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o meio é a massagem

Arquivo para política

Lei de crime de informática: texto deve ser votado em março

O controverso projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica os crimes praticados na internet deve ser discutido em reunião na Câmara dos Deputados no início de março. O substitutivo aglutina três PLs (76/2000, 137/2000 e 89/2003) que já tramitavam no Senado. O documento que é popularmente conhecido como “lei do senador Eduardo Azeredo”, espera votação dos deputados desde agosto de 2008 e está sendo tratado em caráter de urgência na casa. Mas, devido a muitas polêmicas, ainda não foi sequer analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, representada pelo deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP); de Constituição e Justiça, pelo deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), e de Segurança Pública, do deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA). Os três são relatores do projeto. A nova lei foi aprovada no Senado no dia nove de julho de 2008 e retornou à Câmara há mais de seis meses. Semeghini, um dos relatores na casa, disse que não dá mais tempo para protelar a votação do texto. Muitos pontos polêmicos envolvem a aprovação da lei. O principal argumento dos detratores é que o substitutivo causaria uma censura na internet. “Essa questão não deveria existir, já que não estamos tratando de direitos autorais, mas de crimes como roubo de senhas, armazenamento e distribuição de arquivos indevidos e acesso não autorizado à rede de terceiros”, explica Semeghini. O relator da comissão de Ciência e Tecnologia afirma que a reunião no começo de março deve contar com a presença dos senadores Eduardo Azeredo e Aloísio Mercadante (PT-SP), além do poder executivo, representado pelo Ministério da Justiça. Todos analisarão os itens mais debatidos que foram aprovados no senado. “O texto da lei não pode ser alterado, o que torna mais difícil a aprovação na Câmara devido à comoção social. Porém, buscaremos suprimir alguns pontos polêmicos e esclarecer aqueles que estão vagos como, por exemplo, a responsabilidade dos provedores de internet em manter os dados os usuários para entregar à justiça quando for solicitado”, esclarece Semeghini. *Redação atual* O texto do PLC, que passou na comissão de Constituição e Justiça do Senado, já foi revisado e alterado diversas vezes. A última versão identifica e pune com reclusões de um a dez anos e multas, diversos crimes praticados na internet como, por exemplo, pedofilia (com penas de um a três anos de reclusão), roubo de senhas, falsificação de cartões de crédito e telefones celulares, propagação de vírus capazes de destruir computadores de terceiros, invasão de redes públicas ou privadas que suspendam seus serviços, transferência de arquivos não autorizados pelo titular da rede e divulgação ou uso indevido de dados pessoais sem consentimento do proprietário. *Principal mudança* Na parte mais polêmica do PL, os provedores de internet seriam obrigados a armazenar e identificar as informações sobre seus usuários por um período mínimo de três anos. Após receber muitas críticas, o senador Azeredo decidiu suavizar a redação. Agora, as empresas de conteúdo e acesso deverão guardar apenas os dados sobre origem, hora e data da conexão e o repasse às autoridades será mediante decisão judicial. *Controvérsias* No entanto, especialistas e até parlamentares consideram a proposta restritiva à liberdade dos internautas. Para muitos, entre outros aspectos, lei dará margem a proibição de condutas corriqueiras como transferência de músicas de um CD para o tocador de MP3 somente para uso pessoal. Outros detratores contra o PLC dizem que as redes sociais abertas poderão ser proibidas, uma vez que o dispositivo cria uma série de determinações que bloqueiam as redes abertas e criminalizam condutas que são corriqueiras na internet. Um dos parlamentares que mais condenam a “lei do Azeredo” é o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Para ele, três aspectos são inadmissíveis no projeto: a violação dos dispositivos de segurança, o alto controle sobre a internet e os dispositivos penais como estão redigidos. José Portugal, chefe do gabinete do senador Eduardo Azeredo, esclareceu que a lei não se resume “apenas em limitar download de arquivo”. Segundo ele, trata-se de uma alteração na constituição penal, o que significa tipificar diversos crimes praticados atualmente na rede, mas que não sofrem punição por falta de jurisdição. O assessor de Azeredo prefere não prever um prazo para a aprovação do projeto de lei. “A Câmara está cheia de coisas para fazer. Com a crise mundial, eles (deputados) não ficam muito preocupados com problemas como internet, mesmo sendo de extrema relevância”, conclui. Juliana Oliveira – **16/02/2009 – 15:56** *

sergio amadeu wrote: PELO CORRETO EQUILÍBRIO ENTRE LIBERDADE E SEGURANÇA PORQUE SUPRIMIR OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO OS ARTIGOS DO PROJETO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO (PL 84/99, na Câmara, PLS 89/03, no Senado) 285-A, 285-B, 163-A e 22 implantam uma situação de vigilantismo, não impedem a ação dos crackers, mas abrem espaço para violar direitos civis básicos, reduzir as possibilidades da inclusão digital e transferir para toda a sociedade os custos de segurança que deveriam ser apenas dos bancos. Por isso, a sociedade civil, pesquisadores de cibercultura e milhares de pessoas assinaram o “Manifesto Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet Brasileira” que ultrapassou 109 mil assinaturas. OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO COLOCAM EM RISCO: a política de ampliação das redes abertas de banda larga a liberdade de compartilhamento a liberdade de expressão a liberdade de criação a liberdade de acesso a privacidade o anonimato OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO PODEM AFETAR CONCRETAMENTE: as redes P2P as redes abertas atividades de pesquisa o uso justo de obras cerceadas pelo copyright práticas comuns dos fãs recriarem histórias nas redes impedir que as pessoas ouçam as músicas adquiridas legalmente em qualquer dispositivo podem jogar os custos da segurança contra fraudes bancárias para toda a sociedade OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO PODEM CRIMINALIZAR: milhares de jovens e adultos que compartilham MP3, imagens, fotos, bits; centenas de ativistas e pesquisadores da cibercultura; qualquer pessoa que queira abrir o sinal wireless em seu condomínio; fanfics, fansubbers, gamers que jogam em rede; pessoas comuns que tiveram suas máquinas ‘escravizadas’ por crackers e não possuem conhecimento técnico para se defender; OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO NÃO IMPEDIRÃO: os crackers que usam embaralhadores de IPs para realizar seus ataques; os criminosos que podem usar sites e servidores hopedados em outros países; mais de 60% dos fraudadores de bancos que atuam no interior das suas instituições. OS ARTIGOS 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO SOMENTE BENEFICIARÃO banqueiros que transferirão so custos do processo de segurança para cidadãos comuns; empresas de auditoria de segurança que ganaharão um novo mercado com a implantação das auditorias de conformidade com a regulamentação da lei; empresas de coleta de informações que perseguem os rastros digitais dos internautas; escritórios de advocacia especializados em defesa de copyright, que com as imprecisões dos artigos, terão um novo e vasto terreno para atuar. Os artigos 285-A, 285-B, 163-A e 22 DO SUBSTITUTIVO DO SENADOR AZEREDO não tratam do combate somente a pedofilia, os vírus, os spamers, as intrusões em bancos de dados e o roubo de senhas. Visam outros objetivos, por isso, são tão confusos permitindo várias interpretações. É necessário retirar da Lei sobre crimes na Internet, toda e qualquer possibilidade de seu uso para coibir o avanço da liberdade de expressão e de criação. EM DEFESA DAS REDES ABERTAS DA NAVEGAÇÃO SEM VIGILANTISMO CONTRA OS FAREJADORES DOS RASTROS DIGITAIS PROPOMOS A EXCLUSÃO DOS ARTIGOS: 285-A, 285-B, 163-A e 22 abçs sergio amadeu

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Ecuador acaba de romper relaciones diplomáticas con Colombia

Ciudad Alfaro, marzo 3 de 2008 Carta Pública ante los graves acontecimientos en la frontera norte

ASAMBLEÍSTA JAIME EDUARDO ALCÍVAR:
“¡TODAS Y TODOS POR LA PAZ
Y LA SOBERANÍA…
QUE LA PATRIA ES LO PRIMERO!”

Compañero Economista
Rafael Correa Delgado
*PRESIDENTE DE LA REPÚBLICA*
Compañero Economista
Alberto Acosta
*PRESIDENTE DE LA ASAMBLEA CONSTITUYENTE*

Como Asambleísta Nacional por Movimiento País y las organizaciones sociales
y de trabajadores, me permito apoyar íntegramente las dignas decisiones y
expresiones públicas de los compañeros Rafael Correa, Presidente de la
República, y Alberto Acosta, Presidente de la Asamblea Constituyente, ante
la flagrante violación de la soberanía y del espacio aéreo y territorial del
Ecuador por parte del Gobierno y de las Fuerzas Armadas de Colombia.

Expreso mi condena a la ilegal acción cometida en detrimento de la soberanía
nacional y los más elementales principios del Derecho Internacional,
demostrada por el Presidente de Colombia, su ejército y cancillería, al
pretender legitimar regional e internacionalmente el soberbio y belicista
concepto de la “*Guerra Preventiva*” y la supuesta “*legítima defensa*”,
contra el territorio de un estado vecino e independiente, cuyo suelo fuera
invadido y bombardeado y en donde se realizaran operaciones militares sin
aviso previo ni consentimiento del país, formulando falsas aseveraciones
contra nuestras autoridades y, ahora, esgrimiendo argumentos poco serios
para pretender aislar al Ecuador como “refugio de terroristas”.

Apoyo las medidas tomadas por el Presidente de la República, compañero
Rafael Correa y nuestro gobierno, pues el territorio ecuatoriano ha sido
ultrajado y bombardeado por un ataque aéreo y la posterior incursión de
tropas de Colombia, con plena conciencia que estaban violando la soberanía
nacional. Y adhiero a la exigencia de nuestro Gobierno a Bogotá, de que
respete mediante un compromiso firme y formal ante la comunidad
internacional que garantice que no repetirán los hechos inaceptables del 1
de marzo, que se suman a la serie de atropellos sistemáticos sufridos por el
Ecuador durante los últimos ocho años, durante el tiempo de aplicación del
Plan Colombia.

Me sumo a la postura digna del Presidente de la Asamblea Constituyente quien
ha manifestado la necesidad urgente de que el pleno de la Asamblea ratifique
la vocación de paz de nuestro país, más aún ahora que la Mesa 9, de
Soberanía, Relaciones Internacionales e Integración Latinoamericana de la
Constituyente, resolviera aprobar un texto propuesto para la nueva
Constitución del Ecuador, en el que se declara a nuestro país como
*Territorio
de Paz*, marcando un hito político del nuevo momento que vive la nación.

Vale a pena ler de novo…

*Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el Neoliberalismo

*
*Ejército Zapatista de Liberación Nacional. *

México, mayo de 1996.

Al planeta Tierra (o lo que quede de él):

Reciba usted los saludos protocolarios y los etcéteras de rigor. Queremos
invitarlo al Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el
Neoliberalismo. Para lograrlo, hemos ideado este ingenioso esquema que, sin
importar si usted acepta o no, le hará pasar un rato de sano esparcimiento.
Le rogamos que siga las instrucciones rigurosamente. De nada. Nos vemos al
final de la carta (usted se puede ahorrar sonrisas e indignaciones si se
brinca todo y sólo lee la posdata final) o al principio del encuentro.

Atentamente.

Por la Comisión Suprema, Aleatoria, Intergaláctica e Hipernacional de
Invitaciones Serias y de las Otras (CSAIHISYDLO).

El Sup Marcos.

*Instrucciones para leer la invitación-convocatoria al encuentro
Intercontinental por la Humanidad y contra el Neoliberalismo. *

Primero.- Marque con una florecita el modelo de invitación-convocatoria que
más le plazca:
Modelo A.- Invitación-convocatoria con (relativo) rigor teórico (para
quienes exigen argumentos y razones) ­
Modelo B.- Invitación-convocatoria Seria y Formal (para personas ídem) ­
Modelo C.- Invitación-convocatoria Confusa (para engañar al enemigo) ­
Modelo D.- Invitación-convocatoria abreviada (para quienes tienen prisa) ­
Modelo E.- Invitación-convocatoria Excluyente (para gorrones, policías,
orejas y colados) ­

Segundo.- Lea la invitación-convocatoria que corresponde al modelo elegido.

Tercero.- Marque con una nubecita la respuesta elegida a las siguientes
preguntas:
1.- ¿Acepta usted la invitación-convocatoria? Sí­ No­ No sé­ Otros­
2.- ¿Piensa usted asistir al encuentro? Sí­ No­ No sé­ Otros­
3.- ¿Cree usted que merecemos ganar? Sí­ No­ No sé­ Otros­

Cuarto.- Hecho lo anterior, doble con cuidado la invitación-convocatoria y
hágase usted un gracioso gorrito, regálelo a un niño o niña, o póngaselo en
la cabeza y sueñe lo que más le guste.

Quinto.- En realidad ya se acabaron las instrucciones; sólo ponemos la
quinta para romper el par y hacer un callado homenaje a la asimetría.

Es todo. Buen Viaje.

Atentamente.

Por la Comisión Suprema, Aleatoria, Intergaláctica e Hipernacional de
Invitaciones Serias y de las Otras (CSAIHISYDLO).

El Sup Marcos.

NOTA: A continuación, los diferentes modelitos de invitación-convocatoria.
Escoja la que más le convenga a su gusto, interés o presupuesto.

MODELO A
Invitación-convocatoria con relativo rigor teórico (para quienes exigen
argumentos y razones):
Ahora vemos que el Poder se niega a que sea nombrado su rumbo. Para el
Poder, aquellos que lo padecen no tienen derecho a saber cuál es su destino,
ni a nombrar el paso mortal que los conduce. Piensa el Poder que, si es
nombrado, el letargo que ofrece como presente se hace ineficaz. Tiene el
Poder a sus magos sabios, a sus séquitos cerebrales, para escamotear
nominaciones. Si es nombrado, entonces los crímenes tienen responsables y
dejan de ser un mero accidente histórico. “El Neoliberalismo no existe
­dicen los sabios embrutecidos, es un invento de la izquierda trasnochada
que encuentra en esa nominación el cómodo sustituto a viejos conceptos. El
Neoliberalismo se reduce a calificativos éticos y morales ­insisten­ y no al
rigor científico que permite clasificar, medir, acotar, definir… y volver
inútiles los conceptos”. No hay que poner al Neoliberalismo en el terreno
de la moral y los valores éticos, no sólo porque ahí tiene todo que perder,
sino porque precisamente el Neoliberalismo supone la abolición de toda moral
y valor ético.
Gritan, se desesperan y mesan sus nobles cabelleras (o el lugar que
ocupaban) los grandes sabios: “Dejaos de cursilerías como la esperanza,
dejaos de melindres como la defensa de la vida, dejaos de tonterías como la
democracia, dejaos de anacronismos como la libertad, dejaos de ‘nostalgias
por el pasado’ como la lucha por el cambio, dejaos de absurdos como la
justicia. El Neoliberalismo es un éxito porque el Poder es un éxito”.
“Tomad, coged el vestido que os ofrecemos ­rezan­, aceptad el lugar en el
esquema, no seáis incómodos, no os neguéis a ser clasificados. Todo lo que
no se puede clasificar no cuenta, no existe, no es. Os ofrecemos migajas, es
cierto, pero algo es. Aceptad la parcela de Poder que mi misericordia os
ofrece. Yo soy la mejor de las religiones, sintetizo el nuevo dios y el
culto, el misterio y el acto de fe, el sacerdote y el feligrés, la imagen
sagrada y el templo; no necesito al otro ni siquiera para que me rinda
culto, para eso tengo el espejo que las estadísticas de mi triunfo
representan”.
“Rebeldes del mundo! Uníos en vuestras derrotas! No tenéis victoria alguna
en vuestro ayer. Vuestra nostalgia es sólo de lo que pudo ser. Yo soy el que
soy, la repetición eterna. Tomad lo viejo reciclado, imitadme, yo soy el de
siempre concediendo el reajuste que un retoque supone, soy lo viejo
renovado, la pesadilla de siempre pero con la ventaja de que soy
globalizada. Os acepto como rival siempre y cuando tengáis las armas que ya
fueron inútiles ayer, os tolero si reeditáis vuestas derrotas de ayer. Lo
acepto como un humilde homenaje a mis victorias del pasado. No intentéis lo
nuevo, repetid lo viejo, no salgáis de mi lógica, no os puedo digerir si
seguís siendo tan incómodos, aceptad vuestro viejo lema de ‘Arrepentimiento
o Muerte! Perderemos!’“La edad humana, para el Poder, se divide en infancia
y madurez. Adulto es el Poder, niños todos los que son dominados. Nos dice
el Poder que para dejar la infancia debemos aspirar a ser adultos, a ser
parte del Poder. “Ateneos a las reglas, dejaos de sentimentalismos y
rebeldías, aceptad mi existencia, no la cuestionéis”, susurra el Poder a
través del amargo escepticismo de los arrepentidos que confirman la derrota
de la disidencia, de los supervivientes del naufragio histórico que reducen
a remedo sensiblero el anhelo de ser mejores.
En las montañas del sureste mexicano, en las coordenadas longitud 91 grados
y latitud 16 grados del supermercado mundial, una rebelión con sangre
mayoritariamente indígena ha desafiado el desencanto presente poniendo un
pie en el pasado y otro en el futuro. Los sabios del Poder se han
atropellado para proponer camisas y etiquetas: “Son milenaristas, marxoides
anacrónicos, escombros redivivos del muro de Berlín, fundamentalistas
ansiosos de volver atrás el reloj de la historia, ignorantes del progreso,
comprensible rezago en la campaña permanente de eliminación de excluidos”.
Pero las camisas se rompen y las etiquetas no satisfacen. Los “pensadores”
se preguntan:”¿Quiénes son estos indígenas que no venden ni compran nada?
¿A quién preocupan? ¿Por qué molestarse siquiera en eliminarlos? ¿No se
encargará de borrarlos la hermosa máquina del Poder que se llama progreso?
¿Qué hacen estos aborígenes en la superautopista de la informática hablando
de dignidad? ¿Qué es eso de “dignidad”? ¿En qué índice de valores se
cotiza? ¿Cuál es su balanza comercial? ¿Por qué tanto escándalo en el
extranjero? ¿Qué ven en esta minúscula revuelta los australianos, japoneses,
norteamericanos, argentinos, ingleses, africanos, italianos, ecuatorianos,
franceses, chilenos, palestinos, españoles, israelíes, canadienses, suecos,
peruanos, alemanes, dominicanos, vascos, kurdos, daneses, brasileños,
holandeses, griegos, colombianos, irlandeses, catalanes, venezolanos,
escoceses, guatemaltecos, tailandeses, y hasta los mexicanos? ¿Qué es eso de
“la internacional de la esperanza”? ¿Cuántos aviones de combate, barcos
militares, tanques de guerra, cabezas nucleares tiene? ¿Qué mercados
financieros domina? ¿Quién los manda? Y, lo más importante, ¿cuánto
cuestan?“La rebelión zapatista es una incómoda molestia en el vertiginoso
camino de la modernidad que convierte a cada gobierno en un gerente de piso,
cada riqueza nacional en una mercancía en el estante de las bolsas de
valores, cada dignidad en una oferta de mercancía fuera de temporada, y cada
historia en un fascículo coleccionable e inútil.
Es necesario construir una nueva cultura política. Esta nueva cultura
política puede surgir de una nueva forma de ver el Poder. No se trata de
tomar el Poder, sino de revolucionar su relación con quienes lo ejercen y
con quienes lo padecen.
El zapatismo no es una nueva ideología política o un refrito de viejas
ideologías. El zapatismo no es, no existe. Sólo sirve, como sirven los
puentes, para cruzar de un lado a otro. Por tanto, en el zapatismo caben
todos, todos los que quieran cruzar de uno a otro lado. Cada quien tiene su
uno y otro lado. No hay recetas, líneas, estrategias, tácticas, leyes,
reglamentos o consignas universales. Sólo hay un anhelo: construir un mundo
mejor, es decir, nuevo.
En resumen: el zapatismo no es de nadie y, por lo tanto, es de todos.
Estas son las ideas centrales sobre las que se levanta la convocatoria al
Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el Neoliberalismo. Es
un encuentro, no un congreso. Vamos a encontrarnos y a ver qué madres sale
de ese encuentro. No es un encuentro sólo de zapatistas o simpatizantes del
zapatismo. Es un encuentro entre quienes dicen o quieren decir su respectivo
“Ya Basta!” a su pesadilla respectiva.
Así las cosas, empaque usted su “Ya Basta!” en la maleta, avise a quien
haya que avisar que, del 27 de julio al 3 de agosto de 1996, estará usted en
las montañas del sureste mexicano encontrando otros “Ya Basta!” para ver
cómo echar a andar de nuevo la historia.
Vale.

MODELO B
Invitación-convocatoria Seria y Formal (para personas ídem).
Nosotros decimos nuestro “Ya Basta!” y queremos encontrarnos con el “Ya
Basta!” suyo de usted. No haga usted caso de esos torpes intelectuales y
los amargos arrepentidos, ignore usted sus recomendaciones y sus burlas. Un
encuentro es una fiesta, así que usted puede decir en su trabajo, casa,
escuela o desempleo, que lo invitaron a una fiesta y que usted no se tardará
mucho, apenas unos días (aquellos en que julio y agosto abrazan sus
humedades), que es imposible negarse (porque lo es, ¿no?), que cómo no ir si
ahí se va usted a encontrar con… con… con otros!Y, dicen los
anfitriones, no es un encuentro para ver quién gana y pierde, o para ver
quién es más fuerte y más débil, o quién sabe más y quién menos, o para ver
quién es más una u otra cosa. Es un encuentro, dicen los anfitriones, un
encuentro para… para… bueno, los anfitriones dicen que hay que asistir
al encuentro para averiguar qué es lo que vamos a encontrar, así que hay que
ir al encuentro que clarito dice que es por la humanidad, y esa señora se lo
merece todo, y es contra el neoliberalismo, y ese engendro también se lo
merece todo.
Y entonces usted no tiene más que agarrar su cepillo de dientes, un peine y
unas pantuflas, y la persona que lo va a despedir le pregunta para qué son
el cepillo de dientes, el peine y las pantuflas y usted dirá, con toda
seriedad, que la invitación decía claramente que había que asistir con
cepillo de dientes, peine y pantuflas y por algo será que lo ponen en la
invitación y claro se ve que la invitación es muy seria y, para que no haya
dudas, revise usted su equipaje para confirmar que lleva el cepillo de
dientes, el peine y las pantuflas y seguro usted se va a preguntar para qué
diablos necesita un cepillo de dientes, un peine y unas pantuflas en las
montañas del sureste mexicano y tenga cuidado de no expresar en voz alta esa
pregunta y mejor apúrese porque su
barco-avión-autobús-bicicleta-triciclo-patineta-o-lo-que-sea está por partir
y sería una lástima que usted se perdiera este encuentro, no sólo porque es
absurdo perderse un encuentro que es para encontrarse y no para perderse,
sino porque entonces no podrá saber usted nunca para qué diablos necesita un
cepillo de dientes, un peine y unas pantuflas en las montañas del sureste
mexicano y usted se acuerda de que esos zapatistas habían pedido llevar al
encuentro continental unos papelitos de colores y un hilo, pero ya se ve que
este encuentro es intercontinental y más serio porque ahora piden un cepillo
de dientes, un peine y unas pantuflas y los servicios de inteligencia
militares y policiacos (que por lo regular brillan por su falta de
inteligencia) ya están estudiando qué tipo de armas y explosivos se pueden
construir con miles de cepillos de dientes, peines y pantuflas y…
­Un momento! ¿Dijo usted “miles”?­Sí, miles, tal vez los zapatistas
planean poner en crisis los mercados financieros de los cepillos de dientes,
los peines y las pantuflas, o…
­Un momento! ¿Quiere decir que los zapatistas están invitando a miles de
personas al encuentro intercontinental etcétera?­Claro que no! En realidad
los zapatistas están invitando a millones, pero últimamente su popularidad
está a la baja, así que se espera poca asistencia…
Es comprensible que usted sienta una ligera inquietud cuando lea lo de
“miles”, pero ya está usted viajando en su
barco-avión-autobús-bicicleta-triciclo-patineta-o-lo-que-sea y arriba el
cielo parece que le dice que sí, que tal vez sí hay mañana…
Para esto, usted ha checado ya que lleva consigo la ponencia que preparó
para cualquiera de las cinco mesas que, clarito lo dice la invitación,
deberían llamarse…

Modestas propuestas para cambiar el mundo o cómo acabar con el
Neoliberalismo de una vez por todas, en cinco mesas de trabajo
intercontinentales.

Mesa 1.- ¿Qué política tenemos y qué política necesitamos?
En esta mesa de trabajo pueden haber temas como el de El Poder global, ¿qué
puede y qué no? o ése que se llama Un mundo ancho lleno de pequeños
nosotros. Caben ideas Contra la dictadura, ¿partidos políticos, lucha
electoral, otras formas de lucha? Y también sobre Los muros que levantó la
caída del muro de Berlín, o lo mucho que nos falta por aprender, o ¿Qué
hacer con las ideologías? Propuestas para ordenarlas, archivarlas,
guardarlas y renovarlas. Se tramitan entierros. Ahí puede usted preguntarse
De resistencia a resistencia, de tú a tú, ¿cómo vamos a resistir todos
nosotros al neoliberalismo? Y reflexionar sobre El poder, ese problema. Por
un mundo donde se mande obedeciendo, lo que lo llevará a discutir La lucha
autogestiva, la sociedad que se organiza y el muy importante tema de Nuevas
formas de hacer y decir la política. Incluso se podría hacer un Panel: La
verdadera democracia, ¿es una libertad de elección?, ¿de compra?, ¿o es una
libertad de conciencia?, ¿de opinión? ¿O quién toma las decisiones?

Mesa 2.- La cuestión económica: historias de horror.
Esta mesa de trabajo es, en efecto, de horror. Porque aquí podremos
responder, Si el neoliberalismo es nuestro enemigo común, ¿de qué manera
particular lo padecemos? Aquí es posible que salgan Explicaciones útiles de
qué es el neoliberalismo o cómo desenmascarar, entre todos, sus múltiples
caras, o aquello de El traje nuevo del emperador o el poder desnudo. Y,
puesto que ésta es la mesa de economía, es preciso ver el problema de La
deuda. ¿Quién le debe a quién? ¿Cuándo pagarán las grandes empresas, los
bancos y los gobiernos las riquezas saqueadas en el planeta a los pueblos
que siempre salieron perdiendo? Los horrores no son pocos, ahí tiene usted
eso del Libre comercio, ¿de las cadenas? La explotación de exportación, o
aquello de La dictadura del mercado libre: la barbarie neoliberal. Y qué
mejor horror que Un paseo por el mundo de los negocios: La industria de la
guerra y sus mercados. Narcotráfico: El poder que es. (La legalidad como
espejismo de la realidad virtual). La legalidad administrada por
delincuentes. Robo de recursos naturales (petróleo, uranio, agua, luz,
selvas, desiertos, polos, ríos, lagos océanos, seres humanos). El negocio de
la salud. La corrupción como instrumento superior de la economía. En
economía también hay realidad virtual, ahí tiene usted Los indicadores
macroeconómicos ¿mitos geniales de la tecnocracia? Además, ¿Qué hacer con el
dinero? Podemos ver, por ejemplo, ¿La sustentabilidad? Vías alternativas de
producción, de comercio y otros intercambios, de política fiscal y
humanismo. Será esencial saber de quién es La responsabilidad de la pobreza
actual en la mayor parte del mundo, (tal vez de El capital financiero, el
reino de la usura) y ver Cómo conseguir que las políticas económicas
consideren la dignidad humana, así podríamos idear Estrategias para un
combate definitivo contra los aranceles del pensamiento y acabar con La
avaricia: madre de todos los esclavismos. Habrá que preguntarse si la
solución es La optimización de la pobreza, ¿qué la riqueza no alcanza para
todos? y no olvidar La caída de Europa del Este en la economía de mercado y
los nuevos muros de la pobreza. Por supuesto que haremos un Panel: La
política económica al servicio de los pueblos, y no al revés. Tal vez es
cierto eso de que Lo pequeño es hermoso: Nueva visita a los viejos
conceptos.

Tema 3.- Todas las culturas para todos. ¿Y los medios? De las pintas al
ciberespacio
Y, si las culturas son para todos, entonces es necesaria la Libertad de las
palabras y gritar, ¿por qué no?, Larga y hermosa vida a todas las lenguas
del mundo!, que es otra manera de puentear Poesía y revolución. Y, ya que
estamos en puentes y arcoiris, hablemos de colores y veamos si Black is
beautiful. Ya sabemos que usted piensa entonces en el jazz y el blues, pero
queremos hablar de La música de todos. Los sonidos del planeta. La industria
del rock y las vías numerosas de liberarlo y construir un gran Escenario
especial para los hermosos sonidos de la música que sea, que sea música y
nos vaya a alegrar los corazones. Bailes, trances, audiciones. Se invita a
todos los instrumentos naturales que suenen bien. Pero la cultura no es sólo
música y palabras, también hay que incluir Las representaciones visuales de
la realidad. Artes plásticas fijas y en movimiento. Grabado y video, pintura
y cine, escultura y representación interactiva, claro, sin olvidar El gran
teatro del mundo y los pequeños teatros que lo rodean. Habra que tomar en
cuenta La filosofía y los pueblos y, por supuesto, los temas que se refieren
a Ciencia, crecimiento y libertad: El know how para la paz de todos; la
ciencia no es una religión; todos los caminos que llevan a la salud general
y personal son buenos; que el avance científico obedezca a las necesidades
de los pueblos. Es necesario reconocer que hay Resistencias creativas contra
el sometimiento cultural. Ladrillos para lapidar las hegemonías (medios
alternativos), y que hay que reivindicar El derecho al deleite, al trabajo
libre, a la pereza, al plagio agradecido y generoso. Otro tema es el de Los
Intelectuales
a/ante/bajo/cabe/con/contra/de/desde/en/entre/hacia/hasta/mediante/para/por/según/sin/so/sobre/tras
el Poder. Claro que esto no es todo. Es imprescindible referirnos ya a los
medios y al tema de la comunicación y eso es muy grande. Usted estará de
acuerdo en que algo importante es la relación entre Los medios y la
información: Si la realidad es rentable, entonces es. La verdad como
mercancía. Así que prepare su bolsillo para ir al Supermercado de la
comunicación, ¿cuánta verdad y cuánta mentira compra usted? Pero no se trata
sólo de gastar, Aprendamos a ganar espacios. Los medios no lo pueden todo.
Una mentira repetida mil veces sigue siendo una mentira. Busquemos nuestra
Tecnología y poder: La supercarretera de la información como camino de la
libertad. Máquinas que los pueblos puedan amar (el conocimiento es poder,
poder para la gente). Veamos si es posible pensar en Los medios masivos al
servicio de las artes y no al revés, tener Una televisión a la altura de la
inteligencia, ver que se encienden los reflectores e iluminan La sociedad
del espectáculo: manipulación o liberación. Un mundo donde todos se
diviertan. Claro que será más cómodo en La casa del hombre y la mujer: temas
de arquitectura y urbanismo. Ah!, y no olvide que Las paredes hablan:
graffiti, muralismo. Muchos pensarán que todo esto no es más que Ciencia
ficción o intuición futurista. Realizaremos, no lo dude usted, un Panel: La
globalización de la cultura: ¿unificación o diferencias en armonía? Todas
las culturas para todos, y abriremos una Ventanilla especial para la
recepción y demostración de idiomas: se invita a todas las lenguas escritas
y habladas. Si no acuden en persona los hablantes, pueden mandar cartas,
casetes o inundar el correo electrónico. La liberación de Babel.

Tema 4.- ¿Qué sociedad que es no es civil?
Así que, ¿por qué no mejor que la organicen los civiles y no los políticos o
los militares? Para esto Nunca más un mundo sin derechos humanos. Una
sociedad que tenga garantizado El derecho al placer y el derecho a la
diferencia, ama como quieras, en el que tengan su lugar Todas las
liberaciones: Gays y lesbianas, y también, claro, lo tengan Las Mujeres y el
feminismo, luchas que no acaban. Ser Mujer, ¿placer o dolor? ¿Una vida digna
con igualdad de oportunidades en el trabajo, la política y la cotidianidad?
¿Qué une a las mujeres del mundo? Opresiones Múltiples y Múltiples
Rebeliones. No olvidar la anacronía del Poder y Patriarcado. Darle su lugar
a lo nuevo, a la esperanza, y a las Cosas de niños. Tenemos que hablar de La
chinga de ser joven en las ciudades y en el campo, y también de La tercera
edad: sus derechos de antigedad, respeto a los mayores. El terror moderno
nos une a Los sin tierra, los sin casa. Experiencias de invasión,
expropiación y recuperación. Cómo recuperar el terreno perdido, en todos los
terrenos. Y, con todos, queremos Un mundo con educación para todos. La
educación como práctica de la libertad. Escuela en todos los idiomas. Y hay
que escuchar a todos, a Las religiones, fanatismo y dominación, tolerancia y
liberación, hablar de La conservación de la naturaleza, o sin ella se
cancelan los futuros. Habrá que tocar temas dolorosos, como el de La
experiencia del exilio político y económico. Los exilios interiores. También
de Presos políticos, cárceles, manicomios y otras castraciones, de Mujeres,
hombres y niños en el mercado del sexo, sin olvidar El Sida y otras
epidemias del Neoliberalismo. Los seropositivos, los nuevos excluidos. Y de
aquí ir a La Salud y la alimentación, gratitudes y rencores del cuerpo
humano. Sería muy bueno un Panel de Nuevas formas de organización civil.
ONG’s: lo bueno, lo malo y lo feo. Resistencia civil: barrios, pueblos,
ejidos, regiones. El sindicalismo, el derecho a huelga y otras antiguallas.
De la explotación del hombre por el hombre a la propiedad del trabajo y sus
productos.

Tema 5.- En este mundo caben muchos mundos.
Más acá de la fronteras, Más allá de las fronteras, camina el horror: la
Guerra civil: ¿Cómo evitar el infierno? ¿Cómo salir del infierno? Serán
necesarias Nuevas alianzas entre organizaciones, pueblos y naciones. O para
ser uno mismo sin estorbar ni ser estorbado, amarrar Nuevos nudos para las
cuerdas ancestrales. Tal vez es posible Vivir en tierra propia o ser
extranjero sin lamentarlo. El mañana no debe ser de Genocidio, etnocidio y
otras pestes, hagamos un espacio para Las identidades recobradas a fin de
siglo: nuevos retos para la lucha popular, y pensemos en las Nuevas
identidades. ¿Vuelta al pasado? Poco a poco se abre la posibilidad de El
futuro plural, o cómo debemos entender la igualdad en el siglo XXI, ver a
todos lados y reconocer los Usos y costumbres comunitarios. Su capacidad de
novedad. Son seres vivos, no los fósiles que quisiera la propaganda del
poder global. Las resistencias en el mundo logran un Panel especial al
servicio de todas las civilizaciones y culturas que no piensan morir aunque
las maten y un Gran panel contra el racismo, la marginación y las fobias
contra los seres humanos diferentes. Indígenas de América, de Europa, de
Oceanía, de Africa y de Asia. Sociedades mayoritarias, mestizaje,
migraciones. Exponga libremente su diferencia.

Abriremos, no lo dude usted, una Ventanilla especial para propuestas y
experiencias locales que tengan interés universal: luchas de autonomía, de
liberación nacional, de recuperación de territorios, de derechos políticos,
lengua, etcétera. Y creo, tendremos que llegar a Propuestas de acción
conjunta…NOTA: Es natural que usted se sienta ligeramente indispuesto a
pesar de la agradable presentación del improbable temario de las distintas
mesas. No preocuparse, en cada mesa de trabajo habrá un apartado especial
llamado “Todo lo demás” donde, es seguro, está el tema que usted ve que
falta (así que no es necesario que escriba esa carta de protesta que ha
comenzado). Además, es seguro que el día de inicio del encuentro ya
tendremos un temario más serio.
Y sí, se ve que usted está contemplado y usted leyó en la invitación que en
el encuentro cada quien se encuentra con lo que tiene: rollo, rola, pintura,
teatro, cine, video, circo, maroma, danza, o lo que sea. C’est á dire, se
pueden presentar con un documento, una canción, una pintura, una obra de
teatro, un lo que sea, o sólo presentarse con su corazón como ponencia, y
usted sabe que habrá una mesa en cada uno de los Aguascalientes que los
zapatistas construyeron en las montañas del sureste mexicano y usted no se
preocupa por dónde quedan esos Aguascalientes porque la invitación dice que
hay uno en Oventic, otro en La Garrucha, otro en Morelia, uno más en Roberto
Barrios y el otro uno en La Realidad y la invitación dice que son los
nombres de cinco comunidades indígenas chiapanecas y es seguro que llegando
a México alguien le dirá a usted a cuál comunidad le toca asistir y le dará
un mapa con muchos puntos, rayas y flechitas de colores que, por supuesto,
no sirven más que para confundirlo y, para remediar la confusión, alguien
irá con usted y le mostrará el camino y en realidad lo que le preocupa a
usted es qué quiere decir eso de Aguascalientes pero estos zapatistas
piensan en todo y en la invitación viene una posdata que es un glosario de
términos y ahí se lee clarito que los Aguascalientes son una mezcla de
barco-submarino-avión-carreta-puente y uno no se imagina qué forma tendrá
esa mezcla sobre las montañas del sureste mexicano, pero tranquiliza saber
que hay una definición para Aguascalientes y hay más definiciones, como la
que dice:Esperanza.- La esperanza es como la vía donde rueda el tren. Todos
saben que ahí está y para dónde va, pero se van quedando en las distintas
estaciones que hay en el camino. Sólo el maquinista sigue hasta el final,
sabe que el camino terminará ahí donde los rieles se unen en un punto.
Mientras tanto, no habrá descanso.

Y usted está contento porque ha leído, en los cables noticiosos, que el Sup
le hizo caso al Juan o a la Mara y entonces invitó a San Juan de la Cruz, a
Foucault, Liechtenberg y Rabelais, que, lo aseguran todas las agencias
serias, confirmaron su asistencia el Shakespeare y el Cervantes. Que el
Cervantes espera encontrar el brazo que la guerra le robó en Lepanto y el
Shakespeare la oportunidad de abandonar el clóset al que lo arrinconó la
historia de la literatura universal.

Una agencia desconocida informa que se giraron invitaciones a los marcianos,
que nadie sabe a quién se parecen los marcianos, pero (aseguran la Mara y el
Juan) lo más probable es que se parezcan a sí mismos y el Juan, la Mara y el
Sup se pusieron de acuerdo, sin saberlo, en invitar a todos los que se
parezcan a sí mismos y no a otros.

Y usted va viajando y, sin quererlo, empieza a silbar ese tango que se llama
Balada para un loco y se imagina que bien puede ser el tema musical del
encuentro y usted se acuerda que se alarmó un poco al principio porque la
invitación clarito dice que sólo pueden asistir al encuentro los que estén
invitados y que se hayan acreditado a más tardar el 7 de julio de 1996 y,
antes de que usted lo pregunte, la invitación ya le está diciendo que se
puede acreditar en…

Europa: los comités, colectivos y plataformas de solidaridad, así como los
representantes de organizaciones sociales, políticas, no gubernamentales y
personalidades, se acreditarán a través de las Comisiones Nacionales para el
Encuentro Intercontinental de cada país. Estas Comisiones Nacionales harán
público, en su oportunidad, los datos de sus centros de acreditación.

USA: ­Comisión Nacional para la Democracia México-USA.
­Comisión de Enlace Internacional en México.

Canadá: Comisión Nacional para el Encuentro Intercontinental.

Latinoamérica, Asia, Africa y Oceanía: ­Comisión de Enlace Internacional en
México.

México: Comisión de Enlace Nacional.

Y usted ya se acreditó y ya va rumbo a México con un claro objetivo:
descifrar el misterio que encierran los miles de cepillos de dientes, peines
y pantuflas convocados para encontrarse en las montañas del sureste
mexicano, y, créamelo usted, no hay nada más tranquilizador que tener bien
claro el objetivo de un viaje.
Entonces, ¿lo esperamos?

MODELO C
Invitación-convocatoria Confusa (para engañar al enemigo).
Este… o sea… es decir… no sé… ¿qué tal si…? tal vez en… puede
ser el día…

MODELO D
Invitación-convocatoria Abreviada (para quienes tienen prisa).
Encuentro Intergaláctico. Stop. Usted invitado. Stop. 27 de julio a 3 de
agosto. Stop. Año 1996. Stop. Montañas sureste mexicano. Stop. No falte.
Stop. Fin y Stop.

MODELO E
Invitación-convocatoria Excluyente (para gorrones, policías, orejas y
colados).
Usted no está invitado. No venga. Ni se le ocurra.
***

Cualquier imprevisto no contemplado en esta invitación-convocatoria será
resuelto, eso esperamos, de alguna forma.

Es todo. Esperamos que asista usted al Encuentro Intercontinental por la
Humanidad y contra el Neoliberalismo.
Vale. Salud y apúrese! La historia tiene prisa (dicen).

Desde las montañas del sureste mexicano.
Subcomandante insurgente Marcos.
México, mayo de 1996.

PD QUE TRATA DE REMEDIAR LA FALTA DE SERIEDAD DE TODO LO ANTERIOR.

BASES PARA PARTICIPAR EN EL ENCUENTRO INTERGALACTICO.
(La convocatoria, pues).

I.- El Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el
Neoliberalismo tendrá lugar entre el 27 de julio y el 3 de agosto en los
Aguascalientes zapatistas ubicados en La Realidad, Morelia, La Garrucha,
Oventic y Roberto Barrios, en Chiapas, México.

II.- El derecho de acreditación se obtiene por invitación del EZLN. A cada
país, incluido el país anfitrión, se le asignarán un número limitado de
invitaciones. Los centros de acreditación serán los siguientes:
Europa: los comités, colectivos y plataformas de solidaridad, así como los
representantes de organizaciones sociales, políticas, no gubernamentales y
personalidades, se acreditarán a través de las Comisiones Nacionales para el
Encuentro Intercontinental de cada país. Estas Comisiones Nacionales harán
público, en su oportunidad, los datos de sus centros de acreditación.

USA: ­Comisión Nacional para la Democracia México-USA.
­Comisión de Enlace Internacional en México.

Canadá: Comisión Nacional para el Encuentro Intercontinental.

Latinoamérica, Asia, Africa y Oceanía:­Comisión de Enlace Internacional en
México.

México: Comisión de Enlace Nacional.

LOS INVITADOS ESPECIALES SE ACREDITARAN A TRAVES DE LA COMISION DE ENLACE
INTERNACIONAL. Información Paulina Fernández C.

III.- La fecha límite de registro y acreditación para todo el mundo es el 7
de julio de 1996. El refrendo en México de todos los asistentes acreditados
se hará del 20 al 26 de julio.

IV.- En el momento de acreditarse, cada asistente deberá inscribirse en una
de las cinco mesas de trabajo, según su interés y decisión. Habrá una sola
mesa de trabajo en cada Aguascalientes.

V.- Se propone que en todos los países participantes, incluido el anfitrión,
se realicen, dentro del marco del Encuentro Intercontinental, diversas
actividades culturales y políticas, como conciertos, foros, cine, teatro,
video, foto, pintura. Cada comité de solidaridad en el extranjero promoverá
dichas actividades en su país, antes, después o durante el evento central
del encuentro, según sus posibilidades. En México, una Comisión Especial se
encargará de organizar actos paralelos en diversas ciudades de la república.

Desde las montañas del sureste mexicano, por el Comité Organizador del
Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el
Neoliberalismo-México.

Subcomandante insurgente Marcos.

México, mayo de 1996.