boletim

o meio é a massagem

Arquivo para mulheres

Justiça para os Terena

REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS

Vamos exercer nossa cidadania! Assine a petição: Justiça para os Terena
Aos dias dezessete do mês de junho do ano de dois mil e oito, às 05:30
horas da manhã, chegaram os policiais da Policia Estadual e da ROTAI em um
ônibus lotado desses policiais.

Haviam: crianças, mulheres, gestantes, idosos que ali estavam dormindo. Os
policiais chegaram e quando estavam conversando com todas as pessoas ali
presentes na retomada, um policial bruto puxou uma taquara na mão da anciã
Julia Meira Faustino de 54 anos de idade derrubando-a imediatamente no
chão. Nós fomos proteger nossa anciã e começamos a apanhar de todos os
policiais ali presentes.

Os policiais começaram arrebentando todas as barracas, colocando fogo em
tudo que ali estava.

Empurraram mulheres, crianças e idosos, puxaram cabelos de mulheres e
pisaram e chutaram as roupas dos indígenas.

Clique seguramente no link, veja mais sobre este absurdo e assine essa
petição:

http://www.petitiononline.com:80/grumin12/petition.html

Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas
Eliane Potiguara
Escritora Indígena – Ativista
Membro Acadêmico do Projeto Cultural ABRALI

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Ocupação da Monsanto em SP

As mulheres da Via Campesina ocuparam uma unidade de pesquisa biotecnológica da empresa americana Monsanto e destruíram um viveiro e o campo experimental de milho transgênico, em Santa Cruz das Palmeiras (na altura do km 229 da Anhanguera), no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (07/03). Veja outras fotos da ação

A Via Campesina protesta contra a liberação de duas variedades de milho transgênico pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS). O governo Lula cedeu às pressões das empresas do agronegócio e liberou, em fevereiro, o plantio e comercialização das variedades Guardian (da linhagem MON810 da Monsanto) e a Libertlink (da alemã Bayer).

A liberação dessas variedades demonstra, mais uma vez, que o governo Lula fez uma opção política pelo agronegócio e pelas grandes empresas estrangeiras da agricultura, deixando de lado a Reforma Agrária e a agricultura familiar.

A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina (veja outras ações no Especial 8 de Março), que já mobilizou cinco estados contra o agronegócio. Em 2001, o Greenpeace já havia realizado um protesto nessa mesma área e encontrou plantio ilegal de milho geneticamente modificado.

A expansão dos transgênicos por todo o país tira o controle das sementes dos trabalhadores rurais, passa para as empresas transnacionais e pode inviabilizar a produção de alimentos orgânicos. Um relatório do Greenpeace apontou 39 casos de contaminação e cultivo ilegal de variedades geneticamente modificadas em 23 países. A maior parte deles envolve o cultivo de milho. Desde 2005, já foram identificados 216 eventos de contaminação em 57 países.

Também não existem estudos científicos que garantam que os alimentos transgênicos não têm efeitos negativos para a saúde humana e para a natureza. As dúvidas em relação aos alimentos modificados em laboratórios levam 81,9% do povo brasileiro a rejeitar o plantio de OGMs, de acordo com pesquisa realizada a pedido do Greenpeace.

Atualmente, quatro empresas transnacionais dominam quase todo o mercado de transgênicos no mundo e 49% de todo o mercado de sementes. A Monsanto, por exemplo, detém o controle de 70% da produção de sementes das variedades comerciais de milho no Brasil e agora pode substituí-las por transgênicos.

A Via Campesina denuncia que os transgênicos não são simplesmente organismos geneticamente modificados, mas produtos criados em laboratórios que colocam a agricultura nas mãos do mundo financeiro e industrial.

A sociedade não está mais diante da agricultura tradicional, mas de grupos que usam transgênicos para controlar as sementes e impor o uso de insumos e venenos que produzem, privatizando o papel de melhoramento das sementes e cultivo dos camponeses e indígenas.

A proposta das mulheres camponesas para o campo tem base na defesa da soberania alimentar, que prevê que cada país tenha condições de produzir seus alimentos, garantindo sua autonomia e criando condições para o combate à fome e ao desenvolvimento da agricultura.

URL:: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=5045

Dia Internacional da Mulher

procure uma atividade na sua área!

http://interfaceg2g.org

Mulheres protestam contra Milho transgênico em reunião da CTNBio

Grávidas, mães, mulheres temem pelo futuro alimentar da população
brasileira diante da falta de pesquisas sobre os riscos do milho transgênico

Na manhã de hoje (20), durante reunião da Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança (CTNBio), mulheres camponesas e urbanas protestaram contra a liberação do milho transgênico. Com camisas e cartazes que levavam os dizeres “Meu filho não é cobaia”, as manifestantes denunciaram a Comissão por não se preocupar com a segurança alimentar do País, ao permitir que variedades de milho transgênico sejam consumidos por humanos sem dados e estudos conclusivos que comprovem que esse alimento não faz mal à saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o próprio Ministério da Saúde também questionam a decisão da CTNBio.

As manifestantes (orientadas por estudos da Nutricionista, mestre em
agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina, Elaine de
Azevedo) alertaram que os riscos do consumo do milho transgênico podem
afetar diretamente gestantes, lactantes e bebês. De acordo com elas, há
estudos que comprovam que o consumo de milho transgênico causou problemas em filhotes de ratos e frangos que consumiram esse milho, como taxas de mortalidade, mudança na composição do sangue, alterações nos rins e testículos. Além disso, as altas doses do herbicida utilizado no milho
transgênico podem ser absorvidas no intestino, passar pelo leite das mães
que amamentam e causar reações tóxicas no bebê e nas próprias mães.

Outra preocupação, principalmente das que se declararam mães, é as
suscetíveis alergias que esses alimentos modificados podem causar em
crianças. As bactérias inseridas no milho transgênico podem combinar com as bactérias da flora intestinal e produzir alergias. Essa disfunção em bebês pode causar choque anafilático e até morte.

Para a integrante da Via Campesina Brasil, Paula Pereira, não se pode
confiar em pesquisas que não foram feitas por instituições independentes,
mas por pesquisadores de empresas que tem interesse na difusão destes grãos modificados. A multinacional Bayer, uma das que produz milho geneticamente modificado, orienta um baixo consumo de milho como fator de prevenção de riscos. “O milho é a base da alimentação do povo latino-americano. Está em óleos, enlatados, farinha, fubá, pamonhas, bolos, mingaus e vários outros alimentos. Como será a ação do milho transgênico entre a população que ingere maior quantidade do que a indicada como segura por esses cientistas? Para completar, a rotulagem não está sendo cumprida. As ações da CTNBio os tornam responsáveis pelos danos à nossa biodiversidade e à saúde do povo brasileiro”, disse.

Diante de tantas dúvidas e da falta de responsabilidade da maioria dos
cientistas que compõem a CTNBio, as mulheres presentes na manifestação
recomendaram que as gestantes evitem o óleo de milho se tiverem dúvidas
sobre sua origem. Pedem usem o óleo de palma, girassol e oliva e, como
substituto do milho, usem aveia, trigo, arroz integral (na forma de farinha,
flocos e grãos). Elas ainda recomendam o uso de produtos oriundos da
agricultura familiar agroecológica, livre de transgênicos.