boletim

o meio é a massagem

Arquivo para bioativismo

Os abraçadores de árvores

Com tanto desmatamento, destruição dos vários biomas terrestres brasileiros, como a Floresta Amazônica, o Cerrado, a Mata Atlântica, a Caatinga… no geral, não há efetivamente um movimento no Brasil como os “abraçadores de árvores”? Será que está em extinção por essas bandas os ecologistas de ação direta? O ecologismo politicamente correto, oficialista, dos tribunais “públicos”, domesticou a radicalidade? Talvez eu esteja dando voltas sobre o mesmo assunto. É que as coisas não mudam… Mas…

Um pouco de história para inspirar…

Os abraçadores de árvores é um dos mais notáveis e originais exemplos de ação direta. Já nos anos 20, na Califórnia, nos EUA, surgiu um grupo de mulheres, as ladies conservationists (senhoras conservacionistas), que se acorrentava nas árvores para impedir a ação dos madeireiros.

Mas foi a partir do movimento Chipko nos anos 70, quando as mulheres das aldeias himalaias do norte da Índia decidiram abraçar-se às árvores para impedir a ação das madeireiras que o movimento ganhou força. Estimulados por vários grupos ambientalistas internacionais, o movimento conseguiu um certo sucesso e bastante impacto junto à mídia.

O acontecimento deu origem a outros movimentos de “abraçadores de árvores” (tree-huggers) ao redor do mundo. No fim
da década de 80, na Austrália, um grupo, de pessoas subiu nas árvores para defender a última floresta de eucaliptos nativos do mundo, ali ficando por vários dias. Com a ajuda do efeito de suas ações na imprensa, os abraçadores conseguiram rescindir o contrato do governo australiano com as madeireiras japonesas.

Nos anos 90, na Inglaterra, surgiram os tree-sitters, ou dongas, com outra estratégia: se algemar nas árvores, se acorrentar nas pedras ou acampar na região a ser atingida, para impedir a construção de anéis rodoviários que atravessariam áreas de proteção especial.

Os acampamentos dos sitters (numa tradução livre, “os pregados no chão”) duraram vários anos, provocando uma reação violenta das autoridades inglesas, que acabaram expulsando-os na força. Em 1997, um caso que repercutiu muito na imprensa internacional foi o da estadunidense Julia Borboleta Hill, que passou dois anos vivendo em cima de uma árvore à qual deu o nome de Luna, numa tentativa de frustrar os planos da madeireira Pacific Lumber de destruir uma floresta de sequóias da Califórnia.

Outro fato recente que ganhou espaço na mídia, em 2006, envolveu a cantora Joan Baez, que juntamente com Julia, subiram no topo de uma árvore em uma tentativa de evitar a demolição de um horto comunitário de 14 acres com frutas e vegetais no
sul de Los Angeles.

Hoje, este tipo de ação direta continua à mil em várias partes do mundo. Entre no site da Earth First! (www.earthfirst.org)
que terás muitas notícias atualizadas.

Moésio Rebouças // Fonte: Terra (para a lista CMI-Brasil)

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Lado obscuro da Monsanto é revelado em livro

Uma jornalista francesa acabou de lançar um livro e um documentário sobre a
história obscura da Monsanto e sua ligação íntima com governos, cientistas e
imprensa pelo mundo.

Vejam o comentário de André Trigueiro na Rádio CBN e reportagem da Carta
Capital abaixo.


CBN, 23/03/2008 – André Trigueiro
Livro sobre Monsanto revela lado obscuro da multinacional ligada a
transgênicos
<http://www.cbn.com.br/wma/wma.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fmundo_080323.wma>

Sementes do poder
CARTA CAPITAL, 20/03/2008
Christina Palmeira, de Paris
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=475

A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no
mercado de sementes. Tal hegemonia coloca a multinacional norte-americana no
centro do debate sobre os benefícios e os riscos do uso de grãos
geneticamente modificados. Para os defensores da manipulação dos genes, a
Monsanto representa o futuro promissor da “revolução verde”. Para
ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa
é a encarnação do mal.

Esse último grupo acaba de ganhar um reforço a seus argumentos. Resultados
de um trabalho de três anos de investigação da jornalista francesa
Marie-Monique Robin, o *livro Le Monde Selon Monsanto (O Mundo Segundo a
Monsanto) e o documentário homônimo* são um libelo contra os produtos e o
lobby da multinacional.

O trabalho cataloga ações da Monsanto para divulgar estudos científicos
duvidosos de apoio às suas pesquisas e produtos, a exemplo do que fez por
muitos anos a indústria do tabaco, relaciona a expansão dos grãos da empresa
com suicídios de agricultores na Índia, rememora casos de contaminação pelo
produto químico PCB e detalha as relações políticas da companhia que
permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos. Em
2007, havia mais de 100 milhões de hectares plantados com sementes
geneticamente modificadas, metade nos EUA e o restante em países emergentes
como a Argentina, a China e o Brasil.

Marie-Monique Robin, renomada jornalista investigativa com 25 anos de
experiência, traz depoimentos inéditos de cientistas, políticos e advogados.
A obra esmiúça as relações políticas da multinacional com o governo
democrata de Bill Clinton (1993-2001), e com o gabinete do ex-premier
britânico Tony Blair. Entre as fontes estão ex-integrantes da Food and Drug
Administration (FDA), a agência responsável pela liberação de alimentos e
medicamentos nos EUA.

A repórter, filha de agricultores, viajou à Grã-Bretanha, Índia, México,
Paraguai, Vietnã, Noruega e Itália para fazer as entrevistas. Antes, fez um
profundo levantamento na internet e baseou sua investigação em documentos
on-line para evitar possíveis processos movidos pela Monsanto. A empresa não
deu entrevista à jornalista, mas, há poucas semanas, durante uma
apresentação em Paris de outro documentário de Robin, uma funcionária da
multinacional apareceu e avisou que a companhia seguia seus passos. Detalhe:
a sede da Monsanto fica em Lyon, distante 465 quilômetros da capital
francesa

Procurada por CartaCapital, a Monsanto recusou-se a comentar as acusações no
livro. Uma assessora sugeriu uma visita ao site da Associação Francesa de
Informação Científica, onde há artigos de cientistas com críticas ao livro
de Robin. A revista, devidamente autorizada pelo autor, reproduz na página
11 trechos do artigo de um desses cientistas, Marcel Kuntz, diretor do
Centro Nacional de Pesquisa Científica de Grenoble.

Não é de hoje, mostra o livro, que herbicidas da Monsanto causam problemas
ambientais e sociais. Robin narra a história de um processo movido por
moradores da pequena Anniston, no Sul dos EUA, contra a multinacional, dona
de uma fábrica de PCB fechada em 1971. Conhecida no Brasil como Ascarel, a
substância tóxica era usada na fabricação de transformadores e entrava na
composição da tinta usada na pintura dos cascos das embarcações. Aqui foi
proibida em 1981.

A Monsanto, relata a repórter, sabia dos efeitos perversos do produto desde
1937. Mas manteve a fábrica em funcionamento por mais 34 anos. Em 2002, após
sete anos de briga, os moradores de Anniston ganharam uma indenização de 700
milhões de dólares. Na cidade, com menos de 20 mil habitantes, foram
registrados 450 casos de crianças com uma doença motora cerebral, além de
dezenas de mortes provocadas pela contaminação com o PCB. Há 42 anos, a
própria Monsanto realizou um estudo com a água de Anniston: os peixes
morreram em três minutos cuspindo sangue.

Robin alerta que os tentáculos da Monsanto atingem até a Casa Branca. A
influência remonta aos tempos da Segunda Guerra Mundial e ao período da
chamada Guerra Fria. Donald Rumsfeld, ex-secretário de Defesa do governo
Bush júnior, dirigiu a divisão farmacêutica da companhia. A multinacional
manteve ainda uma parceria com os militares. Em 1942, o diretor Charles
Thomas e a empresa ingressaram no Projeto Manhattan, que resultou na
produção da bomba atômica. O executivo encerrou a carreira na presidência da
Monsanto (1951-1960).

Na Guerra do Vietnã (1959-1975), a empresa fornecia o agente laranja, cujos
efeitos duram até hoje. A jornalista visitou o Museu dos Horrores da
Dioxina, em Ho Chi Minh (antiga Saigon), onde se podem ver os efeitos do
produto sobre fetos e recém-nascidos.

Alan Gibson, vice-presidente da associação dos veteranos norte-americanos da
Guerra do Vietnã, falou à autora dos efeitos do agente laranja: “Um dia,
estava lavando os pés e um pedaço de osso ficou na minha mão”.

Boa parte do trabalho de Robin é dedicada a narrar as pressões sofridas por
pesquisadores e funcionários de órgãos públicos que decidiram denunciar os
efeitos dos produtos da empresa. É o exemplo de Cate Jenkis, química da EPA,
a agência ambiental dos Estados Unidos.

Em 1990, Jenkis fez um relatório sobre os efeitos da dioxina, o que lhe
valeu a transferência para um posto burocrático. Graças à denúncia da
pesquisadora, a lei americana mudou e passou a conceder auxílio a
ex-combatentes do Vietnã. Após longa batalha judicial, Jenkis foi
reintegrada ao antigo posto.

Há também o relato de Richard Burroughs, funcionário da FDA encarregado de
avaliar o hormônio de crescimento bovino da Monsanto. Burroughs diz ter
comprovado os efeitos nocivos do hormônio para a saúde de homens e animais e
constatou que, com o gado debilitado, os pecuaristas usavam altas doses de
antibióticos. Resultado: o leite acabava contaminado. Burroughs, conta a
jornalista, foi demitido. Mas um estudo recente revela que a taxa de câncer
no seio entre as norte-americanas com mais de 50 anos cresceu 55,3% entre
1994, ano do lançamento do hormônio nos Estados Unidos, e 2002.

Segundo Robin, a liberação das sementes transgênicas nos Estados Unidos foi
resultado do forte lobby da empresa na Casa Branca, principalmente durante o
governo Clinton. Uma das “coincidências”: quem elaborou, na FDA, a
regulamentação dos grãos geneticamente modificados foi Michael Taylor, que
nos anos 90 fora um dos vice-presidentes da Monsanto..

A repórter se detém sobre o “princípio da equivalência em substância”,
conceito fundamental para regulamentação dos transgênicos em todo o mundo. A
fórmula estabelece que os componentes dos alimentos de uma planta
transgênica serão os mesmos ou similares aos encontrados nos alimentos
“convencionais”.

Robin encontrou-se com Dan Glickman, que foi secretário de Estado da
Agricultura do governo Clinton, responsável pela autorização dos
transgênicos nos EUA. Glickman confessou, em 2006, ter mudado de posição e
admitiu ter sido pressionado após sugerir que as companhias realizassem
testes suplementares sobre os transgênicos. As críticas vieram dos colegas
da área de comércio exterior.

Houve pressões, segundo o livro, também no Reino Unido. O cientista Arpad
Pusztai, funcionário do Instituto Rowett, um dos mais renomados da
Grã-Bretanha, teria sido punido após divulgar resultados controversos sobre
alimentos transgênicos. Em 1998, Pusztai deu uma entrevista à rede de tevê
BBC. Perguntado se comeria batatas transgênicas, disparou: “Não. Como um
cientista que trabalha ativamente neste setor, considero que não é justo
tomar os cidadãos britânicos por cobaias”. Após a entrevista, o contrato de
Pusztai foi suspenso, sua equipe dissolvida, os documentos e computadores
confiscados. Pusztai também foi proibido de falar com a imprensa. No artigo
reproduzido à página 11, Kuntz afirma que o cientista perdeu o emprego por
não apresentar resultados consistentes que embasassem as declarações à
imprensa.

Pusztai afirma que só compreendeu a situação, em 1999, ao saber que
assessores do governo britânico haviam ligado para a direção do instituto no
dia da sua demissão. Em 2003, Robert Orsko, ex-integrante do Instituto
Rowett, teria confirmado que a “Monsanto tinha ligado para Bill Clinton,
que, em seguida, ligou para Tony Blair”. E assim o cientista perdeu o
emprego.

Nas viagens por países emergentes, Robin colheu histórias de falta de
controle no plantio de transgênicos e prejuízos a pequenos agricultores. No
México, na Argentina e no Brasil, plantações de soja e milho convencionais
acabaram contaminadas por transgênicos, o que forçou, como no caso
brasileiro, a liberação do uso das sementes da Monsanto (que fatura com os
royalties).

De acordo com a jornalista, o uso da soja Roundup Ready (RR), muito
utilizada no Brasil e na Argentina, acrescenta outro ganho à Monsanto, ao
provocar o aumento do uso do herbicida Roundup. Na era pré-RR, a Argentina
consumia 1 milhão de litros de glifosato, volume que saltou para 150 milhões
em 2005. De lá para cá, a empresa suprimiu os descontos na comercialização
do pesticida, aumentando seus lucros.

Um dos ícones do drama social dos transgênicos, diz o livro, é a Índia.
Entre junho de 2005 (data da introdução do algodão transgênico Bt no estado
indiano de Maharashtra) e dezembro de 2006, 1.280 agricultores se mataram.
Um suicídio a cada oito horas. A maioria por não conseguir bancar os custos
com o plantio de grãos geneticamente modificados.

Robin relata a tragédia desses agricultores, que, durante séculos, semearam
seus campos e agora se vêm às voltas com a compra de sementes, adubos e
pesticidas, num círculo vicioso que termina em muitos casos na ingestão de
um frasco de Roundup.

A jornalista descreve ainda o que diz ser o poder da Monsanto sobre a mídia
internacional. Cita, entre outros, os casos dos jornalistas norte-americanos
Jane Akre e Steve Wilson, duramente sancionados por terem realizado, em
1996, um documentário sobre o hormônio do crescimento. No país da
democracia, a dupla se transformou em símbolo da censura.

Os cientistas, conta o livro, são frequentemente “cooptados” pela gigante
norte-americana. Entre os “vendidos” está o renomado cancerologista Richard
Doll, reconhecido por trabalhos que auxiliaram no combate à indústria do
tabaco. Doll faleceu em 2005. No ano seguinte, o jornal britânico The
Guardian revelou que durante 20 anos o pesquisador trabalhou para a
Monsanto. Sua tarefa, com remuneração diária de 1,5 mil dólares, era a de
redigir artigos provando que o meio ambiente tem uma função limitada na
progressão das doenças. Foi um intenso arquiteto do “mundo mágico” da
Monsanto.

Ocupação da Monsanto em SP

As mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológica da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (07/03). Veja outras fotos da ação

A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).

A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.

A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina (veja outras ações no Especial 8 de Março), que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.

A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.

Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.

Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.

A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial.

A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.

A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.

URL:: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5045

Urgente PARAGUAY! acción de mails contra puerto Cargill

---------------------------- Original Message ----------------------------
Subject: Urgente PARAGUAY! acción de mails contra puerto Cargill
From:    "javiera rulli" <javierarulli@yahoo.com>
Date:    Tue, December 18, 2007 6:17 am
--------------------------------------------------------------------------

Estimados companyer@s:
Necesitamos urgentemenet apoyo para frenar la construccion del mega puerto
de cargill en Asuncion. Les pedimos que difundan esta accion de cartas
para los concejales de la Municipalidad.
Saludos
Javiera

----- Forwarded Message ----
From: diego segovia <diesegovia@gmail.com>
Sent: Monday, December 17, 2007 7:55:17 PM
Subject: Urgente! acción de mails contra puerto Cargill

Amigos, amigas:
Esta semana se trata en la Junta Municipal de Asunción la ampliación del
empalme que va del puerto a la transchaco, el último obstaculo que tiene
Cargill para construir su mega puerto. Estamos presionando a los
concejales para que posterguen el tratamiento del tema hasta despues del
receso ya que necesitamos tiempo para gestionar la venida de un técnico de
la Organización Panamericana de la Salud que evalúe los impactos que van a
producir las instalaciones sobre las tomas de agua y el ambiente en
general. Estamos convencidos de que el puerto no debe construirse en ese
lugar (adjunto va el análisis del porqué).
Lo que les pido es que nos ayuden a presionar a los concejales de Asunción
para que atiendan nuestra demanda. Lo pueden hacer copiando la carta que
va abajo y enviando a las direcciones que siguen (pueden copiar y pegar
directamente las direcciones en Bcc) En Asunto sería bueno poner: No al
puerto Cargill, y es importante que firmen por lo menos con el nombre y
apellido (mejor si ponen número de cédula y ciudad de residencia también).
 Queremos que reciban cientos y si es posible miles de copias de la carta
a ver si eso les sensibiliza un poco. Sabemos que es difícil, pero tu
granito de arena puede ser muy importante... Y no se olviden de reenviar
esto a todos sus contactos para que a su vez puedan hacer lo mismo... Son
solo dos cositas, enviar a los concejales y reenviar esto a tus
contactos.. Acuerdense de hacerlo antes del jueves 21/12!! Contamos con tu
apoyo...
Un abrazo...
Diego

PD: entre las direcciones figura la dirección de la Asamblea Ciudadana por
la Salud y la Vida para que podamos hacer el conteo de las cartas
enviadas.

Direcciones a copiar:
felixarg@jma.gov.py;gfischer@jma.gov.py;sbenegas@jma.gov.py;
awagner@jma.gov.py;
ocampuzano@jma.gov.py;rvillarejo@jma.gov.py;gbernal@jma.gov.py;
fjyore@jma.gov.py;
marevalo@jma.gov.py;jmateu@jma.gov.py;gcattebeke@jma.gov.py;
hpiccinini@jma.gov.py;
cgalarza@jma.gov.py;mferreira@jma.gov.py;rcasco@jma.gov.py;
vortiz@jma.gov.py;
jradice@jma.gov.py;sriveros@jma.gov.py;vjulio@jma.gov.py;
grojas@jma.gov.py;
nchase@jma.gov.py;rsalinas@jma.gov.py;plezcano@jma.gov.py;
hramirez@jma.gov.py;acxsv.py@gmail.com

Carta a copiar:

Señores
Concejales de la Junta Municipal de Asunción
Me dirijo a ustedes con el objeto de solicitar la prórroga del plazo para
el tratamiento de la ampliación del empalme Puerto Zeballos-Ruta
Transchaco, por la calle Robustiano Quintana. El proyecto se enmarca en la
obra "Planta Aceitera y Terminal Granelero de Puerto Zeballos S.A.",
propuesta por la multinacional Cargill.
Como ciudadano he hecho un seguimiento al proceso de aprobación de las
licencias ambientales y de localización concedidas por la SEAM y la
Intendencia de Asunción respectivamente, y he encontrado una serie de
irregularidades que ya han sido denunciadas en varias audiencias públicas
realizadas en distintas instancias.
Una obra como la que se proyecta, no puede estar ubicada a menos de 500
metros de la principal toma de agua del país, que abastece a más de
1.100.000 personas. El principio de precaución y las recomendaciones de la
Organización Mundial de la Salud sobre protección de las captaciones de
agua son las razones que nos motivan a cuestionar profundamente la
concesión de las licencias. Además, los estudios de experiencias
existentes demuestran lo contaminantes que son estas instalaciones, tanto
para las fuentes de agua como para los barrios aledaños.
Apoyo la moción que surgió en la Junta Municipal, de pedir el
asesoramiento de un técnico de la Organización Panamericana de la Salud
para evaluar las posibles consecuencias que producirían estas
instalaciones en las tomas de agua, en las plantas de tratamiento y en las
poblaciones que se verán afectadas por el tráfico de camiones, el uso de
pesticidas, el polvillo, el humo, los ruidos, las vibraciones, los olores
y muchos otros factores que empeorarán el entorno ambiental. No existe
argumento por el cual se deba poner en riesgo la salud de toda el Área
Metropolitana de Asunción, mucho menos si se trata de intereses
particulares de  inversionistas cuyo objetivo principal es el lucro. Se
debe pues esperar el tiempo necesario para que se estudien en detalle
todos los posibles impactos ambientales y sociales de la obra y la
decisión de la Junta Municipal es crucial en ese sentido.

Convencido de que el sentido de responsabilidad hará atender este reclamo,
me despido cordialmente,

Firma

ANEXO . Pronunciamento Cargill FINAL

Pronunciamiento preliminar de la Asamblea Ciudadana por la Vida y la Salud
en la Audiencia Pública
“CONTAMINACION DEL RIO PARAGUAY, APELIGRA SALUD PUBLICA”

Descripción del Proyecto

Ante el inicio de la construcción de una planta industrial y mega puerto
de la multinacional Cargill sobre el río Paraguay, a 500 metros de la toma
de agua de la ESSAP que abastece a más de un millón de personas del Área
Metropolitana de Asunción, y circundada por barrios que albergan a decenas
de miles de habitantes, se conformó la Asamblea Ciudadana por la Vida y la
Salud, integrada por varias organizaciones sociales y civiles que trabajan
temas relacionados con los derechos humanos, con el objetivo de recoger y
difundir informaciones concernientes a dicho proyecto.

La magnitud de una obra como la que está en ejecución, los riesgos que la
misma ofrece, no pueden ser ignorados por las autoridades nacionales,
departamentales y municipales, ni por la ciudadanía que será
indefectiblemente afectada. El presente pronunciamiento es resultado de
investigaciones llevadas a cabo por un equipo interdisciplinario de
profesionales sobre los potenciales efectos de la construcción susodicha y
de la Asamblea Pública: CONTAMINACION DEL RIO PARAGUAY APELIGRA SALUD
PUBLICA.

1.        Descripción del Proyecto

El Proyecto de la “Planta Industrial Aceitera y Terminal Granelero de
Puerto Zeballos S.A.” se encuentra ubicado en el Distrito de Zevallos Cué,
en el Municipio de Asunción, sobre las calles Cnel. Bóveda y Hermann
Gmeinner, Manzana C. Este proyecto denominado Puerto Unión es una fusión
de Cargill y Puerto Zeballos S.A. Del resumen del informe de evaluación de
impacto ambiental (EIA) se puede extraer la siguiente información:

1.        Se proyecta la construcción y operación de una instalación fabril para
procesar soja, en tres subproductos: harina pelletizada de soja, aceite de
soja y cascarilla pelletizada y la construcción y operación de una
Terminal Granelera sobre el Río Paraguay con capacidad para almacenaje y
acondicionamiento de granos. El proyecto tiene previsto una demanda de
mano de obra de aproximadamente 100 personas.

2.        La Planta Industrial Aceitera estará capacitada de procesar 3.000
toneladas por día de soja, con capacidad de recepción, acondicionamiento,
preparación y extracción de aceite, harina pelletizada y cascarilla
pelletizada de soja. Contará además con un estacionamiento interno con
capacidad para 700 camiones. En un régimen operacional de 24 horas por
día.

3.        La Terminal Granelera será capaz de recibir 16.000 Tn de soja por día,
de acondicionar soja a razón de 120 tn/hora, con capacidad de almacenaje
de 64.000 tn/soja (40.000 en un Silo tipo celda y 24.000 tn en cuatro
Silos verticales metálicos). La Terminal Granelera dará empleo a  20
personas.

4.        El puerto poseerá capacidad de embarque de 17.000 tn/día de granos en
una sola línea a barcazas, igualmente, se podrá embarcar aceite de soja en
forma directa, sin almacenaje, desde camión a barcaza. Contará además con
un estacionamiento interno con capacidad para 100 camiones. En un régimen
operacional de 24 horas por día.

5.        La actividad referida en fase operativa genera efluentes líquidos,
residuos sólidos, emisiones gaseosas y riesgos en la seguridad, por lo que
precisa de medidas apropiadas de mitigación de los impactos ambientales
ocasionados por la actividad” En el EIA se planta la recomendación de una
estación de tratamiento de efluentes, E.T.E, una laguna aeróbica de
tratamiento de efluentes líquidos. Los residuos industriales se estiman en
una cantidad aproximada 10 m3/hr. Aceites usados: 1.200 litros/año. No se
aclara en el EIA donde se destinarán finalmente los residuos.

6.        En el siguiente cuadro se presentan los volúmenes de materia prima e
insumos que se consumirán en el puerto.

Materia prima e insumos        Cantidades
Sólidos:        Soja:        1.000.000 ton/año
        Leña:         230.000 m3/año
Líquidos:
        Hexano:         600 ton/año
        Aceite mineral        1.200 litros/año
        Optisperse AP 4563:         4.950 litros/año
        Steamate NA0520:         2.475 litros/año
        Cortol IS 1075:         990 kg/año
        Soda Cáustica:         330 kg/año
        Continuum AEC 3107:        2.475 kg/año.
        Hipoclorito de sodio:         23.100 kg/año

2.        Características de la zona

La zona donde se proyecta instalar la planta industrial y Terminal
granelero de Puerto Unión afecta inmediatamente a las zonas de Viñas Cue y
Bañados. Estas zonas presentan población vulnerable, con altos niveles de
pobreza (39% y 50%). Esta población esta ubicada en una zona de alto valor
paisajístico que cumple el rol de corredor entre el río Paraguay y el
Jardín Botánico.  Por estas misma razonas la ordenanza municipal 15/02
estipula que no se permitirá la instalación de actividades poluyentes por
ser una área característica de tipo habitacional con alto valor
paisajístico y ambiental. Sin embargo en la actualidad esta zona presenta
graves problemas de contaminación. Según el EIA “La calle que lleva al
barrio Zeballos Cué de Asunción se convirtió en un vertedero clandestino
de basuras. Desde la entrada principal al Jardín Botánico y Zoológico,
todo el costado del camino está minado de montículos de residuos.”

3.        Importantes factores ambientales y sociales sin considerar

A continuación se detallaran razones específicas que no están siendo
consideradas y representan problemas de carácter grave que difícilmente
puede ser mitigados.

3.1        Se ignora el establecimiento de la toma de agua potable

El EIA presentado y a partir de cual se obtuvo la licencia ambiental en la
SEAM, menciona superficialmente la ubicación de las tomas de agua de la
ESSAP, a pesar de que estas tomas se encuentran a menos de 500 m,
distancia que comprende la Área de Incidencia Indirecta (AII) según lo
considerado en la EIA. El puerto proyectado se halla río arriba por lo
cual los desechos de hidrocarburos de las barcazas, el levantamiento de
los sedimentos y la deriva del polvillo y agrotóxicos de los granos
afectarán inevitablemente a todo el suministro de agua potable. ESSAP no
cuenta con capacidades técnicas para purificar el agua de desechos
químicos, tales como hidrocarburos o residuos de pesticidas. Además aunque
se aportará la tecnología para purificar el agua, esto no significa que
los residuos desparecen por si solos, sino sólo que se aleja la
contaminación de la fuente emisora.

3.2        Destrucción de hábitat acuático y del paisaje ribereño

La zona posee además de un valor paisajístico también un significante
valor de biodiversidad con representación de especies piscícolas y
avifauna migradora. Se trata de una zona donde las sucesivas bajantes y
crecientes del río Paraguay inciden en el cambio continuo de sus riberas
por los procesos dinámicos de depositación-erosión. Así también esta zona
es calificada por hidrólogos por ser un punto difícil por la geomorfología
del cauce del rió. La menor velocidad de flujo acuático y la oscilación de
los niveles favorecen la formación de esteros tales como el Bañado Cara
Cará, hábitat óptimo para aves migratorias y fauna piscícola y
consecuentemente mayores niveles de biodiversidad.

En el EIA no se menciona como se resolverá la problemática de la
oscilación de los niveles de río para poder efectivizar la entrada y
salida de barcazas durante todo el año. En otros casos anteriores, la
construcción de un puerto ha significado el derrocamiento de la base del
río, con lo cual se destruye el hábitat acuático y se desregula totalmente
el balance hídrico.
En el estudio realizado tampoco se considera sumarle el impacto al área
acuática causado por el estacionamiento de buques que se desarrolla a
partir de la línea de atraque. Esta área de embarque suele ser
aproximadamente de 50 m de ancho y 250 de largo.  Esta infraestructura
afectara tanto al hábitat acuático, como también al tráfico de otros
barcos y sobre todo a la pesca artesanal tradicional de la zona.
3.3        Se desconoce la problemática de la contaminación con plaguicidas

Aunque en el plano de mitigación se menciona riesgos de incendios, no se
consideran la peligrosidad de los compuestos químicos que se usan en la
producción de granos y en el transporte de estos. En Paraguay
aproximadamente el 90 % de la soja es de la variedad transgénica Roundup
Ready RR, es resistente al herbicida Roundup, ambos desarrollados por la
Corporación Monsanto. Esta característica implica que los cultivos de soja
RR son indiscriminadamente fumigados con herbicidas tales como Roundup o a
base de glifosato. Aunque, la toxicidad aguda del glifosato esta
registrada como baja, los productos que contienen glifosato también
contienen otros compuestos que pueden ser tóxicos, tales como el
surfactante polioxietileno-amina (POEA) que causa daño gastrointestinal y
al sistema nervioso central, problemas respiratorios y destrucción de
glóbulos rojos en humanos.  Así también en el cultivo de la soja se usan
en cada vez mayor proporción  de diversos tipos de herbicidas,
insecticidas y fungicidas. Incluso antes de cosechar se usa como secante
el herbicida Paraquat, una sustancia ya prohibida en Europa por su alta
toxicidad.

El procesamiento de soja implicará que esta problemática se trasladará a
las zonas pobladas alrededor de la planta industrial y a mediano plazo
también a toda la población que consuma el agua potable. Además el proceso
mismo de transporte y almacenamiento implica usos específicos de
agrotóxicos que no son mencionados en el estudio ambiental proporcionado
por la empresa. El producto agroquímico denominado D.D.V.P. (Insecticida
acaricida órgano fosforado) es de toxicidad aguda, clasificado según la
guía de productos fitosanitarios como clase 1-B, y se dosifica en los
camiones en su lugar de origen antes de ir a puertos, y en él antes de
embarcar. En el almacenamiento de los silos en puerto, cuando el grano
tiene que permanecer en tiempo de espera para ser embarcado, se usan
productos tóxicos con poder residual.  Tales como el producto denominado
comercialmente RENDAL, es la sustancia química clorpirifos (insecticida
del grupo de los órgano fosforado) con un poder residual de 90 días. Está
considerado como clase 3, si bien es uno de los más tóxicos del mercado.

La molienda de granos y el mismo trasvase hacia las barcazas genera
contaminación aérea con el polvillo de los granos que contiene así también
partículas de los agrotóxicos. Así también, los buques se ven obligados
muchas veces a fumigar sus bodegas. Las dimensiones de consumo de
plaguicidas son astronómicas, solo en los camiones de 30 ton se colocan 9
o 10 pastillas de fosfuro de aluminio y en los barcos con miles de
toneladas la aplicación es masiva y en muchos casos se dan pérdidas
humanas en los trabajadores por “muerte súbita” cuando en realidad son
casos de intoxicaciones agudas.  En muchos puertos en Argentina, la
incidencia de enfermedades tales como lupus, leucemia, cáncer aumenta
exactamente en las rutas de los camiones hacia los puertos y en las
cuadras que rodean los silos.  En este sentido el radio de esta
contaminación supera completamente lo definido como Área de Incidencia
Indirecta según el EIA. Tampoco se incluyó en el estudio cuál es la
dirección predominante de vientos, lo cual determinara cual es el punto de
mayor afectación.  La polución aérea genera condiciones críticas de
riesgos de dañar la salud de los vecinos de los barrios de Viñas Cue y
Bañados por encontrarse rodeados por el complejo industrial. Siendo esto
de sumo valor, puesto que el bienestar común de estas personas en un
futuro no muy lejano se verá seriamente perjudicado y lo que es peor aún
traerán consecuencias irreparables. Se debe destacar que los niveles de
afectación de la población pueden verse aumentados debido al precario
estado nutricional y las condiciones precarias de viviendas.

Finalmente, la medida de mitigación ambiental de plantación de árboles
altos, no convierte al puerto de Cargill en una infraestructura
inofensiva, sólo hace que se esconda el veneno que hay detrás de la
cortina verde.

3.4        Se ignora la problemática social y la vulnerabilidad de la población
aledaña

En un radio de 3 km a la redonda del proyecto, se sitúan los barrios de
Zeballos Cué, Viñas Cué, San Jorge de la Residenta, Las Lomas, IPVU y
principalmente el Jardín Botánico, correspondiente al Distrito de
Santísima Trinidad, que en su conjunto componen más de 100.000 habitantes.
La zona poblada más próxima se encuentra aproximadamente a 250 mts del
predio. Así también en la zona más cercana se encuentran locales de
enseñanza de los niveles primario, secundario y universitario. Además
existen numerosos consultorios, clínicas privadas y sanatorios en la zona,
tales como el Hospital del Instituto de Previsión Social.

Esta zona donde la población ya presenta vulnerabilidad, caracterizada por
la precariedad laboral se vera encerrada en un complejo industrial con una
fluencia masiva de camiones durante las 24 horas. EL mismo complejo
portuario cierra el transito hacia la zona ribereña y priva a la población
del acceso de las áreas verdes y ante todo las áreas tradicionales de
pesca, fuente de ingreso para muchas familias.

La municipalidad al otorgar el certificado de localización no consideró
los graves impactos que puede llegar a producir el estacionamiento de
cientos de camiones durante 24 horas.  En este sentido se deben considerar
tanto los problemas de congestión y contaminación, pero ante todo se debe
resaltar el impacto sanitario y social negativo de la actividad sojera del
puerto. Así mientras que la planta generara algunos pocos puesto de
trabajo, el estacionamiento de camones es dura días lo cual sí que
generara ingresos, pero tristemente será a las redes de prostitución de
mujeres y niños, drogas y alcohol.

3.5        Promoción de la expansión de la frontera agropecuaria

Según el mismo informe, “la ubicación es ventajosa por el fácil acceso a
rutas y cercanías a zonas agrícolas de plantación de los insumos
requeridos”. El empalme con la ruta Transchaco apunta a recibir la
producción de la zona nororiental, tales como departamentos como San
Pedro, Amambay, Concepción e incluso el Chaco, todas zonas
prioritariamente de agricultura campesina e indígena, que ya en la
actualidad están sufriendo el avance de los monocultivos mecanizados a
costa la deforestación, la expulsión de la población campesina y en muchos
casos los impactos por los plaguicidas. Así también esta es la zona que
sufrió los mayores niveles de incendio en este ultimo periodo, por lo cual
se encuentra ya en una muy vulnerable situación y necesita ser protegida
con medidas cautelares para que se completen los planes de reforestación.

Instalar un puerto granelero de estas proporciones en la zona central solo
apunta a favorecer la deforestación y la expulsión rural. En el propio EIA
se establece que la capacidad anual será de 1 millón de toneladas de soja,
considerando que un rendimiento promedio del cultivo es de 2,5 ton/ha,
estamos hablando de 400.000 ha de monocultivo para abastecer a esta obra.

3.6        No se consideran los impactos en  el transporte urbano

Un tema importante que afectará a toda la ciudad es el tráfico de
camiones, el puerto calcula una capacidad de recibir hasta 700 camiones y
el mismo EIA menciona “la problemática del congestionamiento de vehículos.
Se estima que en ciertas épocas, los silos serán rebasados en cuanto a su
capacidad, por lo que los vehículos de transporte podrían formar largas
filas en los caminos adyacentes a las instalaciones. Esta situación podría
acarrear una serie de inconvenientes a los vecinos.”

Esta situación afecta a todo el parque automotriz de la zona central si se
consideran que en los accesos viales de la ciudad van a circular cientos
de camiones diarios en época pico, mas el tránsito propio en una ciudad
donde el trafico es totalmente caótico y donde se carece de circunvalación
para poder salir o entrar a la ciudad. Con esta nueva congestión vehicular
directamente se está promoviendo un urbanicidio, que afectará sobre todo a
la población mas empobrecida que usa el transporte publico y vive en las
afueras de la ciudad.

Además, se debe considerar que el transporte automotor es el sector que
más contribuye a la emisión de gases de efecto invernadero y por lo tanto
al cambio climático y a la emisión de contaminantes gaseosos y sólidos,
además de generar ruidos y vibraciones. La población cercana a este acceso
vial, sufrirá una carga de contaminación atmosférica (gases producto de la
combustión automotor), ruido y vibraciones adicional.

4        ¿El puerto generará o destruirá empleos?

En la prensa se promociona este proyecto como un emprendimiento que va a
generar puestos de trabajo y favorecer a la población. Sin embargo no se
menciona que esto no será de tal magnitud. En el estudio ambiental se
menciona 120 puestos de trabajo cuando el puerto este operando, sin
embargo muchos de estos puestos serán ocupados por mano de obra
especializada que seguramente provenga de otras plantas de Cargill no se
recurrirá a la población local. Las obras de construcción puede que
generen mayores niveles de empleos. Pero el estudio aclara que las obras
solo duraran 6 meses. Entrevistas con pobladores locales ya indican que se
dio trabajo en las primeras semanas a algunos pobladores y en los últimos
periodos se ha recurrido a personas de fuera de la zona. Si realmente se
evaluara la cuestión laboral como la principal, una medida efectiva seria
proteger el ecosistema del río para poder favorecer las pesca artesanal
que cuenta con la ventaja de poder vender directamente al mercado de
Asunción y abastecer las necesidades alimentarias de la población

3.7        Un proceso muy poco transparente

Cabe destacar que las licencias otorgadas por la municipalidad y por la
SEAM tomaron lugar en los meses de enero y febrero de este año. Resulta
sospechoso que en plenas vacaciones se aprovechara para aprobar estas
obras sin haber recurrido a ningún tipo de audiencia ni proceso de
consulta popular. Además el responsable del departamento de Evaluación de
Impacto Ambiental fue destituido a posteriori y se encuentra bajo
investigación por caso de corrupción, de similar manera los directivos de
la ESSAP han sido en los últimos 4 años denunciados por funcionarios de
los sindicatos por corrupción, mal manejo de los fondos y falta de
transparencia en su administración. El último detalle es también que los
vecinos del lugar han constatado que un funcionario de la municipalidad se
encuentra trabajando en la planta, lo cual demuestra una confrontación de
intereses.

Con todos estos antecedentes, es sumamente sospechoso que el proyecto haya
sido aprobado tan rápidamente, no se les haya cuestionado absolutamente
nada y ahora sea por propia iniciativa de la empresa que anda ofreciendo
grandes montos de dinero para compensar a ESSAP y anda ofreciéndose como
la benefactora de la Municipalidad con el proyecto de ensanchar vías de
transito.

Conclusiones

La Asamblea Ciudadana por la Vida y la Salud exige que se consideren los
argumentos presentados y se tomen en cuenta las recomendaciones de
Organismos Internacionales tales como la Organización Mundial de la Salud
que mantiene criterios estrictos para este tipo de casos.  Demandamos que
se frene inmediatamente la construcción del mega puerto de Cargill y que
se realice un estudio de monitoreo ambiental para medir la situación
actual de degradación ambiental de la zona. Consideramos que la situación
de contaminación que presenta la zona de Zeballos Cue imposibilita mayores
proyecciones industriales, al contrario, solicitamos incluso frenar los
emprendimientos industriales que están activos actualmente hasta que no se
tomen las medidas necesarias de recuperación del estado del río y sus
ecosistemas, además de las suficientes medidas de protección de las tomas
de agua y filtraje.

El mero hecho que las tomas de agua estén localizadas en la cercanía
determina que esta zona es de extremada sensibilidad e importancia para la
salud pública, lo cual contradice la viabilidad de desarrollar técnicas
seguras de neutralización de efluentes tóxicos. Rechazamos frontalmente la
idea de piletas de contención y cámaras sépticas repletas de residuos
peligrosos ubicadas en las cercanías de la toma de agua de toda la
población asuncena.

No se está tomando en cuenta que estamos defendiendo una zona que es
esencial para la salud y la vida de la población de Asunción. No se puede
arriesgar la salud y la vida de más de 1 millón de habitantes así como
también los derechos de las generaciones venideras por querer aportar con
un número insignificante de puesto de trabajo a nivel local. Este millón
de personas son las abastecidas por la Red de ESSAP en la actualidad y se
estima que a corto plazo la cifra de usuarios crecerá a 3 millones. Ningún
trabajo, ni sueldo justifica que el cuerpo afrente una enfermedad como el
cáncer o la leucemia.

Denunciamos la total ausencia de participación ciudadana en el proceso de
licitación y evaluación de este emprendimiento además de los sospechosos
antecedentes de la empresa y los directivos y funcionarios que se expresan
a favor. Entendemos que no estamos frente a una verdadera “evaluación”,
estamos frente a una trascripción de lo expresado por la empresa, su
ratificación por parte de la SEAM, sin argumentos técnicos relevantes y
supeditados a las buenas intenciones de la empresa. Esto se desprende de
la simple lectura cuando, por ejemplo, se hace referencia a que la empresa
asume el compromiso de mitigar los impactos no deseados. También cuando
habla de las medidas mitigadoras que la empresa, en forma genérica, se
compromete a utilizar.

Finalmente, la inversión de Cargill responde y encaja en el actual modelo
agropecuario paraguayo basado en la exportación de commodities, y en el
monocultivo de la soja, que si bien es innegable la reactivación económica
que genera para un pequeño sector de la sociedad, ha provocado enormes
impactos ambientales y sociales que están siendo denunciados y advertidos
desde diversos organismos técnicos, de investigación y sectores sociales.
La proyección de la expansión de la frontera agropecuaria para extender el
monocultivo de soja en los próximos años, promocionada por el cultivo de
biodiésel amenaza con barrer las ultimas regiones campesinas obligando a
la población rural a hacinarse en los márgenes de las ciudades y enfrentar
pobreza y/o migrar con la consecuente ruptura familiar.  El puerto de
Cargill es la infraestructura necesaria para impulsar más deforestación,
destrucción y fragmentación de habitats y expulsión de la población rural.

Asociación de Pescadores Independientes del Paraguay
Asociación de Pescadores Bahía de Asunción
Asociación de Organizaciones Comunitarias de la Chacarita
ASUCOP (Asociación de Usuarios y Consumidores del Paraguay)
CIDSEP (Centro Interdisciplinario de Derecho Social y Economía Política)
CIVICO
COBAÑADOS
COBAT
CONAMURI (Coordinadora Nacional de Mujeres Rurales e Indígenas)
Coordinadora de Amas de Casa del Paraguay
Coordinadora de Mesa de Líderes del Bañado Sur
Funcionarios de ESSAP S.A.
Iniciativa Paraguaya para la Integración de los Pueblos
MCNOC (Mesa Coordinadora Nacional de Organizaciones Campesinas)
MCP (Movimiento Campesino Paraguayo)
SITTELPA (Sindicato de Trabajadores de las Telecomunicaciones del Paraguay)
SOBREVIVENCIA Amigos de la Tierra.

_______________________________________________
Lista CMI-Brasil
CMI-Brasil@lists.indymedia.org
http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-brasil

Dia Mundial Vegano

Todos nós concordamos que o sofrimento desnecessário é algo errado.
O que não imaginamos é que praticamente todo o sofrimento que causamos aos animais é na realidade desnecessário.

Animais sentem dor e assim como nós têm interesse em viver. Diante
dessas questões surge o veganismo, uma ampla proposta de ação direta
que significa deixar de usar animais como meros objetos, garantindo
assim que a vida destes seja somente sujeita às suas necessidades e
preferências.

Se você tem interesse em saber o que é veganismo e direitos animais,
compareça e participe dos debates sobre a aplicação da ética no nosso
dia-a-dia ou venha se aprofundar nessa discussão.

DIA 24 DE NOVEMBRO, SáBADO, A PARTIR DAS 12:30 / Entrada Franca
Local: FACULDADE ARNALDO / Praça João Pessoa, 200. Belo Horizonte, MG.

PROGRAMAçãO:
12:30 – INTRODUçãO AOS DIREITOS ANIMAIS. (Gato Negro)
13:15 – TIRA-DúVIDAS SOBRE VEGANISMO E DIREITOS ANIMAIS com Gato  Negro, Clarissa Barbosa (Bacharelando em Nutrição) e Sérgio Greif
(Biólogo – SP). Abertura: Vídeo “Steven, o Vegano”
14:45 – BEM-ESTAR ANIMAL VS. DIREITOS ANIMAIS. (Gato Negro)
15:45 – VIVISSECçãO, POR UMA ABORDAGEM ABOLICIONISTA. Sérgio Greif (Biólogo – SP)
16:50 – ENCERRAMENTO. (Gato Negro)

Sobre os participantes:
SéRGIO GREIF
Biólogo, vegano desde 98, mestre em Alimentos e Nutrição pela
UNICAMP, co-autor do livro “A verdadeira face da experimentação
animal”, autor do livro “Alternativas ao uso de animais vivos na
educação”.

CLARISA BARBOSA
Graduando em Nutrição, atualmente no 6º Período, pela UFMG. É também vegana.

E MAIS…  Serão vendidos LANCHES VEGANOS e materiais sobre DIREITOS ANIMAIS e VEGANISMO.

Será sorteado um KIT VEGANO, durante o encerramento. Para participar
basta adquirir um número no valor de R$ 2,00. Quanto mais você
participar mais terá chances de ganhar!

O dinheiro arrecadado com a rifa será inteiramente destinado ao Dia
Mundial Vegano.

Prêmio (Kit Vegano):
– 1 boton “Vivissecção Nunca Mais”;
– 1 camisa “Vivissecção Nunca Mais”;
– 1 camisa “Porcos”;
– 6 adesivos;
– 1 livreto Gary Francione;
– 1 DVD do documentário Terráqueos;
– 1 lanche no Piper Rubra para 1 pessoa mais um(a) acompanhante;
– 1 mês de salgados Quituts (30 salgados);
– 3 pães especiais de Abóbora e Linhaça;
– 2 carteiras ecológicas feitas de material reutilizado.

REALIZAÇÃO GATO NEGRO – NúCLEO LIBERTAçãO ANIMAL
contato@gato-negro.org
Tel.: (31) 8722-4374 ou 9668-1428
http://www.gato-negro.org/diavegano

[Fortaleza] Visitas da Jornada de Áreas Verdes


Como primeiro momento da Jornada em defesa das Áreas Verdes de Fortaleza, grupo visitou 7 pontos da cidade no último sábado, dia 27/10.

Mapa do roteiro
Mapa do roteiro

Conhecer o Pólo
Conhecer o Pólo

Ponte do Bom Jardim
Ponte do Bom Jardim

Conhecer o
Conhecer o “pulmão do Siqueira”

Faixas do Proparque de Itaperaoba
Faixas do Proparque de Itaperaoba

Lagoa de Itaperaoba
Lagoa de Itaperaoba

Enclave de cerrado
Enclave de cerrado

Entrada da fazenda Colosso
Entrada da fazenda Colosso

Açude da fazenda Colosso
Açude da fazenda Colosso

Mangue da Água Fria, fim das construções
Mangue da Água Fria, fim das construções

Aspecto do riacho das Lavadeiras em praça
Aspecto do riacho das Lavadeiras em praça

Construção da torre empresarial
Construção da torre empresarial

Prédio da construtora Marte quase concludo
Prédio da construtora Marte quase concluído

Quem vence? Acho que o planeta poderia receber uma ajuda.
Quem vence? Acho que o planeta poderia receber uma ajuda.

Foto com os participantes
Foto com os participantes

No último sábado, 27/10, um grupo de pessoas ocupou praticamente todos os assentos de um ônibus para visitar algumas áreas verdes da cidade. Todas elas correm o risco da exploração inconseqüente da especulação imobiliária. Às 8h45, os convidados ? participantes de movimentos, de fóruns ou independentes – deixaram o estacionamento da Rádio Universitária, no bairro Benfica, e seguiram no ônibus para as 7 paradas do roteiro, organizadas como 1ª etapa da Jornada em defesa das Áreas Verdes de Fortaleza, uma iniciativa de institutos em parceria com movimentos ambientais. Elas são, em sua maioria, experiências de mobilização social fortalecidas em torno do ambiental, mas que se tornam mais amplas e sempre ativas.

> 1ª parada: Pólo da av. Sargento Hermínio
Um parque foi criado por decreto em 1976, resguardando a nascente e o riacho Alagadiço e o açude João Lopes. No começo dos anos 80, foi transformado em pólo de lazer e tem recebido mais infra-estrutura desde então, com os caminhos pavimentados, uma pista de skate e uma quadra, que, com um muro, bloqueou visualmente o lado do parque que tem um chafariz, quem usufrui do pólo tinha reclamações de iluminação e segurança.
O problema maior aconteceu em maio deste ano, quando a Prefeitura divulgou um projeto de requalificação do pólo com a construção de ginásio coberto e um anfiteatro, o que pedia a derrubada de muitas árvores. O projeto não dialoga com as demandas locais, e para >mudar isso surgiu o Movimento pela Revitalização do Pólo de Lazer. Em 25 de maio, lançaram uma consulta popular para colher sugestões do que era mais necessário na revitalização para os usuários. A partir do resultado, elaboraram um relatório que indica também outros espaços próximos que poderiam receber o ginásio e o anfiteatro.
O projeto da prefeitura também prevê a destruição da pista de bicicross ? criada pelos praticantes e a comunidade ? para construir outra bem próxima, além dos prédios que prevê poderem fazer um grande espaço escondido de manhã e de noite. A única área verde protegida da região diminuiu consideravelmente desde 1979 e mobilizou bastante os moradores, que têm reuniões que já resultaram em manifestações, a elaboração da consulta popular, elaboração de relatório e atuação junto aos órgãos públicos. O movimento se fortaleceu para combater as mais recentes apropriações privadas ? algumas autorizadas pela prefeitura -, com desmatamento e construções.
O grupo foi bem recebido com café-da-manhã, uma explanação de integrantes sobre o movimento, leitura de poesia, distribuição do jornalzinho do Pólo e em seguida um passeio para conhecer a área. O movimento é bastante articulado na comunidade, com presença ativa no sítio do bairro, sendo capaz de mobilizar bastante gente, o que fortalece a defesa do Parque Rachel de Queiroz, que reuniria todas as áreas verdes do lado oeste. Durante o tempo no microfone, foi divulgada a Frente Popular Ecológica como a proposta de articulação dos movimentos sócio-ambientais.

> 2ª parada: Ponte do Maranguapinho
Em seguida, rumo ao bairro Bom Jardim, onde o ônibus parou junto à ponte do rio Maranguapinho, também conhecida como ponte do Bom Jardim. A poluição da água e das margens do rio é crítica, e embora a ponte seja alta, sempre no período de chuva o rio transborda por conta da acumulação do lixo; a água suja fica exposta a todos.
Foi uma parada de observação apenas, para se ter uma idéia de situações críticas que não conseguiram mobilizar pessoas. O ponto transformador é exatamente a população do entorno se interessar pela luta ambiental a partir da consciência dos desdobramentos sociais da situação.

> 3ª parada: Siqueira
Visitamos o que a população de três áreas habitacionais próximas chama de ?pulmão verde do Siqueira?. É uma área de preservação de 2,5 hectares que desejam transformar em parque, e para viabilizarem isso entraram firmaram parceria com o Instituto Brasil Verde, que é o idealizador da Jornada.
A associação de moradores quer um calçadão para caminhada e a plena preservação da mata, e na visita foi colocada a necessidade de se fazer um inventário ambiental para a transformação da área em parque. Para estimular a conscientização dos outros moradores do grande entorno, o grupo já organizou atos, um abraço e discussões, além de terem um cordel contando as histórias do local. É um foco de atividades da luta sócio-ambiental.

> 4ª parada: Lagoa de Itaperaoba
Quem passa na avenida Dedé Brasil nas imediações do campus do Itaperi da UECE não consegue não ver as faixas e/ou as pinturas do muro. Elas falam de uma lagoa tomada ilegalmente, de um governo municipal ineficaz e ? principalmente ? é visível a existência de uma comunidade mobilizada.
Trata-se do movimento Proparque Lagoa de Itaperaoba, que atua desde 1996, quando se deu a primeira tomada ilegal de parte da lagoa, a que responderam com a realização de uma audiência pública, atos e a confecção de faixas na avenida para despertar a consciência dos moradores e dos que passam próximo.
O grupo em visita foi recebido com lanche e seguiu de um espaço próximo à esquina, onde começam os cercamentos da lagoa, até um outro lado dela de onde se podia ver casas e um clube construídos. Hoje são seis apropriações privadas ilegais na única restante das quatro lagoas que existiam na Serrinha. A área da lagoa fora decretada de uso público, e nisso o movimento se apoiou, mas apesar dos esforços e da entrega de documentos atestando a ilegalidade das obras, a prefeitura nada fez. O último caso foi a construção de um posto de combustível de frente a outro da avenida Dedé Brasil e a menos de 50 metros da margem da lagoa, o que a torna ilegal.

> 5ª parada: Enclave de cerrado
O ônibus passou então por um ecossistema bastante peculiar na variedade que Fortaleza apresenta. Peculiar também à região nordeste, ficando mais na Bahia e no Piauí, e por isso o destaque desse terreno, pertencente ao Ministério do Exército e aos Correios. Pessoas, movimentos e institutos já propuseram a criação de um parque ecológico no terreno, para a preservação desse enclave de cerrado. O receio é de que a especulação imobiliária atue em pouco tempo e destrua o enclave. Até o momento, as informações ainda indicam desinteresse por parte dos Correios em mecanismos de legais de proteção da área.

> 6ª parada: Parque Água Fria
Adentrando no lado leste de Fortaleza, ?o queridinho da especulação imobiliária?, o grupo viu o avanço da infra-estrutura, que facilita as construções. Abre espaço e valoriza os grandes terrenos em preparação para condomínios residenciais, como o projeto fazenda Colosso, do grupo Edson Queiroz. A fazenda monopoliza um grande açude e é vigiada constantemente. Mais para dentro, em direção à Sabiaguaba, as imediações do restaurante Zé do Mangue são o limite natural das construções, como uma área verde preferível de ser mantida, exatamente por seu caráter valorativo às obras ao redor. Futuramente, com a tendência de especulação imobiliária, será o novo local de disputa de vista, além da avenida Beira-mar e o entorno do parque do Cocó, com seus arranha-céus.
O mangue que se apresenta na frente do restaurante ainda é preservado, mas a partir do momento que entrar na mira dos especuladores, a ameaça será real, do jeito que se dá nas dunas, na Sabiaguaba e no Cocó. O Movimento dos Conselhos Populares é bastante ativo no local.

> 7ª parada: Parque do Cocó
No caminho para a última visita, o riacho das Lavadeiras, na avenida Washington Soares, fez o ônibus parar para discussões e fotos. No meio do ano, um dossiê sobre o riacho foi divulgado, embora não tenha conseguido evitar seu encaixotamento. Uma vez modificado o curso, é complicada a tentativa de fazê-lo voltar ao que era, mas o caso está em processo de multa.
Mais na frente, na avenida Engenheiro Santana Junior, carros em engarrafamento assistem à construção de um prédio no Iguatemi, bem ao lado das árvores do parque. Era sábado de manhã e a situação era visível. Como será a situação daqui a um tempo? O escoamento é fácil? Não dá para construir novas vias. Pela primeira vez, membros dos movimentos ambientais puderam ver como estão as obras da torre empresarial que mobilizou muitos contra ela.
Finalizando o percurso, na esquina das avenidas Engenheiro Santana Junior com Padre Antônio Tomás, o movimento SOS Cocó realizava manifestação com faixas e uma apresentação lúdica para os carros no semáforo, em que uma pessoa vestida de prédio ataca uma outra que segura o planeta. Assim o grupo foi recebido.
O SOS atua com mais força em 2007 desde abril, tendo realizado manifestações, puxado audiências e um veto popular às obras ao redor do Parque do Cocó. A especulação imobiliária é a grande vilã também dessa área, que é comida pelos lados para a construção de torres. Além da torre empresarial do Iguatemi, há 2 prédios já construídos e três em conclusão da construtora Marte que são colados com o parque.
Após o passeio rico em relato de experiência e informações, todos de volta no ônibus para o retorno ao ponto de partida.

[ Jornada em defesa das Áreas Verdes de Fortaleza ]
– 2º momento: Seminário ?Questões sócio-ecológicas e jurídicas?, dia 19/11, das 14 às 18 horas no auditório da Reitoria da UFC.
– 3º momento: Audiência pública sobre as áreas verdes de Fortaleza, no dia 03/12, às 9 horas na Câmara Municipal.

 


http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/400965.shtml

Militante da Via Campesina é executado por milícia no Paraná

Durante um ataque de uma milícia ao acampamento do campo de experimento da multinacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, às 13h30 de hoje, dia 21, o militante da Via Campesina, Valmir Mota, foi executado à queima roupa com dois tiros no peito. Outros seis trabalhadores ficaram gravemente feridos. A milícia contava com cerca de 40 pistoleiros.

Os feridos Gentil Couto Viera, Jonas Gomes de Queiroz, Domingos Barretos, Izabel Nascimento de Souza e Hudson Cardin, foram encaminhados para os hospitais da região. Izabel está em coma e sua vida corre risco. Há suspeitas de que um dos pistoleiros tenha sido morto.

A área da Syngenta foi reocupada na manhã de hoje por cerca 150 trabalhadores da Via Campesina. O campo de experimento da empresa havia sido ocupado pelos camponeses em março de 2006, para denunciar o cultivo ilegal de reprodução de sementes transgênicas de soja e milho.

A ocupação tornou os crimes da transnacional conhecidos em todo o mundo. Após dezesseis meses de resistência, no dia 18 de julho deste ano, as 70 famílias desocuparam a área, se deslocando para um local provisório no assentamento Olga Benário, também em Santa Tereza do Oeste.

Na reocupação os trabalhadores rurais soltaram fogos de artifício e os seguranças, que estavam na fazenda abandonaram o local. Por volta da 13h30 um micro ônibus parou em frente ao portão de entrada. Uma milícia armada com aproximadamente 40 pistoleiros fortemente armados desceu atirando em direção às pessoas que se encontravam no local.

Arrombaram o portão, executaram o militante Valmir Mota com dois tiros, balearam outros cinco agricultores e espancaram Isabel do Nascimento de Souza, que se encontra hospitalizada e gravemente ferida.

A Syngenta contratava serviços de segurança que atuavam de forma irregular na região, articulados com a Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR). Uma das diretoras da empresa de segurança NF, foi presa e o proprietário fugiu durante uma operação da Polícia Federal no mês de outubro, quando foram apreendidas munições e armas ilegais.

Há indícios de que a empresa funciona como fachada e que na hora das operações são contratados mais seguranças de forma ilegal, formando uma milícia armada que atua praticando despejos violentos e ataques a acampamentos.

Na última quinta-feira, dia 18, a denúncia da atuação de milícias armadas ligadas a SRO e ao MPR e Syngenta na região Oeste foi reforçada durante uma audiência pública, com a coordenação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal dos Deputados (CDHM), em Curitiba.

A Via Campesina cobra da Justiça a apuração do ataque contra os trabalhadores do acampamento, que juntamente com os trabalhadores do assentamento Olga Benário, continuam lutando para transformar a área num Centro de Agroecologia e de reprodução de sementes crioulas para a agricultura familiar e para a Reforma Agrária.

Os moradores do assentamento Olga Benário, que faz divisa com a área de experimento da Syngenta, também são contrários aos experimentos transgênicos no local. Isso porque o a produção transgênica vai contaminar a produção de sementes crioulas do assentamento, e trazer prejuízos para a alimentação, a saúde e o meio ambiente.

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