boletim

o meio é a massagem

Arquivo para indígenas

A demarcação dos territórios indígenas dos Tremembé e dos Tapeba é urgente

To: /Para: Exmo. Sr. Presidente da República Federativa do Brasil, Exmo. Sr. Governador do Estado do Ceará, Exmo. Sr. Ministro da Justiça do Brasil, Exmo. Sr. Presidente da Fundação Nacional do Índio, Exmos. Ministros do Supremo Tribunal Federal

Texto formulado pelo sociólogo português, prof. BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, e pelos pesquisadores brasileiros que coordenaram o seminário “Lutas Indígenas no Brasil: Memórias, Territórios e Direitos”, em apoio e como contribuição à luta em defesa dos povos indígenas Tremembé de Itarema, Acaraú e Itapipoca e Tapeba de Caucaia, do Estado do Ceará-Brasil. Assine a petição online

A demarcação dos territórios indígenas dos Tremembé e dos Tapeba é urgente

Os abaixo-assinados têm a declarar o seguinte:

1. Os Tremembé de Itarema, Acaraú e Itapipoca, bem como os Tapeba de Caucaia são indígenas no Estado do Ceará, há séculos vivem em suas respectivas terras de acordo com seus costumes e tradições recebidas-revitalizadas-transmitidas através das gerações. Seus rituais indígenas, seus conhecimentos tradicionais, suas experiências com as forças sagradas da natureza, suas formas de organização social cultural e política, suas memórias coletivas sobre a história dos seus antepassados, toda esta imensa riqueza humana floresce nos “galhos das novas gerações” que se apóiam “nos troncos velhos” dos seus ancestrais, enraizados nas suas terras e nutridos na relação com Elas! Apoiamos a luta solidária destes povos indígenas na defesa ao respeito dos seus direitos: a garantia da integridade física e cultural das crianças, mulheres e homens Tremembé e Tapeba.

2. A Constituição de 1988 reafirmou o direito originário das terras indígenas, cabendo à União a demarcação de tais territórios. Tal processo reconhece e protege, formalmente, a situação de direito à demarcação e à proteção da integridade física e cultural destas comunidades indígenas e de seus territórios. A Constituição de 1988 fixara cinco anos para finalização da Demarcação de Terras Indígenas; passado mais de cinco anos, o Supremo Tribunal Federal decidiu que este prazo, previsto no artigo 67 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, não é peremptório, mas prognóstico para sua realização em tempo razoável (MS nº 24566, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 28/05/04). Isto reforça a legítima urgência da Demarcação de Terras Indígenas para responder aos desafios postos pela Constituição de 1988: a afirmação dos indígenas como sujeitos de direitos, devendo ser protegidos e respeitados seus recursos naturais, culturas e tradições; o reconhecimento da diversidade étnico-racial cultural como valor fundante do país e a função sócio ambiental das terras indígenas, com distintas formas de manejo sustentável dos territórios pelas variadas comunidades culturais existentes no Brasil.

3. Repudiamos coletivamente a insistência do grupo empresarial internacional Nova Atlântida em negar a existência dos Indígenas Tremembé de São José e Buriti (Itapipoca-CE), bem como a presença deste empreendimento nesse Território Indígena apesar de uma liminar promovida pelo Ministério Público Federal no Ceará, aprovada por juiz federal e confirmada pelo Tribunal Regional Federal – TRF 5ª Região do Recife. Repudiamos também a ação da Prefeitura de Caucaia-CE de impetrar um madado de segurança pedindo a anulação do processo demarcatório dos Tapeba de Caucaia, apesar de no Decreto 1775/96 constar que em nenhuma das etapas do processo administrativo de Identificação e Delimitação da Terra Indígena coloca-se como critério a participação do ente Federativo Municipal na elaboração do relatório de Identificação da referida Terra Indígena. Lembramos que a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no artigo 1º parágrafo segundo diz que a auto – identificação como indígenas ou “tribais” deverá ser considerada como critério fundamental para definir os grupos aos quais se aplicam as disposições da presente declaração e também a recente Declaração da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os Direitos dos Povos Indígenas adotada em 13 de setembro de 2007, no seu artigo 3 diz que os Povos Indígenas têm direito à livre determinação. E que, em virtude desse direito, determinam livremente sua condição política, bem como sua trajetória de desenvolvimento econômico, social e cultural.

4. Aceitar as ações deste empreendimento internacional Nova Atlântida contra os indígenas Tremembé da comunidade São José e Buriti e as ações da Prefeitura de Caucaia-CE contra os Tapeba de Caucaia é justificar a continuidade do processo de colonização e da apropriação/violência impostas a estes povos indígenas, processo perverso iniciado há 500 anos atrás. Aceitar um projeto turístico que ameaça a integridade física e cultural dos Tremembé é aceitar a continuação e uma nova modalidade de colonialismo capitalista que ameaça devastar importantes bens naturais e humanos do país. Demarcar as terras indígenas dos Tremembé e dos Tapeba é fazer justiça histórica, é evitar o acirramento dos já existentes conflitos fundiários, e o surgimento de novos conflitos, é substituir a insegurança dos grupos, que vêm sendo submetidos à violência da fome e da destruição dos seus recursos naturais e humanos, pela segurança alimentar, cultural e política destes povos indígenas. Demarcar estes Territórios é uma forma coerente de celebrar os vinte anos da Constituição de 1988 e os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, justamente quando, no plano internacional, foi finalmente aprovada após trinta anos de discussão, uma Declaração dos Povos Indígenas.

5. Reiteramos as reivindicações dos Tremembé pela saída imediata do empreendimento empresarial Nova Atlântida das terras de suas comunidades, e pela criação urgente do Grupo de Trabalho da FUNAI para iniciar o processo de demarcação da terra indígena Tremembé de São José e Buriti (Itapipoca-CE), bem como a luta dos Tapeba pela retomada urgente do processo demarcatório de suas terras. O momento, pois, é de apreensão e vigilância, mas também de confiança de que o compromisso, constante na Constituição de 1988, de prevalência dos direitos humanos, seja respeitado e afirmado concretamente.

ASSINAM ESTE DOCUMENTO:

– Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Portugal
– Cecília MacDowell Santos, Socióloga, Brasil
– Edileusa Santiago do Nascimento, Psicóloga, Brasil
– Lino João de Oliveira Neves, Antropólogo, Brasil
– Nilton José dos Reis Rocha, Jornalista, Brasil

e todos os que acreditam e buscam um mundo melhor e possível, e em um Brasil que proteja sua biodiversidade e pluriculturalidade.

516 anos de opressão, mas o/as Mapuche seguem resistindo ante o capitalismo brutal!

[Chile] Enquanto no Brasil se comemora o dia da criança…

No dia 12 de outubro, por ocasião do 516º aniversário da invasão dos conquistadores/depredadores espanhóis à América, cerca de cinco mil pessoas marcharam pelo centro de Santiago em protesto contra as políticas oficiais relativas à sua etnia. Demandaram a liberdade dos indígenas presos por associação ilícita e incêndios florestais no sul. Também exigiram que 12 de outubro, chamado de Dia da Hispanidade ou Dia da Raça, deixe de ser um dia festivo, pois para os indígenas essa data representa o início da conquista colonial espanhola. Por isso preferem chamá-lo de Dia da Resistência Mapuche.

Contra a usurpação da terra em benefício do capital

Apesar de que fossem cumpridos 516 anos da invasão dos conquistadores/predadores espanhóis, que mais que representar uma simples coroa, foram ferramentas quase históricas do forçoso (para alguns) processo de acumulação e extração das riquezas exigidas para a construção do capital, novamente foi levada a cabo no centro de Santiago a tradicional marcha que recorda esta data aterradora, onde a maioria dos povos originários do continente foi assassinada nas mãos de sujeitos ambiciosos pelas riquezas. A chamada feita por diferentes organizações e comunidades Mapuche, que permanecem resistindo, ontem como hoje, contra a aliança entre Empresários e o Estado Chileno Terrorista, desde às 11 horas teve a adesão de mais de 5 mil manifestantes, que
marcharam pela Alameda desde a praça Itália até o Cerro Huelen. As diversas comunidades, organizações e coletividades que apóiam e lutam pela causa do povo Mapuche, fizeram a caminhada, recordando este 12 de outubro não somente aos lutadores, caídos, torturados e seqüestrados pelo Estado Chileno, mas a longa luta
pela construção de um País nação Mapuche, onde as lógicas mercantis pelo menos sejam expulsas dos territórios ancestrais e o uso dos hectares de terra que hoje as empresas Florestais têm usurpado seja devolvido para despojá-las da pura figura de mercadoria que aqueles capitalistas lhe concederam, questionando ativamente os
princípios mercantis da relação de dominação capitalista, como é a propriedade, a identidade e a cultura de um povo, de um povo que não está disposto a comprometer nem sua cultura, nem muito menos sua terra.
Mais infos e fotos, aqui: http://www.hommodolars.org/web/spip.php?article822
agência de notícias anarquistas-ana / cmi-brasil

S.O.S Indigenas colombia

Date: 2008/10/15
Subject: [Bricolabs] S.O.S Indigenas colombia

El pueblo Nasa esta siendo invadido y masacrado por la fuersas armadas de
colombia, para toda la informacion:

http://www.cric-colombia.org/inicio.htm

radio: http://www.onic.org.co/dachibedea_radio.shtml
Favor de leer abajo el communicado de anoche…+ renviar..

ENGLISH:

The Nasa indigenous people of Colombia need inmediate coverage and presence
by international press / people, they are being invaded and masacred by the
colombian army

PLEASE FORWARD.

see their website for all information:

http://www.cric-colombia.org/inicio.htm
this is the colombian indigenous radio where there might be updates:

http://www.onic.org.co/dachibedea_radio.shtml

I dont know where there is information in english, but those that understand
spanish see below email sent last night…updated info from this morning is
on the website.

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COMUNICADO EMITIDO A LAS 9PM DEL 14 DE OCTUBRE POR LA ONIC.

Las órdenes del General: nos va a matar esta noche.
*Han llegado tropas, helicópteros y tanques al sitio de bloqueo en la
carretera Panamericana al mando de un General Páez Varón. A toda costa
asegura que esta noche despejará la vía. Por la vía asesinan. Lo que no han
hecho en 516 años por hacer valer los derechos de los pueblos, lo hacen en
un día y una noche por abrir una vía para el despojo. Antes asesinan y
mueven tropas por el derecho sagrado a una vía que hacer lo digno para
defender la vida de pueblos cansados de la miseria, de la exclusión, del
genocidio: ASESINOS! Son asesinos.
*

Asegura el General Orlando Páez Varón con la desfachatez de un mentiroso sin
escrúpulos que la protesta indígena está infiltrada por las FARC. *ASESINO Y
MENTIROSO. *Miente para asesinar. Necesita una excusa para ejecutar el
genocidio. Se inventa la de siempre. General Páez, asesino obediente, su
patrón el Gobierno Uribe, el Gobernador González Mosquera, el patrón de
ellos en las transnacionales, le han ordenado despejar la vía del despojo.
Quitar las moscas, los zancudos, las cucarachas, los nadie de siempre que
siempre se matan y despojan para que se enriquezca el patrón.

*ASESINOS *
de ahora y de siempre. Cada indígena muerto por sus balas asesinas es su
culpa. No habrá quien lave su sucia conciencia, ni la de sus hombres, ni la
de sus jefes nacionales y transnacionales. Ya hoy hay más de veinte
indígenas heridos. Dos falleciendo, cuatro a punto de perder los ojos, 4 más
con heridas de bala en las piernas. ASESINOS!

Comparemos para que quede constancia:

Comparemos los hombres escudados de ‘robocop’, armados hasta los dientes con
quienes con un bastón se paran delante de ellos a defender con sus cuerpos
la dignidad y el territorio.

Comparemos a un generalote que llega con sus tanques y helicópteros y balas
y mentiras a barrer con un pueblo inventando una alianza con las FARC que no
existe para crear un enemigo que puedan asesinar impunemente. Comparémoslos
con hombres, mujeres y niños que son conscientes de que los van a acusar de
ser guerrilleros y los van a masacrar, pero su conciencia los hace preferir
la muerte digna a la vida en humillación y en silencio.

*General; ni Páez, porque esos somos nosotros, los hijos de esta tierra que
usted insulta, los que llevamos la sangre que usted derrama, los que venimos
de la misma madre que usted niega y asesina. *

*General; ¿Varón?, qué Varón va a ser un hombre que enfrenta la fuerza de
las ideas con la fuerza de las armas. ¿Valiente General? Valientes nosotras
y nosotros que no tenemos más que nuestras vidas y nuestras ideas y cultura
para defendernos y no recurrimos a mentiras ni a acorazados ejércitos y
armas para defender a quienes se roban la vida de los suyos. *

*Mentiroso; ni Páez, ni Varón, ni General. Usted es un siervo de los que
roban y matan para enriquecerse. El problema no es usted General, sino
quienes lo mandan y mandan a sus hombres. *

*Esta es una orden de su Madre, de su Pueblo: Deténganse, no despejen la
vía. Despejen el país de Presidentes, Gobernadores, Gamonales y
corporaciones que nos matan de humillación y de hambre. Es una orden,
General: le prohibimos mentir y matarnos. De la vuelta y defienda su país.
Expulse a los que ya han matado 516 años, no se mache de más deshonra. *

*Es posible que mañana haya más sangre regada en los campos del Cauca. La
Madre Tierra llorará de nuevo y las mentiras serán impuestas. Eso no
cambiará la verdad: Los pueblos de esta tierra, sabios y dignos estamos
ahora acá, listos a defender con nuestras vidas la vida de esta tierra, la
justicia, la dignidad y la libertad. General, sea Páez y Varón, obedezca la
voz de la Madre Tierra y de sus hijos. No vale la pena aplastar un pueblo
heroico por unos pesos y un titular.*

Hoy, 14 de Octubre, General Páez Varón, Presidente Uribe, Gobernador
González Mosquera, Comerciantes, Gamonales, Terratenientes y Gerentes
insaciables, hoy mismo, el Consejo de Estado condenó al Ministerio de
Defensa-Nación al pago de una indemnización por daños morales y alteración
grave de existencia a favor de 82 indígenas, como consecuencia de la masacre
del Naya. Ya ustedes están condenados por la masacre de hoy. Desde hoy los
condenamos por la de esta noche del 14 de Octubre de 2008. Asesinos. Matan
por enriquecer a algunos. Matan el ejemplo y la vida, mientras muchos,
demasiados, ven las noticias por televisión y no hacen lo que hay que hacer.
Paeces, nosotras y nosotros. ¿Dónde están los pueblos dignos que detengan a
este asesino?

Dimanã Êwê Yubabu: Convite

Dimanã Êwê Yubabu: Floresta, Casa de Todos Nós esse é o tema do 1º Jogos
da Celebração e V Encontro de Culturas Indígenas do Acre, que acontecerá
de 10 a 14 deste mês, na Terra Indígena Puyanawa, Aldeia Barão, em Mâncio
Lima (AC). Durante cinco dias cerca de 410 indígenas, das quinze povos que
habitam o Acre estarão reunidos com o propósito de valorizar a diversidade
cultural, buscando o intercâmbio, além de procurar interagir com a
sociedade acreana para passar o conhecimento da história, da cultura, das
produções artísticas, da economia e da política de cada povo.

O V Encontro de Culturas Indígenas do Acre traz como diferencial o fato de
acontecer pela primeira vez em terra indígena. Os Encontros de Culturas
anteriores motivaram alguns povos a realizarem Festivais de Culturas em
suas próprias terras com a finalidade de conhecer melhor seu modo de vida.

Serão beneficiados os povos indígenas: Ashaninka, Huni Kui, Katukina,
Jaminawa, Madijá, Manchineri, Jaminawa-Arara, Nukini, Shawãdawa, Poyanawa,
Shanenawa, Yawanawá, Nawa, Kontanawa e Apolima-Arara.

Com uma rica programação, o encontro envolve apresentações culturais,
exposição e comercialização de arte indígena, intercâmbio de sementes
tradicionais, tecelagem em algodão, palha, trabalho com barro, adornos com
sementes e miçangas, pinturas corporais, exposição de livros de autoria
indígena e o encontro de videastas indígenas para a troca de experiências
e projeções de vídeos.

Um dos momentos de discussões será no dia 13, de 9 às 13 horas, com o Papo
de Índio: O que preservar, mediado por Suely Melo, chefe do Departamento
de Patrimônio Histórico e Cultural, Edgar de Deus, chefe do Departamento
Estadual da Diversidade Sócio-Ambiental, Toinho Alves, Assessor Especial
do Governo do Estado e Dedê Maia, responsável pelo setor de cultura
indígena do Patrimônio Histórico.

À tarde, das 16 às 17 horas, acontecerá o lançamento do livro Huni Meka,
de autoria de professores indígenas, tendo como principal pesquisador, o
professor Isaias Sales Ibã. O livro narra o ritual do Nixe Pae (ritual do
cipó) histórias e cantos do cipó, e acompanha dois Cds com as canções.

Além das atividades listadas, de noite está acontecendo “rodas de
conversas”, momentos sublimes entre o “deserto do real” e o imaginário
constituído a partir dos Povos Indígenas. Nestes instantes, as feições
ganham outro olhar, é a hora de escutarmos cânticos ancestrais e histórias
de ontem, hoje e os olhares sobre o futuro.

Flor da Palavra da Vila Pescoço começa dia 5/7 no médio Solimões

Começa neste sábado, dia 5 de julho de 2008, no Bairro Nossa Senhora de Fátima (Vila Pescoço) de Tefé (AM) a sua Flor da Palavra. Haverá oficina de rádio, com os equipamentos disponíveis para a comunicação livre da comunidade e visitantes através da freqüência 106,7FM – o bairro dará o nome à rádio nesta ação da Xibé. Em seguida vem o pronunciamento do presidente da associação do bairro, Sr. Sátiro, seguido da apresentação dos trabalhos de iniciação científica da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) de Fabriciana Moraes, Alex Coelho e Pedro Paula, respectivamente sobre os jovens da Vila Pescoço, sobre a Rádio Comunitária Nova Geração da comunidade Porto Braga na Reserva Mamirauá e sobre o Centro de Mídia Independente de Tefé (CMI-Tefé). Será lançada a nova Cooperativa de Artesanato iniciada pela Fabriciana e algumas jovens e senhoras do Bairro, e que já em seus primeiros dias de atividade está catalisando a aprendizagem colaborativa a partir dos saberes tradicionais. Finalmente serão apresentadas as danças do Cacetinho, As Moreninhas, Boi Corajoso e grupo Explosão do Funk. Nas noites do dia 8 a 10 de julho, no prédio anexo da UEA, a Flor terá continuidade através do mini-curso “Software Livre numa perspectiva crítica”, por Fernão Lima do CMI-SP.

A “Vila Pescoço” é o bairro com pior fama em Tefé. De origem recente (cerca de 20 anos), com grande parte das famílias vindas da zona rural, possui semelhanças com as comunidades rurais, tais como o cultivo de roças e a realização de mutirões. É um dos bairros onde mais se cultiva a solidariedade entre vizinhos. Para os padrões urbanos capitalistas é “pobre”, possui problemas de violência, e saneamento: vários bairros despejam os seus esgotos na Vila. É discriminado na cidade, e seus jovens são estigmatizados como “galerosos” (“criminosos”). Não conseguem empregos e são mal aceitos nas nas escolas. Diante de tantos problemas, alguns desses jovens formam grupos que buscam a solução no álcool e nas drogas, e algumas moças vendem o próprio corpo. Esta Flor da Palavra visa contribuir para a invenção de laços de comunicação e solidariedade entre os moradores do bairro, a universidade, movimentos sociais (CMI-Tefé em particular), e moradores de fora do bairro e do mundo. A organização é colaborativa, então qualquer outra iniciativa que se some a esta programação preliminar será bem vinda.

Mais informações em -> http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2008/07/423575.shtml

Justiça para os Terena

REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS

Vamos exercer nossa cidadania! Assine a petição: Justiça para os Terena
Aos dias dezessete do mês de junho do ano de dois mil e oito, às 05:30
horas da manhã, chegaram os policiais da Policia Estadual e da ROTAI em um
ônibus lotado desses policiais.

Haviam: crianças, mulheres, gestantes, idosos que ali estavam dormindo. Os
policiais chegaram e quando estavam conversando com todas as pessoas ali
presentes na retomada, um policial bruto puxou uma taquara na mão da anciã
Julia Meira Faustino de 54 anos de idade derrubando-a imediatamente no
chão. Nós fomos proteger nossa anciã e começamos a apanhar de todos os
policiais ali presentes.

Os policiais começaram arrebentando todas as barracas, colocando fogo em
tudo que ali estava.

Empurraram mulheres, crianças e idosos, puxaram cabelos de mulheres e
pisaram e chutaram as roupas dos indígenas.

Clique seguramente no link, veja mais sobre este absurdo e assine essa
petição:

http://www.petitiononline.com:80/grumin12/petition.html

Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas
Eliane Potiguara
Escritora Indígena – Ativista
Membro Acadêmico do Projeto Cultural ABRALI

Terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima

Os grandes arrozeiros do agronegócio, invasores da terra indígena
Raposa Serra do Sol, em Roraima, estão anunciando que buscaram “apoio” de
ex-militares da venezuela, certamente tambem envolvidos no golpe de 11 de
abril de 2002, para suas “ações de resistência” contra a Operação Upatakon
3, da Polícia Federal, que visa a retirada dos invasores daquela terra
indígena.

Afirmam-se em declarações na midia como “representantes maiores do
agronegócio, traídos pelo governo Lula”. Afirmam também que estão tendo
“treinamento para a resistência” com esses ex-militares venezuelanos.

Esses “fazendeiros” não passam de fascistas, golpistas,
sequestradores de indígenas e missionários, assassinos de indígenas.
Em 2005, organizaram um grupo de jagunços no mesmo estilo do CCC, que atacou
uma escola catolica, dentro da area indigena, da Missão Consolata, em
parceria com o CIR, de formação técnica para indígfenas.

O bando armado e encapuzado espancou alunos e professores, destruiu
computadores, destruiu o prédio, pôs fogo em carros, destruiu pontes. Um
emissario do governo federal, veio de Brasilia para inspecionar o local, e
foi impedido de ir na escola, pelo mesmo grupo armado, e tal era a força
belica deles, que os 20 policiais federais que acompanhavam o emissário
Cesar Alvarez, nao se atreveram a entrar, por falta de segurança.

Eles têm indígenas da Guiana e Venezuela trabalhando nas suas
fazendas , em situação de escravidão e impedidos que cobrar qualquer
direito, pois são considerados estrangeiros.

Esses “fazendeiros” estão aliciando o lumpesinato de Boa Vista,
prometendo bom pagamento, para fazer ações violentas no interior e na
capital e ganhar as manchetes do Jornal Nacional e dos grandes jornais do
centro do país,querem criar uma situação de “distúrbio social’ e ganhar
votos para suas ações, para suspensão da operação da PF, que correm no STF.

*Paulo Cesar Quartiero*, seu maior líder, é um fascista assumido e
era ligado e ajudante de Moisés Lipnick, deputado federal por Roraima já
morto, que saiu de São Paulo e foi para Roraima e lá criou a Rádio
Equatorial, de extrema-direita.

Moisés Lipnick foi do CCC, Comando de Caça aos Comunistas e um dos
que criou o “Caso Lubeca”, com o Ronaldo Caiado, em 1989, na eleição
presidencial.

Ou seja, a turma de fazendeiros- arrozeiros de Roraima são na
verdade un nucleo de reorganização da extrema-direita, que se instalou
naquele territorio indigena, distante, na fronteira, usando uma fachada de
“nacionalistas”, e muito violentos.

*Notícia divulgada pela secretaria geral do MST.*

Indios Trukás Pedem Socorro

Cabrobó/PE, 06 de fevereiro de 2008.

Carta s/n – Índio Pedindo Socorro Urgente

Meu nome: e Ailson dos Santos – Yssô Truká, sou índio do Povo Truká em Cabrobó Pernambuco, residente na terra indígena Truká Ilha Nossa Senhora da
Assunção, aldeia jatobazeiro em Cabrobó Pernambuco. Leito do Rio São Francisco no Sub Médio São Francisco.

Venho por meio deste pedir socorro a todos que possa me ajuda, em 27 de janeiro do ano em curso fui agredido por Policiais Militares da segunda
companhia independeste de Cabrobó/PE:

A) Ilha Nossa Senhora da Assunção, na aldeia jatobazeiro local da minha residência, o meu filho Pedro Vieira dos Santos, com apenas 16 anos foi
preso por 3 Policiais à paisana por volta das 21:00h com um carro particular de propriedade desconhecida, os mesmos invadiram a aldeia, e enfrente a minha
terra abordaram o meu filho e meu sobrinho, procurando de quem o mesmo era filho, o mesmo respondeu que era meu filho e ai foi espancado juntamente com o meu sobrinho Welliton dos Santos Barros de 15 anos, em seguida liberaram o meu sobrinho, e o meu filho levaram preso com a alegação que o mesmo é de menor e estava dirigindo uma motocicleta sem habilitação e sem documento obrigatório, informo ainda que a motocicleta é de minha propriedade, alem do mais existe um acordo da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, Policia federal, Procuradoria Federal, Justiça Federal e o Poder Judiciário Local, que no interior da terra indígena: Capacete, Documento Atrasado de Veiculo Auto Motores, Indígenas não Habilitados e Adolescentes não sofreriam penalidades estabelecidas no Código de Transito Brasileiro, por se tratar de uma terra indígena, mais não foi o que aconteceu, eles levaram o meu filho para o Batalhão da Policia Militar e tiram fotos do meu filho fossaram a ele gravar um depoimento dizendo que ele estava bêbado, em seguida procuram a o meu filho onde eu estava, o meu filho desse que eu estava no AABB, o comandante do Batalhão mandou que 3 viatura policial cercassem o meu carro e me abordasse, e se houvesse alguma reação por minha parte que eu fosse detido e levado a delegacia, e ao mesmos cumpriram as ordem na integra.

Fui acusado de esta embriagado, mais eu não estava bebendo neste dia, fui acusado e multado com alegação do meu carro ter atropelado um Policial, mais
não sai com o carro, fui acusado de ter com super lotação no meu carro, mais o carro não saiu do lugar, em fim dormi na delegacia sem saber porque, só sei que a
minha motocicleta e meu carro foram presos e cada um com duas multa isso perdendo pontos na carteira sem dever.

Sei que a Policia Militar de Pernambuco em Cabrobó esta sem controle, criminalizando os cidadãs, descriminando os cidadãos específicos e diferenciados como os índios Truká. Os Policiais Militares responsáveis por tal descriminação foram: o Tenente PM Elso e o Soldado PM/PE Cariri, os mesmos dizem que na Ilha não têm índios, e ao mesmo tempo estavam me prendendo por este bêbado e ser índio, dizendo eles que tem uma lei que proíbe que índios bebam, e se encontra índios bebendo teve ser preso imediatamente, mais eu não estava bêbado por esta tomando remédio ante alérgico, pelo fato de esta com uma reação alérgica no nome do medicamento é Hysten.

Portanto peso a quem poder me ajudar, que me ajude estamos sofrendo com as ações autoritária dos Policiais Militar de Pernambuco na Cidade de Cabrobó,
o meu Povo pede socorro à falta de respeito por parte destes com o meu Povo é muito grande os jovens do meu Povo não tem mais o prazer de ir a cidade pois tem
medo da Policia agredirem a todos, alem do mais somos vitima de outras ações criminosa da Policia Militar na nossa aldeia, onde um tal de Tenente PM conhecido como Hanse e mais 3 Soldado PM mataram a sangue frio dois indígena Truká por volta das 20:30h do dia 30 de junho de 2005,(Pai e seu filho de 16anos), e ate hoje não deu em nada estão todos em pune, por isso peso ajuda a que poder me ajuda e ajuda o Povo Truká.

Ailson dos Santos – Yssô Truká

Independência dos indígenas Lakota é declarada através de saída unilateral de todos os acordos e tratados com os eua

Os representantes dos índios Lakota Sioux declararam status de nação soberana na quarta-feira, 19 de Dezembro em Washington D.C, seguindo com a retirada de todos os tratados anteriormente assinados com o governo dos Estados Unidos. A retirada, entregue a mão a Daniel Turner, Deputado Diretor de Relações Públicas do Departamento do Estado, acaba imediatamente e irrevogavelmente com todos os acordos entre a Nação Indígena Lakota Sioux e o Governo dos Estados Unidos, firmados nos tratados de 1851 e 1868 em Fort Laramie, Wyoming.

“Esse é um dia histórico para o povo Lakota”, declarou Russell Means, Itacan de Lakota. “O domínio colonial dos Estados Unidos chegou ao fim”.

“Hoje é um dia histórico e nossos bisavós falam através de nós. Nossos bisavós fizeram tratados de boa fé com o sagrado Canupa e com o conhecimento do Grande Espírito”, compartilhou Garry Rowland do Wounded Knee. “Eles nunca honraram os tratados, essa é a razão para nós estarmos aqui hoje.”

http://www.republicoflakotah.com/