras Interioranas Ltda. (Bragança Paulista – SP)
4. José Antonio Bruno (DEM) – Fundação Renascer FM (Louveira – SP)
Mello & Bruno Comércio e Comunicação
Ltda. (Barão de Cocais – MG)
Mello & Bruno Comércio e Comunicação
Ltda. (Agudos – SP)
RBTV (Campo Mourão – PR)
RBTV (Lages – SC)
5. Baleia Rossi (PMDB) – Rádio AM Show Ltda. (Jardinópolis – SP)
Rádio Show AM (Igarapava – SP)
A ilegalidade da participação direta de políticos no controle de emissoras de rádio
e TV foi flagrada pelo cruzamento de dados proporcionado pelo site
(www.donosdamidia.com.br). No Brasil, 271 políticos são sócios ou diretores de 324
veículos de comunicação. Foram identificados 20 senadores, 48 deputados federais, 55
deputados estaduais (entre eles, os cinco paulistas listados acima) e 147 prefeitos
como sócios ou diretores de empresas de radiodifusão.

Quanto às suas origens partidárias, predominam os políticos filiados ao DEM (58, ou
21,4%), ao PMDB (48, ou 17,71%) e ao PSDB (43, ou 15,87%).
O Projeto Donos da Mídia cruzou dados da Agência Nacional de Telecomunicações com a
lista de prefeitos, governadores, deputados e senadores de todo o país para mapear
quais deles são proprietários de veículo de comunicação.

Donos da Mídia

O site é um banco de dados sobre os grupos de mídia do país. Concebido e liderado
por Daniel Herz, http://www.donosdamidia.com.br desvenda os laços de redes e grupos de
comunicação, demonstra como o controle sobre a mídia é exercido, o papel dos
políticos, a ilegalidade de suas ações e da situação de empresas do setor.

Produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), entidade
parceira do FNDC, Donos da Mídia, que está em fase de finalização, lista 7.275
veículos de comunicação, abrangendo rádios (inclusive as comunitárias), televisão
aberta e por assinatura, revistas e jornais. Relaciona também as retransmissoras de
televisão. No caso dos jornais, registra somente os de circulação diária ou semanal.

O papel controlador das redes

Donos da Mídia demonstra como tais veículos se organizam, destacando o papel
estruturador das redes nacionais de televisão, especialmente as cinco maiores:
Globo, Band, Record, SBT e Rede TV!. Há 33 redes de TV, às quais estão ligados 1.415
veículos, geralmente através de grupos afiliados. As redes de emissoras de rádio FM
e OM somam 21.

Leia mais notícias sobre os deputados paulistas em: http://www.deolhonosdeputados.com